{"id":7866,"date":"2026-07-28T12:03:54","date_gmt":"2026-07-28T12:03:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.usinadepesquisa.com\/?p=7866"},"modified":"2026-09-13T13:27:14","modified_gmt":"2026-09-13T13:27:14","slug":"inovacao-na-universidade-um-conceito-muitos-sentidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.usinadepesquisa.com\/?p=7866","title":{"rendered":"Inova\u00e7\u00e3o na universidade: um conceito, muitos sentidos"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<h3 class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: center;\" data-sourcepos=\"3:1-3:87;58-144\">Entenda o que \u00e9 inova\u00e7\u00e3o, seus sentidos na universidade e as principais classifica\u00e7\u00f5es<\/h3>\n<\/blockquote>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: right;\" data-sourcepos=\"5:1-9:28;146-254\">Aldemar Araujo Castro<br \/>\nCria\u00e7\u00e3o: 28\/07\/2026<br \/>\nAtualiza\u00e7\u00e3o: 28\/07\/2026<br \/>\nPalavras: 1586<br \/>\nTempo de leitura: 8 minutos<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" dir=\"ltr\" data-sourcepos=\"11:1-11:653;256-908\"><strong>Resumo.<\/strong> Este texto examina o conceito de inova\u00e7\u00e3o e seus m\u00faltiplos sentidos no ambiente universit\u00e1rio. Partindo da distin\u00e7\u00e3o schumpeteriana entre inven\u00e7\u00e3o e inova\u00e7\u00e3o, apresenta a defini\u00e7\u00e3o operacional do Manual de Oslo e a defini\u00e7\u00e3o jur\u00eddica do Marco Legal de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o. Mapeia cinco acep\u00e7\u00f5es correntes no campus, da incorpora\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica \u00e0 inova\u00e7\u00e3o social, e sistematiza as classifica\u00e7\u00f5es por objeto, grau de novidade, alcance e modelo de desenvolvimento. Conclui demonstrando por que o dom\u00ednio desse vocabul\u00e1rio condiciona o acesso a editais, a prote\u00e7\u00e3o da propriedade intelectual e a incorpora\u00e7\u00e3o de tecnologias em sa\u00fade.<\/p>\n<h2 dir=\"ltr\" data-sourcepos=\"19:1-19:60;2131-2190\"><\/h2>\n<h2 class=\"text-text-100 mt-3 -mb-1 text-[1.125rem] font-bold\" dir=\"ltr\" data-sourcepos=\"19:1-19:60;2131-2190\">Introdu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" dir=\"ltr\" data-sourcepos=\"13:1-13:418;910-1327\">Repare nos documentos que circulam pela sua universidade: o plano de desenvolvimento institucional promete inova\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica, o edital de fomento exige potencial de inova\u00e7\u00e3o, a pr\u00f3-reitoria inaugura uma ag\u00eancia de inova\u00e7\u00e3o e o colega de departamento anuncia que vai inovar adotando uma nova ferramenta de intelig\u00eancia artificial. A mesma palavra aparece em todos esses contextos, mas ser\u00e1 que designa a mesma coisa?<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" dir=\"ltr\" data-sourcepos=\"15:1-15:392;1329-1720\">A resposta curta \u00e9 n\u00e3o. Inova\u00e7\u00e3o \u00e9 um daqueles termos que todos usam e poucos definem, e essa imprecis\u00e3o tem consequ\u00eancias pr\u00e1ticas: projetos reprovados por n\u00e3o demonstrarem o que o avaliador entendia por inova\u00e7\u00e3o, pol\u00edticas institucionais que confundem compra de equipamento com transforma\u00e7\u00e3o de processos, pesquisadores que desconhecem as obriga\u00e7\u00f5es legais que a palavra carrega no Brasil.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" dir=\"ltr\" data-sourcepos=\"17:1-17:408;1722-2129\">Este texto organiza esse territ\u00f3rio. Primeiro, recupera a defini\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica do conceito, de Schumpeter ao Manual de Oslo. Em seguida, mostra o que a lei brasileira entende por inova\u00e7\u00e3o, mapeia os cinco sentidos que o termo assume no ambiente universit\u00e1rio e apresenta as classifica\u00e7\u00f5es consolidadas na literatura. Ao final, explica por que dominar esse vocabul\u00e1rio deixou de ser opcional para quem pesquisa.