O dado do participante não viaja sem autorização: inteligência artificial generativa e o dever do Comitê de Ética em Pesquisa   Recently updated !

Este texto examina o uso de inteligência artificial generativa sobre dados de participantes de pesquisa e o dever de exame das instâncias de ética. Sustenta que inserir transcrições ou prontuários em serviço externo é operação de tratamento de dados sensíveis, com transferência internacional e retenção por terceiro, e não detalhe operacional. Discute os limites da anonimização diante da evidência sobre reidentificação, articula a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais com a legislação de pesquisa com seres humanos, propõe cláusula para o termo de consentimento, oferece roteiro de sete perguntas ao parecerista e avalia o processamento local.


API e MCP: duas formas de conectar sistemas, e como escolher entre elas   Recently updated !

Esta reflexão examina dois mecanismos de integração entre sistemas, a interface de programação de aplicações e o Model Context Protocol, e propõe um critério prático de escolha entre eles. O texto explica o que cada um padroniza, mostra por que a API sustenta a agenda de dados acionáveis por máquina e a interoperabilidade em saúde, e situa o MCP como resposta recente ao problema de ligar modelos de linguagem a ferramentas e bases. Discute vantagens, perda de determinismo e riscos de segurança já documentados, e encerra com um exemplo de revisão de escopo resolvido pelas duas vias.


Injeção de prompt: quando o documento dá ordens ao seu assistente   Recently updated !

Este texto explica a injeção de prompt, ataque em que um conteúdo lido por um assistente de inteligência artificial é interpretado como ordem em vez de dado. Apresenta a raiz do problema, que é a ausência de separação entre instrução e conteúdo, distingue as modalidades direta, indireta e oculta em documentos, discute a evidência experimental obtida em tarefas de oncologia e oferece um mapa das demais ameaças associadas ao uso dessas ferramentas na pesquisa. Encerra com condutas práticas ao alcance do pesquisador e do comitê de ética, da limitação de permissões à triagem prévia de arquivos de terceiros.


Quem assina o texto escrito com inteligência artificial   Recently updated !

Este texto examina por que sistemas de inteligência artificial generativa não podem figurar como autores de trabalhos científicos, questão que decorre da impossibilidade de responsabilização, e o que isso impõe a quem assina. Percorre o espectro de usos possíveis, da correção de língua à delegação do argumento, apresenta a seção dedicada ao tema na atualização de janeiro de 2026 das recomendações internacionais, incluindo os deveres do parecerista quanto à confidencialidade, discute a fabricação de referências e a obrigação de verificá-las, e propõe um modelo mínimo de declaração de uso, comentado elemento por elemento.


Significância estatística não é relevância clínica   Recently updated !

Este texto recupera o significado preciso do valor de p e examina os dois erros simétricos que dele derivam na pesquisa em saúde: concluir que existe efeito relevante porque o resultado foi estatisticamente significativo, e concluir que não existe efeito porque não foi. Apresenta o intervalo de confiança como chave de leitura de resultados não significativos, discute a diferença mínima clinicamente importante como critério de relevância, e expõe o debate metodológico aberto desde 2016 sobre o uso de limiares de significância, encerrando com recomendações práticas de relato de resultados.


O cemitério dos estudos invisíveis: por que a literatura publicada engana   Recently updated !

Este texto examina por que o conjunto de artigos recuperado em uma base de dados não representa a pesquisa efetivamente realizada sobre um tema. Distingue três mecanismos de desaparecimento, o viés de publicação em sentido estrito, o relato seletivo de desfechos e os filtros de idioma e de indexação, e apresenta a evidência empírica que documenta cada um deles. Discute os instrumentos de detecção disponíveis, como o gráfico de funil, e seus limites reconhecidos. Encerra com condutas práticas para o pesquisador, na leitura da literatura alheia e na produção da própria.


O consentimento é um processo, o termo é apenas o seu registro   Recently updated !

Este texto examina o consentimento livre e esclarecido como processo, e não como formulário, na pesquisa clínica brasileira. Apresenta o que mudou com a Lei nº 14.874, de 2024, e com o Decreto nº 12.651, de 2025, e o que permanece exigível pelas resoluções do Conselho Nacional de Saúde. Detalha o conteúdo obrigatório do termo, o registro do processo em prontuário e em documento-fonte, as formalidades de assinatura, data e entrega da via, o consentimento em meio eletrônico e as situações que exigem documentação reforçada. Discute, por fim, a diferença entre cumprir a formalidade e comprovar que o esclarecimento ocorreu.


