Inovação social: quando a solução nasce da comunidade   Recently updated !

Este texto apresenta a inovação social como criação de novas respostas a necessidades coletivas por meio da reorganização de relações, papéis e serviços. Explica o processo descrito por Geoff Mulgan, mostra como o campo se consolidou na pesquisa acadêmica e distingue inovação social de empreendedorismo social. Examina a Estratégia Saúde da Família e o agente comunitário de saúde como exemplo brasileiro de inovação social em escala, apresenta a agenda internacional de inovação social em saúde e discute como medir o que efetivamente muda.


O empreendedor e a máquina: o que a evidência diz sobre inteligência artificial nos negócios   Recently updated !

Este texto reúne a evidência experimental mais rigorosa sobre os efeitos da inteligência artificial generativa no trabalho e a traduz para quem empreende. Mostra ganhos reais de produtividade, maiores para os menos experientes, e uma fronteira irregular, fora da qual o desempenho piora. Discute o que muda nas etapas de criação de uma empresa, por que a ferramenta disponível a todos não constitui vantagem duradoura e quais cuidados adicionais se impõem a quem empreende em saúde, com dados sensíveis e responsabilidade profissional.


O modelo de negócio também se inova   Recently updated !

Este texto examina a inovação em modelo de negócio, entendida como a mudança na lógica pela qual uma organização cria, entrega e captura valor. Apresenta a definição de modelo de negócio e sua relação com a estratégia, discute por que mudá-lo é mais difícil do que lançar um produto e sintetiza o que quinze anos de pesquisa ensinaram sobre o tema. Na saúde, mostra três tipos de modelo descritos por Hwang e Christensen e por que tecnologias promissoras fracassam quando encaixadas no modelo errado.


Por que boas inovações em saúde acabam esquecidas no armário   Recently updated !

Este texto examina por que tantas inovações em saúde funcionam no piloto e fracassam na rotina. Mostra que a maioria das falhas não é técnica, mas de previsão, de implantação e de ajuste ao contexto. Discute o otimismo dos planejadores, a implantação como etapa própria, a evidência sobre difusão de inovações em serviços e o modelo que organiza a não adoção e o abandono de tecnologias em sete domínios. Encerra com o uso de um quadro consolidado de pesquisa em implementação como lista de verificação antes de começar.


Inovação responsável: decidir antes que seja tarde demais   Recently updated !

Este texto examina a inovação responsável a partir de um problema clássico: quando uma tecnologia é nova, é fácil mudá-la, mas não se sabe o que ela fará; quando se sabe, ela já está entranhada. Parte do caso de um algoritmo que subestimou a necessidade de cuidado de pacientes negros, apresenta as quatro dimensões propostas por Stilgoe e colaboradores e um quadro específico para a saúde. Discute os instrumentos que o direito brasileiro já oferece e propõe perguntas práticas para pesquisadores e empreendedores.


A força silenciosa da inovação incremental   Recently updated !

Este texto defende a inovação incremental contra a fama de prima pobre da inovação radical. Apresenta o dilema entre explorar o novo e aperfeiçoar o existente, descrito por James March, mostra quando melhorar aos poucos não basta e por que organizações bem-sucedidas precisam fazer as duas coisas. Na saúde, examina o ciclo Planejar, Fazer, Estudar e Agir, proposto como método de melhoria, e o que uma revisão sistemática revelou sobre a forma incompleta com que ele costuma ser aplicado.


Inovação aberta: quando a melhor ideia vem de fora   Recently updated !

Este texto apresenta a inovação aberta, formulada por Henry Chesbrough, como modelo em que o conhecimento atravessa deliberadamente as fronteiras da organização, para dentro e para fora. Explica os fluxos de entrada e de saída, discute a evidência de que abrir demais também prejudica e mostra por que integrar o conhecimento externo é mais difícil do que buscá-lo. Examina experiências em saúde e o papel da universidade pública brasileira, à luz do Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação, sem perder de vista o interesse público.


Cultura de inovação nasce da segurança para errar em voz alta   Recently updated !