<\/p>\n<h2 class=\"text-text-100 mt-3 -mb-1 text-[1.125rem] font-bold\" dir=\"ltr\" data-sourcepos=\"19:1-19:60;2131-2190\">De Schumpeter ao Manual de Oslo: o que \u00e9 inova\u00e7\u00e3o afinal<\/h2>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" dir=\"ltr\" data-sourcepos=\"21:1-21:450;2192-2641\">O ponto de partida obrigat\u00f3rio \u00e9 a distin\u00e7\u00e3o entre <strong>inven\u00e7\u00e3o<\/strong> e <strong>inova\u00e7\u00e3o<\/strong>, formulada pelo economista austr\u00edaco Joseph Schumpeter no in\u00edcio do s\u00e9culo XX. Inventar \u00e9 criar algo novo. Inovar \u00e9 introduzir essa novidade na atividade econ\u00f4mica e social com efeito pr\u00e1tico. Uma patente engavetada \u00e9 uma inven\u00e7\u00e3o; um produto no mercado, um processo em opera\u00e7\u00e3o, um servi\u00e7o em uso s\u00e3o inova\u00e7\u00f5es. Sem incorpora\u00e7\u00e3o ao uso, n\u00e3o h\u00e1 inova\u00e7\u00e3o, apenas invento.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" dir=\"ltr\" data-sourcepos=\"23:1-23:654;2643-3296\">Essa exig\u00eancia de coloca\u00e7\u00e3o em uso permanece no cora\u00e7\u00e3o da defini\u00e7\u00e3o operacional mais utilizada no mundo, a do Manual de Oslo, publicado pela Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE) em conjunto com o Eurostat. Em sua quarta edi\u00e7\u00e3o, o manual define inova\u00e7\u00e3o como um produto ou processo, novo ou aprimorado, que difere significativamente dos anteriores da unidade e que foi disponibilizado a usu\u00e1rios potenciais ou colocado em uso (OCDE e Eurostat, 2018). Dois elementos merecem destaque nessa defini\u00e7\u00e3o: a <strong>novidade significativa<\/strong>, que afasta ajustes triviais, e a <strong>implementa\u00e7\u00e3o<\/strong>, que afasta a ideia que nunca saiu do papel.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" dir=\"ltr\" data-sourcepos=\"25:1-25:379;3298-3676\">O Manual de Oslo acrescenta ainda um detalhe frequentemente ignorado: a novidade \u00e9 aferida em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00f3pria unidade que inova. Uma universidade que adota uma tecnologia in\u00e9dita para ela pratica inova\u00e7\u00e3o no n\u00edvel da organiza\u00e7\u00e3o, ainda que essa tecnologia j\u00e1 exista no mundo. Essa observa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 decisiva para o debate sobre incorpora\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica que atravessa este texto.<\/p>\n<h2 class=\"text-text-100 mt-3 -mb-1 text-[1.125rem] font-bold\" dir=\"ltr\" data-sourcepos=\"27:1-27:30;3678-3707\">O que diz a lei brasileira<\/h2>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" dir=\"ltr\" data-sourcepos=\"29:1-29:735;3709-4443\">No Brasil, inova\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas conceito acad\u00eamico, \u00e9 categoria jur\u00eddica. A <strong>Emenda Constitucional n\u00ba 85, de 2015<\/strong>, inseriu a inova\u00e7\u00e3o nos artigos 218 e 219 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, elevando seu est\u00edmulo a dever do Estado. No plano infraconstitucional, a<strong> Lei n\u00ba 10.973, de 2004<\/strong>, conhecida como Lei de Inova\u00e7\u00e3o e profundamente alterada pela<strong> Lei n\u00ba 13.243, de 2016<\/strong>, o Marco Legal de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o, define inova\u00e7\u00e3o em seu artigo 2\u00ba, inciso IV: introdu\u00e7\u00e3o de novidade ou aperfei\u00e7oamento no ambiente produtivo e social que resulte em novos produtos, servi\u00e7os ou processos, ou que agregue novas funcionalidades ou caracter\u00edsticas a produto, servi\u00e7o ou processo j\u00e1 existente, com <strong>efetivo ganho<\/strong> de qualidade ou desempenho.