Ensinar por diferentes lentes: potencialidades e limites do uso de múltiplas metáforas na aprendizagem   Recently updated !

Este ensaio teórico examina o uso de múltiplas metáforas no ensino de conceitos complexos. Parte da teoria do mapeamento estrutural para distinguir metáfora, analogia e modelo e mostra por que uma metáfora isolada, ao mesmo tempo que ilumina, induz concepções equivocadas. Discute as razões para combinar metáforas e as condições em que a combinação favorece a aprendizagem ou produz confusão. Propõe uma sequência didática em quatro movimentos, aplica-a ao Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, sugere formas de avaliar compreensão e transferência e examina o papel da inteligência artificial generativa como fonte de metáforas.


Gemini Notebook e Gemini no Chrome, o kit mínimo do estudante de graduação   Recently updated !

Este texto apresenta duas ferramentas de inteligência artificial generativa como porta de entrada para o estudo na graduação em saúde: o Gemini Notebook, que responde apenas a partir das fontes carregadas pelo estudante, e o Gemini no Chrome, que atua sobre a página aberta no navegador. Explica o princípio de ancoragem em fontes, delimita o território de uso de cada ferramenta, discute a evidência sobre descarregamento cognitivo e ilusão de fluência, e propõe um protocolo mínimo de uso capaz de converter economia de tempo em aprendizagem efetiva.


Quem sabe demais explica mal: a maldição do conhecimento e o consentimento informado   Recently updated !

Este texto examina a maldição do conhecimento, viés cognitivo que impede quem domina um conteúdo de estimar o que alguém sem esse domínio compreenderá, e sua incidência sobre o consentimento informado. Recupera o experimento dos batedores e dos ouvintes, situa a origem do conceito na economia experimental e na psicologia da comunicação, apresenta a evidência sobre a legibilidade dos termos de consentimento e sustenta que a autoavaliação da clareza pelo redator é epistemicamente inútil. Conclui com as intervenções que a literatura mostra eficazes, todas assentadas na verificação ativa da compreensão de quem recebe a informação.


Carta aos meus alunos 13/08/2026   Recently updated !

Esta carta dirigida aos estudantes parte de uma cena de ambulatório, quando um aluno interrompe o atendimento e se retira alegando fome. O texto recusa a idealização do sacrifício médico e reconhece que corpo cansado erra mais e que organizar o horário de refeição é dever da instituição. Sustenta, porém, que o objeto em discussão é outro, a diferença entre suspender e abandonar um ato assistencial já iniciado. Argumenta que a obrigação não desaparece com a ausência de quem a assumiu, apenas muda de dono, e recai sobre a equipe que fica e sobre o paciente que espera.


Cinco portas de entrada: onde nasce a inovação dentro da universidade   Recently updated !

Este texto examina as origens da inovação e do empreendedorismo na universidade, sustentando que elas são cinco: o ensino, a pesquisa, a extensão, a assistência e a gestão. Discute por que as duas primeiras concentram o reconhecimento institucional e as métricas de terceira missão, enquanto as três restantes permanecem pouco enxergadas, apesar de reunirem problemas bem formulados e usuários identificados. Apresenta a decisão de rota, da melhoria institucional ao licenciamento e à empresa nascente, com critérios de custo, regulação e propriedade intelectual. Trata, ao final, do uso crítico da inteligência artificial generativa e da equidade como critério de projeto.


Os três mundos do professor: a oficina completa, do papel ao Gemini Notebook   Recently updated !

Este texto publica na íntegra o conteúdo da oficina Os Três Mundos do Professor, dedicada ao uso da inteligência artificial na docência universitária. A tese condutora é que vivemos simultaneamente nos mundos analógico, digital e da inteligência artificial, e que a competência decisiva é a transição deliberada entre eles. O leitor encontrará o princípio do controle das fontes como antídoto à alucinação, os três níveis de uso da ferramenta, os casos docentes testados em sala de aula, as regras de compartilhamento e privacidade e o método do contraponto para a leitura crítica de qualquer resposta gerada.