Este texto examina a cultura de inovação a partir de um conceito mensurável: a segurança psicológica, entendida como a crença compartilhada de que é possível falar, perguntar e errar sem punição. Apresenta a formulação de Amy Edmondson, discute como hierarquia e status profissional silenciam equipes de saúde e reúne a evidência meta-analítica sobre os fatores de equipe que favorecem a inovação. Encerra com práticas concretas que líderes de serviços, laboratórios e grupos de pesquisa podem adotar para transformar silêncio em aprendizagem.


Antes de publicar, procure o NIT: como proteger e levar a inovação em saúde à sociedade   Recently updated !

Este texto apresenta o Núcleo de Inovação Tecnológica como parceiro de pesquisadores, docentes, alunos, residentes, servidores técnico-administrativos, empresas e comunidade. Discute o momento de procurá-lo, o risco de divulgar resultados antes da proteção e o período de graça previsto na lei brasileira, com seus limites no exterior. Examina as diferentes formas de inovação em saúde e mostra como o núcleo aproxima conhecimento acadêmico, prática clínica, Sistema Único de Saúde e sociedade, sem prometer que toda pesquisa resultará em patente ou empresa.


Da ideia ao mercado: por que a execução define a inovação   Recently updated !

Ideias não se tornam inovação por sua originalidade isolada, mas por sua capacidade de chegar ao uso e criar valor. Este texto examina o caminho entre a percepção de uma oportunidade e sua adoção pelo mercado, destacando a importância de compreender o problema, formular hipóteses, testar em pequena escala e aprender com os resultados. Discute também o papel da equipe, dos recursos e da disciplina de execução, e mostra que inovar exige menos culto à ideia genial e mais atenção ao processo de construir, medir, aprender e ajustar.


Inovação não é tecnologia: como criar valor em negócios tradicionais   Recently updated !

Inovação não se reduz à adoção de ferramentas digitais nem ao surgimento de empresas de tecnologia. Este texto examina como negócios tradicionais podem inovar ao compreender melhor problemas reais, redesenhar processos, qualificar a experiência do cliente e testar novas formas de criar e capturar valor. Discute a diferença entre novidade e resultado, o papel da aprendizagem na execução e caminhos práticos para transformar melhorias consistentes em vantagem competitiva, a partir de recursos, relações e desafios já presentes no contexto do empreendedor.


Inovação: da novidade à criação de valor no empreendedorismo   Recently updated !

Este texto acompanha a evolução da definição de inovação, da novidade associada ao empreendedor às noções atuais de implementação e criação de valor. Discute a diferença entre invenção e inovação, o papel das organizações e dos usuários e a relevância de oportunidades, modelos de negócio e responsabilidade no empreendedorismo contemporâneo. O leitor encontrará critérios práticos para distinguir mudança aparente de inovação efetiva e perguntas que ajudam a avaliar se uma proposta cria valor para pessoas reais.


O gamão e a vida: a arte de jogar bem os maus lançamentos   Recently updated !

Esta reflexão examina o gamão como alegoria da decisão sob incerteza, em dois registros. O primeiro é o da tradição: o texto pálavi que atribui a invenção do jogo ao sábio Wuzurgmihr e lê o tabuleiro como imagem do cosmos, com as correções que a historiografia impõe à lenda. O segundo é o da evidência: o viés de resultado, que nos leva a julgar decisões pelo desfecho, o efeito do custo irrecuperável e a matemática do dado de dobrar. O leitor encontrará uma ponte entre a metáfora e a prática clínica e científica, centrada na distinção entre processo e desfecho.


OpenClaw e Hermes: quando a inteligência artificial deixa de apenas responder   Recently updated !

Este texto examina OpenClaw e Hermes como exemplos da passagem de chatbots para agentes generativos com memória, ferramentas e rotinas de ação. Explica o que distingue resposta de autonomia operacional, discute aplicações em estudo e pesquisa e propõe critérios para delegação responsável. Mostra que a utilidade desses sistemas depende de contexto verificável, permissões limitadas e revisão humana, sobretudo quando a inteligência artificial passa a participar de decisões e tarefas fora da janela de conversa.