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" dir=\"ltr\" data-sourcepos=\"31:1-31:736;4445-5180\">Observe a converg\u00eancia com o<strong> Manual de Oslo<\/strong>: a lei tamb\u00e9m exige introdu\u00e7\u00e3o no ambiente produtivo e social, tamb\u00e9m admite o aperfei\u00e7oamento do existente e tamb\u00e9m condiciona a inova\u00e7\u00e3o a um resultado verific\u00e1vel. A defini\u00e7\u00e3o legal n\u00e3o \u00e9 ornamento: dela decorrem obriga\u00e7\u00f5es concretas para as universidades. Toda Institui\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica, Tecnol\u00f3gica e de Inova\u00e7\u00e3o (ICT) p\u00fablica deve instituir sua <strong>pol\u00edtica de inova\u00e7\u00e3o<\/strong>, nos termos do artigo 15-A da Lei n\u00ba 10.973, de 2004, dispondo sobre transfer\u00eancia de tecnologia e gera\u00e7\u00e3o de inova\u00e7\u00e3o, e deve manter, isoladamente ou em associa\u00e7\u00e3o, um N\u00facleo de Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica (NIT) para gerir essa pol\u00edtica. O pesquisador que ignora esse arcabou\u00e7o desconhece parte das regras do pr\u00f3prio of\u00edcio.<\/p>\n<h2 class=\"text-text-100 mt-3 -mb-1 text-[1.125rem] font-bold\" dir=\"ltr\" data-sourcepos=\"33:1-33:43;5182-5224\">Os cinco sentidos da inova\u00e7\u00e3o no campus<\/h2>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" dir=\"ltr\" data-sourcepos=\"35:1-35:184;5226-5409\">Delimitado o conceito, \u00e9 poss\u00edvel entender por que a palavra parece dizer coisas diferentes em cada corredor da universidade. Pelo menos cinco sentidos convivem no ambiente acad\u00eamico.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" dir=\"ltr\" data-sourcepos=\"37:1-37:400;5411-5810\">O primeiro \u00e9 o da <strong>inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica<\/strong>: o desenvolvimento de novas tecnologias nos laborat\u00f3rios e tamb\u00e9m a incorpora\u00e7\u00e3o de tecnologias externas \u00e0s atividades institucionais. Como visto, a ado\u00e7\u00e3o de uma ferramenta nova para a institui\u00e7\u00e3o, quando produz efetivo ganho de qualidade ou desempenho, \u00e9 inova\u00e7\u00e3o no n\u00edvel da organiza\u00e7\u00e3o, ainda que n\u00e3o seja novidade para o mundo (OCDE e Eurostat, 2018).<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" dir=\"ltr\" data-sourcepos=\"39:1-39:286;5812-6097\">O segundo \u00e9 o da inova\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica: metodologias ativas, ensino h\u00edbrido, avalia\u00e7\u00e3o por compet\u00eancias e, mais recentemente, o uso de intelig\u00eancia artificial no ensino. O terceiro \u00e9 o da inova\u00e7\u00e3o organizacional, voltada aos processos administrativos e acad\u00eamicos da pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" dir=\"ltr\" data-sourcepos=\"41:1-41:785;6099-6883\">O quarto sentido \u00e9 o mais transformador: a inova\u00e7\u00e3o como <strong>terceira miss\u00e3o<\/strong> da universidade, ao lado do ensino e da pesquisa. Nesse sentido, inovar \u00e9 transferir conhecimento \u00e0 sociedade por meio de patentes, licenciamentos, incubadoras e empresas nascidas da pesquisa acad\u00eamica. O modelo te\u00f3rico de refer\u00eancia \u00e9 a <strong>tr\u00edplice h\u00e9lice<\/strong>, que descreve o entrela\u00e7amento crescente entre universidade, empresa e governo como motor das economias baseadas em conhecimento (Etzkowitz e Leydesdorff, 2000). No Brasil, a literatura registra que a universidade vive uma segunda revolu\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, na qual ensino e pesquisa se combinam para transferir conhecimento e impulsionar o desenvolvimento, embora persistam resist\u00eancias ligadas ao velho modelo linear de inova\u00e7\u00e3o (Arbix e Consoni, 2011).