ISBN: o documento de identidade do seu livro e como obtê-lo no Brasil   Recently updated !

Este texto examina o Número Internacional Padronizado de Livro, conhecido pela sigla ISBN, em três frentes. Explica a anatomia dos treze dígitos, demonstra por que o código deixou de ser formalidade burocrática para se tornar condição de circulação, de catalogação e de reconhecimento acadêmico da obra, e delimita o que o ISBN não é, sobretudo diante do direito autoral, do ISSN, do DOI e da ficha catalográfica. Ao final, apresenta o procedimento de registro no Brasil perante a Câmara Brasileira do Livro, com etapas, prazos, valores, links diretos e os erros mais custosos.


Como obter um DOI pelo Zenodo: tutorial passo a passo   Recently updated !

Este tutorial explica como obter gratuitamente um Digital Object Identifier no Zenodo. O leitor aprenderá a preparar o arquivo, criar a conta, abrir um depósito, reservar antecipadamente o identificador, preencher metadados, escolher uma licença, revisar o registro e confirmar a resolução do DOI. O texto também esclarece os limites do repositório, os cuidados com autoria e dados sensíveis, a diferença entre correção e nova versão e os riscos de gerar dois identificadores para o mesmo objeto.


SEO: como tornar uma página mais visível, útil e encontrável na internet   Recently updated !

Este texto apresenta a otimização para mecanismos de busca como um processo editorial e técnico que aproxima páginas e leitores. Explica a diferença entre visibilidade orgânica e publicidade, descreve como rastreamento, indexação e intenção de busca participam da descoberta de conteúdos e discute benefícios relacionados a alcance, credibilidade e experiência do usuário. Ao final, defende que uma estratégia responsável começa pelas necessidades das pessoas, combina qualidade editorial, técnica e acessibilidade e avalia resultados pelo valor produzido, não apenas pela posição alcançada.


Validação do usuário na fase de ideação: como transformar suposições em evidências   Recently updated !

Esta reflexão apresenta a validação do usuário como processo de aprendizagem para startups na fase de ideação. O texto diferencia validação do usuário, do problema, da solução e do mercado, explica sua importância para reduzir incertezas e descreve como formular hipóteses, selecionar participantes, conduzir entrevistas, analisar evidências e realizar pequenos experimentos. Discute também vieses, cuidados éticos e critérios para decidir entre prosseguir, ajustar, mudar de direção ou interromper uma ideia antes da construção de uma solução completa.


O TCLE é um convite, não um contrato!   Recently updated !

Este texto examina o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido como convite, e não como contrato de adesão. Mostra por que a moldura escolhida pelo redator determina o léxico, a sintaxe e a estrutura do documento, articula as exigências da Lei 14.784 de 2024 e das diretrizes internacionais, e apresenta a evidência empírica sobre legibilidade e compreensão. Oferece pares de reescrita que convertem o enunciado contratual em enunciado de convite, discute quem convida, quando e onde, e avalia o uso da inteligência artificial generativa como auxiliar de redação, com as cautelas indispensáveis.


Haicai: origem, classificação e um roteiro em nove passos para escrever o seu   Recently updated !

Este texto apresenta o haicai como forma poética e como disciplina de atenção. Percorre a origem japonesa do gênero, do hokku encadeado à autonomização promovida por Shiki, explica os três elementos que o sustentam, expõe os critérios pelos quais se classifica e reconstitui sua trajetória brasileira, incluindo o problema do calendário sazonal invertido. Oferece um roteiro de nove passos com exemplo integralmente trabalhado, discute o que a inteligência artificial generativa pode e não pode fazer nesse processo, com prompt pronto para uso, e examina a evidência disponível sobre o valor formativo da prática.


Inovação na universidade: um conceito, muitos sentidos   Recently updated !

Este texto examina o conceito de inovação e seus múltiplos sentidos no ambiente universitário. Partindo da distinção schumpeteriana entre invenção e inovação, apresenta a definição operacional do Manual de Oslo e a definição jurídica do Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação. Mapeia cinco acepções correntes no campus, da incorporação tecnológica à inovação social, e sistematiza as classificações por objeto, grau de novidade, alcance e modelo de desenvolvimento. Conclui demonstrando por que o domínio desse vocabulário condiciona o acesso a editais, a proteção da propriedade intelectual e a incorporação de tecnologias em saúde.