NIT: por que a universidade precisa de um Núcleo de Inovação Tecnológica   Recently updated !

Este texto apresenta o Núcleo de Inovação Tecnológica como estrutura que organiza a política de inovação nas universidades. Explica sua origem histórica, o marco legal brasileiro e suas funções na proteção de resultados, na transferência de tecnologia e na formação de parcerias. Discute por que o NIT não deve ser reduzido a patentes e como pode aproximar conhecimento, interesse público e desenvolvimento regional sem subordinar a pesquisa a interesses de curto prazo.


Do primeiro pedido à versão publicada, o que um relógio de xadrez ensina sobre inteligência artificial generativa

Este texto relata a construção de um relógio de xadrez com assistência de inteligência artificial generativa e o transforma em material didático. Mostra que a primeira versão funciona como hipótese de solução, que o versionamento preserva a memória das decisões e que critérios observáveis ajudam a corrigir interpretações equivocadas da IA. Discute autoria e responsabilidade pedagógica, usabilidade, responsividade, a diferença entre testar regras e observar pessoas e o reaproveitamento da estrutura em um placar. Encerra com uma proposta de atividade para a sala de aula, centrada na capacidade do estudante de explicar e justificar suas decisões.


Declaração de uso da inteligência humana: quem responde pelo que se publica

Este texto apresenta a declaração de uso da inteligência humana, proposta que inverte o foco das declarações de uso de inteligência artificial generativa exigidas por periódicos e instituições. Parte das políticas editoriais que vedam a autoria de ferramentas, examina o que a transparência centrada na ferramenta deixa de dizer e reproduz a declaração na íntegra. Discute, em seguida, a falibilidade da inteligência humana e a continuidade da responsabilidade autoral, anterior à inteligência artificial. O leitor encontrará um argumento para ler a declaração como complemento, e não como substituto, das exigências formais, e um convite a redigir a sua própria.


O dado do participante não viaja sem autorização: inteligência artificial generativa e o dever do Comitê de Ética em Pesquisa

Este texto examina o uso de inteligência artificial generativa sobre dados de participantes de pesquisa e o dever de exame das instâncias de ética. Sustenta que inserir transcrições ou prontuários em serviço externo é operação de tratamento de dados sensíveis, com transferência internacional e retenção por terceiro, e não detalhe operacional. Discute os limites da anonimização diante da evidência sobre reidentificação, articula a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais com a legislação de pesquisa com seres humanos, propõe cláusula para o termo de consentimento, oferece roteiro de sete perguntas ao parecerista e avalia o processamento local.


API e MCP: duas formas de conectar sistemas, e como escolher entre elas

Esta reflexão examina dois mecanismos de integração entre sistemas, a interface de programação de aplicações e o Model Context Protocol, e propõe um critério prático de escolha entre eles. O texto explica o que cada um padroniza, mostra por que a API sustenta a agenda de dados acionáveis por máquina e a interoperabilidade em saúde, e situa o MCP como resposta recente ao problema de ligar modelos de linguagem a ferramentas e bases. Discute vantagens, perda de determinismo e riscos de segurança já documentados, e encerra com um exemplo de revisão de escopo resolvido pelas duas vias.


Injeção de prompt: quando o documento dá ordens ao seu assistente

Este texto explica a injeção de prompt, ataque em que um conteúdo lido por um assistente de inteligência artificial é interpretado como ordem em vez de dado. Apresenta a raiz do problema, que é a ausência de separação entre instrução e conteúdo, distingue as modalidades direta, indireta e oculta em documentos, discute a evidência experimental obtida em tarefas de oncologia e oferece um mapa das demais ameaças associadas ao uso dessas ferramentas na pesquisa. Encerra com condutas práticas ao alcance do pesquisador e do comitê de ética, da limitação de permissões à triagem prévia de arquivos de terceiros.