<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" dir=\"ltr\" data-sourcepos=\"43:1-43:305;6885-7189\">O quinto sentido, por fim, \u00e9 o da inova\u00e7\u00e3o social: solu\u00e7\u00f5es novas para problemas sociais cuja difus\u00e3o se d\u00e1 pela via do valor p\u00fablico, e n\u00e3o necessariamente pelo mercado. Reconhecer qual desses sentidos est\u00e1 em jogo em cada documento, edital ou discurso \u00e9 o primeiro passo para n\u00e3o se perder na conversa.<\/p>\n<h2 class=\"text-text-100 mt-3 -mb-1 text-[1.125rem] font-bold\" dir=\"ltr\" data-sourcepos=\"45:1-45:33;7191-7223\">Como classificar uma inova\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" dir=\"ltr\" data-sourcepos=\"47:1-47:395;7225-7619\">A literatura consolidou algumas classifica\u00e7\u00f5es que funcionam como um mapa do territ\u00f3rio. Quanto ao objeto, o Manual de Oslo distingue a <strong>inova\u00e7\u00e3o de produto<\/strong>, que abrange bens e servi\u00e7os, da inova\u00e7\u00e3o de processo de neg\u00f3cio, categoria que na quarta edi\u00e7\u00e3o absorveu as antigas inova\u00e7\u00f5es de processo, de marketing e organizacional da edi\u00e7\u00e3o anterior, ainda muito citadas (OCDE e Eurostat, 2018).<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" dir=\"ltr\" data-sourcepos=\"49:1-49:751;7621-8371\">Quanto ao grau de novidade, distingue-se a inova\u00e7\u00e3o <strong>incremental<\/strong>, aperfei\u00e7oamento cont\u00ednuo do que j\u00e1 existe, da inova\u00e7\u00e3o <strong>radical<\/strong>, que rompe com a trajet\u00f3ria tecnol\u00f3gica anterior. A essa dupla, Clayton Christensen acrescentou a inova\u00e7\u00e3o <strong>disruptiva<\/strong>, conceito t\u00e3o popular quanto mal compreendido. Disruptiva n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de radical: designa a inova\u00e7\u00e3o que nasce em segmentos negligenciados ou de menor exig\u00eancia, com desempenho inicialmente inferior nos atributos valorizados pelos clientes principais, e que depois avan\u00e7a at\u00e9 deslocar as organiza\u00e7\u00f5es estabelecidas. Os pr\u00f3prios formuladores da teoria reconhecem que o termo ganhou circula\u00e7\u00e3o muito al\u00e9m de seu significado t\u00e9cnico, o que recomenda cautela no uso (Christensen et al., 2018).<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" dir=\"ltr\" data-sourcepos=\"51:1-51:616;8373-8988\">Quanto ao alcance da novidade, a inova\u00e7\u00e3o pode ser nova para a organiza\u00e7\u00e3o, nova para o mercado ou nova para o mundo, grada\u00e7\u00e3o que o Manual de Oslo utiliza para medir a intensidade inovadora. E quanto ao modelo de desenvolvimento, distingue-se a inova\u00e7\u00e3o fechada, gerada inteiramente dentro da organiza\u00e7\u00e3o, da <strong>inova\u00e7\u00e3o aberta<\/strong>, na qual a organiza\u00e7\u00e3o obt\u00e9m, integra e comercializa deliberadamente conhecimento de fontes externas, em intera\u00e7\u00e3o cont\u00ednua com colaboradores (West e Bogers, 2014). \u00c9 exatamente esse modelo aberto que fundamenta as parcerias entre ICTs e empresas desenhadas pela legisla\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<h2 class=\"text-text-100 mt-3 -mb-1 text-[1.125rem] font-bold\" dir=\"ltr\" data-sourcepos=\"53:1-53:43;8990-9032\">Por que isso importa para quem pesquisa<\/h2>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" dir=\"ltr\" data-sourcepos=\"55:1-55:641;9034-9674\">A esta altura, o leitor pode se perguntar se essas distin\u00e7\u00f5es n\u00e3o passam de refinamento conceitual. N\u00e3o passam. Elas t\u00eam consequ\u00eancias diretas na vida de quem pesquisa. Editais de fomento pedem que o proponente demonstre o car\u00e1ter inovador do projeto, e responder bem exige saber se o avaliador espera novidade para o mundo ou efetivo ganho para um contexto espec\u00edfico. A pol\u00edtica de inova\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o define quem \u00e9 titular da propriedade intelectual gerada na pesquisa e como se reparte o resultado de um licenciamento. O NIT \u00e9 a porta institucional para proteger e transferir aquilo que o laborat\u00f3rio produz (Arbix e Consoni, 2011).