Fontes comentadas: como transformar sua bibliografia em instrumento de leitura crítica   Recently updated !

As fontes comentadas são referências bibliográficas acompanhadas de um breve comentário crítico que registra a relevância, a contribuição e o uso de cada obra no texto. Diferentemente das listas convencionais de referências, elas tornam visível o raciocínio que sustenta cada escolha bibliográfica. Este texto apresenta o conceito, a estrutura e modelos práticos de fontes comentadas, oferecendo ao pesquisador em formação uma ferramenta concreta para qualificar sua leitura e organizar sua escrita acadêmica com mais clareza e rigor.


O contexto é o comando: como escrever bem com o apoio da inteligência artificial   Recently updated !

Escrever com o apoio da inteligência artificial generativa é uma habilidade que pode ser aprendida e aprimorada, mas exige um método. Muitos pesquisadores e estudantes frustram-se com os resultados porque solicitam o texto sem preparar o terreno. Este artigo descreve um fluxo de trabalho eficaz em três etapas: fornecer contexto abundante à ferramenta, iterar sobre a estrutura proposta em múltiplas versões e validar o rascunho gerado com leitura crítica antes da publicação. O autor não é substituído pela IA: é amplificado por ela.


Dois tipos de pesquisador vão coexistir: qual será o seu?   Recently updated !

Em breve, dois perfis de pesquisador vão coexistir nas universidades. Ambos terão acesso à inteligência artificial. A diferença entre eles não será tecnológica: será de profundidade. O primeiro usa IA como ferramenta auxiliar e ganha tempo. O segundo redesenhou o processo de pesquisa com ela como infraestrutura e ganhou escala, qualidade e impacto. Este texto examina essa distinção, mapeia as etapas do processo investigativo que já podem ser reorganizadas e propõe a pergunta que separa o uso curioso do uso estratégico da inteligência artificial na ciência.


A inteligência artificial generativa como ferramenta de planejamento da escrita acadêmica   Recently updated !

A inteligência artificial generativa pode transformar a escrita acadêmica ao atuar como ferramenta de planejamento, não como substituta da autoria. Ela ajuda o pesquisador a organizar ideias, formular perguntas, identificar lacunas, alinhar objetivos e métodos, estruturar argumentos e revisar clareza, coesão e precisão. Seu uso mais produtivo ocorre quando orienta esboços, mapas de parágrafos, quadros, tabelas e versões preliminares. Contudo, exige validação humana, leitura crítica, verificação de referências e responsabilidade ética. A IA amplia produtividade, mas também pode gerar erros, vieses e falsa precisão. Portanto, deve ser usada como copiloto intelectual, sempre supervisionada pelo pesquisador responsável pelo texto final e completo.


CLAUDE na Pesquisa Científica   Recently updated !

O evento CLAUDE na Pesquisa Científica será uma oficina presencial voltada para estudantes, pesquisadores e interessados em transformar uma ideia inicial em um projeto de pesquisa mais claro, estruturado e viável. A proposta é mostrar, de forma prática, como utilizar o Claude como ferramenta de apoio acadêmico, ajudando na organização da ideia, construção do problema de pesquisa, definição de objetivos, planejamento metodológico e redação inicial do projeto. As atividades acontecerão presencialmente na Sala 202 da UNCISAL, em Maceió, entre 12 de maio de 2026, às 7h00, e 30 de junho de 2026, às 8h00. O credenciamento será realizado de forma online, mas as aulas serão presenciais. A oficina será conduzida pelo professor Aldemar Araujo Castro, professor, pesquisador, extensionista e empreendedor da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas, UNCISAL.


O Método Socrático na Formação Médica: Aprendendo a Pensar, Não Apenas a Saber!

Este texto apresenta o método socrático como ferramenta essencial na formação médica. Aborda seus fundamentos filosóficos e sua aplicação prática no desenvolvimento do raciocínio clínico. Explica como a sequência de perguntas estruturadas leva o estudante a construir hipóteses diagnósticas em vez de apenas memorizá-las. Discute vantagens, limitações e a transformação do método com a inteligência artificial em tutores digitais interativos. O objetivo é mostrar que aprender medicina vai além de acumular informação: exige aprender a estruturar o pensamento crítico diante da incerteza.


Da Estabilidade ao Caos: A Evolução dos Cenários Globais e o Impacto da IA

A compreensão dos cenários globais é essencial para a estratégia de pessoas e organizações. O Mundo SPOD refletia a realidade estável e previsível de grande parte do século XX. Com a globalização e a internet, emergiu o Mundo VUCA, marcado pela volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade, exigindo rápida adaptação. Mais recentemente, devido a crises globais e climáticas, Jamais Cascio propôs o Mundo BANI, que descreve um ambiente frágil, ansioso, não-linear e incompreensível. Hoje, a transição para um Mundo com Inteligência Artificial traz novos desafios, demandando resiliência, empatia, intuição tecnológica e reinvenção constante para navegar no caos e na inovação.


Bypass No Café: A Técnica Simples Que Muda A Xícara

O bypass no café é a adição controlada de água limpa à bebida já extraída. Em vez de fazer toda a água atravessar o pó, o preparo usa café concentrado e depois ajusta a intensidade com água quente. A técnica é importante porque permite separar extração e diluição: preserva o sabor desejado, reduz o risco de amargor excessivo e torna a xícara mais equilibrada. Pode ser usada em filtrados, AeroPress e americanos. Para começar, extraia com cerca de 75% da água total e adicione 25% depois, provando e ajustando conforme o paladar, com pequenas variações de volume, temperatura e gosto.


Quatro atitudes que enfraquecem a imagem acadêmica do doutorando

O texto alerta que, no doutorado, a imagem acadêmica depende não apenas do conteúdo, mas da postura intelectual. Quatro atitudes enfraquecem essa imagem: atribuir o trabalho à IA, sem assumir autoria; afirmar que a amostra é 30, sem justificativa metodológica; interromper avaliadores antes de ouvir integralmente; e administrar mal o tempo da apresentação. Em conjunto, esses comportamentos sugerem fragilidade de autoria, baixa maturidade, deficiência metodológica e pouca capacidade de síntese. A atitude esperada é assumir responsabilidade, justificar decisões, escutar críticas com autocontrole e comunicar o essencial com precisão, dentro do tempo disponível, demonstrando domínio, respeito e segurança em contexto avaliativo.


A amostra de 30 é mágica? Origem, limites e riscos de uma regra estatística mal interpretada na pesquisa clínica

A ideia de que uma amostra com 30 participantes seria suficiente para qualquer pesquisa tornou se uma crença frequente no meio acadêmico. Sua origem está relacionada ao Teorema Central do Limite, à tradição do teste t de Student e à simplificação didática que separa amostras pequenas de amostras grandes. No entanto, em pesquisa clínica, o número 30 não garante validade, precisão, poder estatístico ou relevância clínica. O tamanho da amostra deve ser definido pela pergunta de pesquisa, pelo desenho do estudo, pelo desfecho principal, pela diferença clinicamente relevante, pela variabilidade dos dados e pelas perdas esperadas.