<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" dir=\"ltr\" data-sourcepos=\"57:1-57:700;9676-10375\">Na \u00e1rea da sa\u00fade, o vocabul\u00e1rio da inova\u00e7\u00e3o encontra a pr\u00e1tica de forma ainda mais concreta. A pesquisa translacional s\u00f3 se completa quando o conhecimento vira tecnologia incorporada ao cuidado, e no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) essa incorpora\u00e7\u00e3o passa pela avalia\u00e7\u00e3o de tecnologias em sa\u00fade conduzida no \u00e2mbito da Comiss\u00e3o Nacional de Incorpora\u00e7\u00e3o de Tecnologias no SUS (Conitec). O ciclo que vai da bancada \u00e0 beira do leito \u00e9, rigorosamente, um ciclo de inova\u00e7\u00e3o: a novidade precisa ser colocada em uso, com efetivo ganho demonstrado, para cumprir a defini\u00e7\u00e3o que este texto percorreu. Quem entende isso deixa de tratar inova\u00e7\u00e3o como palavra de efeito e passa a trat\u00e1-la como crit\u00e9rio de trabalho.<\/p>\n<h2 class=\"text-text-100 mt-3 -mb-1 text-[1.125rem] font-bold\" dir=\"ltr\" data-sourcepos=\"59:1-59:24;10377-10400\">Considera\u00e7\u00f5es finais<\/h2>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" dir=\"ltr\" data-sourcepos=\"61:1-61:549;10402-10950\">A polissemia da palavra inova\u00e7\u00e3o na universidade n\u00e3o \u00e9 um defeito a corrigir, \u00e9 um sintoma da amplitude do conceito. Sob os v\u00e1rios usos, por\u00e9m, existe um n\u00facleo est\u00e1vel e exigente: novidade significativa, colocada em uso, com ganho verific\u00e1vel. Essa \u00e9 a r\u00e9gua do Manual de Oslo, essa \u00e9 a r\u00e9gua da lei brasileira e essa deveria ser a r\u00e9gua de qualquer discurso acad\u00eamico que invoque o termo. As classifica\u00e7\u00f5es por objeto, grau, alcance e modelo completam o instrumental que permite dizer, com precis\u00e3o, o que se est\u00e1 fazendo quando se afirma inovar.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" dir=\"ltr\" data-sourcepos=\"63:1-63:505;10952-11456\">Fica ao leitor um convite pr\u00e1tico. Da pr\u00f3xima vez que encontrar a palavra inova\u00e7\u00e3o em um edital, em um plano institucional ou na fala de um colega, pergunte-se qual dos cinco sentidos est\u00e1 em jogo e qual classifica\u00e7\u00e3o se aplica. O exerc\u00edcio \u00e9 simples e revelador: separa o que \u00e9 transforma\u00e7\u00e3o real do que \u00e9 ret\u00f3rica, e devolve ao pesquisador o controle sobre um vocabul\u00e1rio que, cada vez mais, define regras, recursos e responsabilidades da vida acad\u00eamica. Inovar come\u00e7a por saber do que se est\u00e1 falando.<\/p>\n<h2 class=\"text-text-100 mt-3 -mb-1 text-[1.125rem] font-bold\" dir=\"ltr\" data-sourcepos=\"65:1-65:10;11458-11467\">Fontes<\/h2>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" dir=\"ltr\" data-sourcepos=\"67:1-70:349;11469-12124\"><strong>[1].<\/strong> OECD, Eurostat. Oslo Manual 2018: guidelines for collecting, reporting and using data on innovation. 4th ed. Paris: OECD Publishing; Luxembourg: Eurostat; 2018. DOI: <a class=\"underline underline underline-offset-2 decoration-1 decoration-current\/40 hover:decoration-current focus:decoration-current\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.1787\/9789264304604-en\">https:\/\/doi.org\/10.1787\/9789264304604-en<\/a> Dispon\u00edvel em: <a class=\"underline underline underline-offset-2 decoration-1 decoration-current\/40 hover:decoration-current focus:decoration-current\" href=\"https:\/\/www.oecd.org\/en\/publications\/oslo-manual-2018_9789264304604-en.html\">https:\/\/www.oecd.org\/en\/publications\/oslo-manual-2018_9789264304604-en.html<\/a> <em>Coment\u00e1rio: refer\u00eancia internacional para a defini\u00e7\u00e3o e a mensura\u00e7\u00e3o da inova\u00e7\u00e3o, publicada pela OCDE e pelo Eurostat. Sustenta a defini\u00e7\u00e3o operacional adotada no texto, a exig\u00eancia de implementa\u00e7\u00e3o, a aferi\u00e7\u00e3o da novidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00f3pria unidade e a classifica\u00e7\u00e3o por objeto, com a reorganiza\u00e7\u00e3o das categorias promovida pela quarta edi\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" dir=\"ltr\" data-sourcepos=\"72:1-75:325;12126-12783\"><strong>[2].<\/strong> Etzkowitz H, Leydesdorff L. The dynamics of innovation: from National Systems and &#8220;Mode 2&#8221; to a Triple Helix of university-industry-government relations. Res Policy. 2000;29(2):109-123. DOI: <a class=\"underline underline underline-offset-2 decoration-1 decoration-current\/40 hover:decoration-current focus:decoration-current\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/S0048-7333(99)00055-4\">https:\/\/doi.org\/10.1016\/S0048-7333(99)00055-4<\/a> Dispon\u00edvel em: <a class=\"underline underline underline-offset-2 decoration-1 decoration-current\/40 hover:decoration-current focus:decoration-current\" href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S0048733399000554\">https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S0048733399000554<\/a> <em>Coment\u00e1rio: artigo seminal que consolidou o modelo da tr\u00edplice h\u00e9lice, descrevendo o entrela\u00e7amento entre universidade, empresa e governo nas economias baseadas em conhecimento. Fundamenta a se\u00e7\u00e3o sobre a inova\u00e7\u00e3o como terceira miss\u00e3o da universidade e a compreens\u00e3o do papel institucional das ICTs no sistema de inova\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" dir=\"ltr\" data-sourcepos=\"77:1-80:339;12785-13411\"><strong>[3].<\/strong> Christensen CM, McDonald R, Altman EJ, Palmer JE. Disruptive innovation: an intellectual history and directions for future research. J Manag Stud. 2018;55(7):1043-1078. DOI: <a class=\"underline underline underline-offset-2 decoration-1 decoration-current\/40 hover:decoration-current focus:decoration-current\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.1111\/joms.12349\">https:\/\/doi.org\/10.1111\/joms.12349<\/a> Dispon\u00edvel em: <a class=\"underline underline underline-offset-2 decoration-1 decoration-current\/40 hover:decoration-current focus:decoration-current\" href=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1111\/joms.12349\">https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1111\/joms.12349<\/a> <em>Coment\u00e1rio: revis\u00e3o da hist\u00f3ria intelectual da teoria da inova\u00e7\u00e3o disruptiva escrita pelo pr\u00f3prio formulador do conceito e colaboradores. Ampara a distin\u00e7\u00e3o entre inova\u00e7\u00e3o radical e disruptiva apresentada no texto e documenta o alerta dos autores contra o uso impreciso do termo, que se disseminou muito al\u00e9m do seu significado t\u00e9cnico.<\/em><\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" dir=\"ltr\" data-sourcepos=\"82:1-85:327;13413-14004\"><strong>[4].<\/strong> West J, Bogers M. Leveraging external sources of innovation: a review of research on open innovation. J Prod Innov Manag. 2014;31(4):814-831. DOI: <a class=\"underline underline underline-offset-2 decoration-1 decoration-current\/40 hover:decoration-current focus:decoration-current\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.1111\/jpim.12125\">https:\/\/doi.org\/10.1111\/jpim.12125<\/a> Dispon\u00edvel em: <a class=\"underline underline underline-offset-2 decoration-1 decoration-current\/40 hover:decoration-current focus:decoration-current\" href=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/abs\/10.1111\/jpim.12125\">https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/abs\/10.1111\/jpim.12125<\/a> <em>Coment\u00e1rio: revis\u00e3o sistem\u00e1tica da literatura sobre inova\u00e7\u00e3o aberta, com o modelo de quatro fases de obten\u00e7\u00e3o, integra\u00e7\u00e3o, comercializa\u00e7\u00e3o e intera\u00e7\u00e3o com colaboradores externos. Sustenta a se\u00e7\u00e3o sobre modelos de desenvolvimento da inova\u00e7\u00e3o e a leitura das parcerias entre ICTs e empresas previstas na legisla\u00e7\u00e3o brasileira.<\/em><\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" dir=\"ltr\" data-sourcepos=\"87:1-90:310;14006-14559\"><strong>[5].<\/strong> Arbix G, Consoni F. Inovar para transformar a universidade brasileira. Rev Bras Ci Soc. 2011;26(77):205-224. DOI: <a class=\"underline underline underline-offset-2 decoration-1 decoration-current\/40 hover:decoration-current focus:decoration-current\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.1590\/S0102-69092011000300016\">https:\/\/doi.org\/10.1590\/S0102-69092011000300016<\/a> Dispon\u00edvel em: <a class=\"underline underline underline-offset-2 decoration-1 decoration-current\/40 hover:decoration-current focus:decoration-current\" href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/rbcsoc\/a\/xHHbkP8FXCkYddcJcCDmH6N\/\">https:\/\/www.scielo.br\/j\/rbcsoc\/a\/xHHbkP8FXCkYddcJcCDmH6N\/<\/a> <em>Coment\u00e1rio: an\u00e1lise do lugar da universidade brasileira na gera\u00e7\u00e3o e na difus\u00e3o de inova\u00e7\u00f5es, com o diagn\u00f3stico da segunda revolu\u00e7\u00e3o acad\u00eamica e das resist\u00eancias ligadas ao modelo linear. Fundamenta a discuss\u00e3o sobre a terceira miss\u00e3o no contexto nacional e a relev\u00e2ncia pr\u00e1tica dos NITs para o pesquisador.<\/em><\/p>\n<h2 class=\"text-text-100 mt-3 -mb-1 text-[1.125rem] font-bold\" dir=\"ltr\" data-sourcepos=\"92:1-92:24;14561-14584\">Pontos para Recordar<\/h2>\n<ol class=\"[li_&amp;]:mb-0 [li_&amp;]:mt-1 [li_&amp;]:gap-1 [&amp;:not(:last-child)_ul]:pb-1 [&amp;:not(:last-child)_ol]:pb-1 list-decimal flex flex-col gap-1 pl-8 mb-3 print:block print:space-y-1\" dir=\"ltr\" data-sourcepos=\"94:1-100:165;14586-15612\">\n<li class=\"font-claude-response-body whitespace-normal break-words pl-2\" data-sourcepos=\"94:1-94:121;14586-14706\">Inven\u00e7\u00e3o \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de algo novo; inova\u00e7\u00e3o exige a introdu\u00e7\u00e3o dessa novidade em uso, com efeito pr\u00e1tico verific\u00e1vel.<\/li>\n<li class=\"font-claude-response-body whitespace-normal break-words pl-2\" data-sourcepos=\"95:1-95:144;14707-14850\">O Manual de Oslo define inova\u00e7\u00e3o como produto ou processo novo ou aprimorado, significativamente diferente dos anteriores e colocado em uso.<\/li>\n<li class=\"font-claude-response-body whitespace-normal break-words pl-2\" data-sourcepos=\"96:1-96:169;14851-15019\">A Lei n\u00ba 10.973, de 2004, exige efetivo ganho de qualidade ou desempenho para que haja inova\u00e7\u00e3o, e a Emenda Constitucional n\u00ba 85, de 2015, constitucionalizou o tema.<\/li>\n<li class=\"font-claude-response-body whitespace-normal break-words pl-2\" data-sourcepos=\"97:1-97:150;15020-15169\">A novidade \u00e9 aferida em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00f3pria unidade: adotar tecnologia in\u00e9dita para a institui\u00e7\u00e3o, com ganho demonstrado, \u00e9 inova\u00e7\u00e3o organizacional.<\/li>\n<li class=\"font-claude-response-body whitespace-normal break-words pl-2\" data-sourcepos=\"98:1-98:123;15170-15292\">Na universidade convivem cinco sentidos de inova\u00e7\u00e3o: tecnol\u00f3gica, pedag\u00f3gica, organizacional, terceira miss\u00e3o e social.<\/li>\n<li class=\"font-claude-response-body whitespace-normal break-words pl-2\" data-sourcepos=\"99:1-99:155;15293-15447\">Inova\u00e7\u00e3o disruptiva n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de radical: designa a novidade que nasce em segmentos negligenciados e depois desloca as organiza\u00e7\u00f5es estabelecidas.<\/li>\n<li class=\"font-claude-response-body whitespace-normal break-words pl-2\" data-sourcepos=\"100:1-100:165;15448-15612\">Toda ICT p\u00fablica brasileira deve instituir pol\u00edtica de inova\u00e7\u00e3o e manter N\u00facleo de Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica, estruturas que afetam diretamente a vida do pesquisador.<\/li>\n<\/ol>\n<hr class=\"border-border-200 border-t-0.5 my-3 mx-1.5\" \/>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: center;\" data-sourcepos=\"104:1-104:485;15619-16103\"><span style=\"color: #000080;\"><strong>Declara\u00e7\u00e3o de uso de Intelig\u00eancia Artificial Generativa.<\/strong> <em>Este texto foi produzido com o aux\u00edlio do Claude, desenvolvida pela Anthropic, utilizado como ferramenta de apoio nas fases de brainstorming, de estrutura\u00e7\u00e3o do conte\u00fado e de produ\u00e7\u00e3o do texto. As imagens foram produzidas com aux\u00edlio do ChatGPT da OpenAI. A responsabilidade pela vers\u00e3o final e precis\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es, pelo pensamento cr\u00edtico, pela sele\u00e7\u00e3o das fontes e pelo conte\u00fado publicado \u00e9 integralmente do autor.<\/em><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p dir=\"ltr\" data-sourcepos=\"104:1-104:485;15619-16103\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este texto examina o conceito de inova\u00e7\u00e3o e seus m\u00faltiplos sentidos no ambiente universit\u00e1rio. Partindo da distin\u00e7\u00e3o schumpeteriana entre inven\u00e7\u00e3o e inova\u00e7\u00e3o, apresenta a defini\u00e7\u00e3o operacional do Manual de Oslo e a defini\u00e7\u00e3o jur\u00eddica do Marco Legal de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o. Mapeia cinco acep\u00e7\u00f5es correntes no campus, da incorpora\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica \u00e0 inova\u00e7\u00e3o social, e sistematiza as classifica\u00e7\u00f5es por objeto, grau de novidade, alcance e modelo de desenvolvimento. Conclui demonstrando por que o dom\u00ednio desse vocabul\u00e1rio condiciona o acesso a editais, a prote\u00e7\u00e3o da propriedade intelectual e a incorpora\u00e7\u00e3o de tecnologias em sa\u00fade.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[68],"tags":[77],"class_list":["post-7866","post","type-post","status-publish","format-standard","category-inovacao-e-propriedade-intelectual","tag-inovacao","czr-hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.usinadepesquisa.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7866","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.usinadepesquisa.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.usinadepesquisa.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.usinadepesquisa.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.usinadepesquisa.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7866"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.usinadepesquisa.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7866\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7869,"href":"https:\/\/www.usinadepesquisa.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7866\/revisions\/7869"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.usinadepesquisa.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7866"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.usinadepesquisa.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7866"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.usinadepesquisa.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7866"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}