RPG Educacional C6: Rota da Cicatrização


RPG educacional para ensinar o cuidado multiprofissional da úlcera venosa CEAP C6

 

Aldemar Araujo Castro
Criação: 29/10/2025
Atualização: 09/07/2026
Palavras: 4121
Tempo de leitura: 21 minutos

Resumo

Este artigo apresenta a versão revisada do RPG educacional C6: Rota da Cicatrização, um jogo de mesa criado para ensinar, de forma prática e interativa, a abordagem clínica e multiprofissional de pacientes com úlcera venosa ativa, classificação clínica CEAP C6. O texto descreve o objetivo pedagógico do jogo, sua ambientação na Atenção Primária, o sistema de teste por dois dados de seis faces, os dez personagens jogáveis, os dez casos clínicos, os eventos imprevistos, as penalidades e os bônus, o fluxo obrigatório de início de missão e uma versão simplificada para públicos sem experiência prévia com RPG.

 

Introdução

Uma paciente de 68 anos chega à Unidade Básica de Saúde (UBS) mancando, com uma ferida aberta na perna há seis meses, secreção abundante e uma dor que piora ao entardecer. Ela nunca ouviu falar em compressão terapêutica e não sabe por que a ferida não fecha. Essa cena, repetida todos os dias em milhares de serviços de saúde no Brasil, é o ponto de partida de um dos maiores desafios do ensino em ciências da saúde: como preparar estudantes e profissionais para tomar, em sequência e sob incerteza, as dezenas de pequenas decisões clínicas que determinam se uma úlcera venosa cicatriza ou se cronifica.

O ensino tradicional de doença venosa crônica costuma se concentrar na fisiopatologia e no protocolo de compressão, mas deixa pouco espaço para treinar a coordenação entre profissões, a leitura de barreiras sociais e a resposta a intercorrências, elementos que na prática pesam tanto quanto o conhecimento técnico isolado. Diante dessa lacuna, o RPG (do inglês role-playing game, jogo de interpretação de papéis) C6: Rota da Cicatrização foi desenvolvido como ferramenta de simulação: um jogo de mesa em que médico, enfermagem, fisioterapia, nutrição, psicologia, assistência social, educação física, agente comunitário de saúde, cuidador e o próprio paciente assumem papéis ativos e decidem, rodada a rodada, o destino de uma ferida que evolui ao longo de semanas.

Este artigo apresenta a versão revisada do jogo, mantendo integralmente sua mecânica, seus personagens e seus casos clínicos, e reorganizando o material para uma leitura mais fluida. As seções a seguir cobrem o objetivo pedagógico, a ambientação, o sistema de teste, os personagens jogáveis, os casos e eventos que movem a narrativa, o fluxo obrigatório de abertura de sessão e, ao final, uma versão simplificada para grupos iniciantes.

Da avaliação ao desfecho: o objetivo pedagógico do jogo

O RPG C6: Rota da Cicatrização tem um objetivo único e explícito: conduzir um paciente com úlcera venosa ativa, classificação clínica CEAP (Clinical, Etiological, Anatomical, Pathophysiological) C6, até a epitelização sustentada, evitando complicações e retrocessos ao longo do caminho. Para isso, o jogo obriga os participantes a exercitar, em conjunto:

  1. a avaliação clínica completa,
  2. o manejo do edema por meio de compressão,
  3. a elevação e os exercícios,
  4. o tratamento da infecção apenas quando clinicamente indicado,
  5. a escolha adequada de curativos,
  6. o controle da dor e da qualidade de vida,
  7. a adesão terapêutica,
  8. a prevenção de recidiva e
  9. o reconhecimento oportuno de sinais de alarme que exigem encaminhamento.

Cada uma dessas competências corresponde a um ou mais testes de jogo, de modo que negligenciar qualquer uma delas tem consequência direta sobre a evolução da ferida.

O território da atenção: ambientação e cenário clínico

A narrativa se passa em um território reconhecível por qualquer profissional da Atenção Primária brasileira. O paciente vive uma situação social vulnerável, com baixa renda, dificuldade de transporte e alto custo de curativos, e pode apresentar comorbidades associadas como diabetes, obesidade e hipertensão. A moradia, muitas vezes precária, soma umidade, baixa condição de higiene, escadas e pouco tempo de repouso aos fatores que dificultam a cicatrização. O atendimento começa na UBS e, conforme as decisões da equipe, pode se estender ao domicílio, com visitas do agente comunitário de saúde, ao ambulatório de feridas ou, em caso de complicação grave, à emergência.

Cada rodada do jogo representa uma semana de evolução da ferida, e cada decisão da equipe melhora, estabiliza ou piora essa evolução. Essa correspondência entre tempo de jogo e tempo clínico é o que permite ao grupo experimentar, em uma única sessão, o ritmo lento e cumulativo característico do tratamento de feridas crônicas, algo que a prática clínica supervisionada raramente consegue comprimir em poucas horas de ensino.

A mecânica do jogo: o teste de 2d6 e os pontos de cicatrização

Para cada ação clínica relevante, o jogador realiza um teste de dois dados de seis faces, somando os modificadores de perícia e de contexto que se apliquem. O resultado da soma determina o efeito sobre os pontos de cicatrização da ferida, conforme a tabela a seguir.

Resultado do teste Interpretação Efeito nos pontos de cicatrização
12 (sucesso crítico) Manejo excelente +3 pontos
10 a 11 (sucesso pleno) Conduta correta e efetiva +2 pontos
7 a 9 (sucesso parcial) Conduta parcialmente correta ou com atraso −1 ponto
6 ou menos (falha) Conduta incorreta, incompleta ou que prejudica o tratamento −2 pontos
2 (falha crítica, 1 mais 1) Erro grave ou omissão importante −4 pontos

A ferida começa a partida com 10 pontos de cicatrização. O objetivo da equipe é atingir 16 pontos e sustentar esse patamar por duas semanas consecutivas, o que caracteriza a cura. A ênfase do jogo na compressão terapêutica como eixo central do tratamento reflete evidência de certeza moderada: a compressão aumenta significativamente a chance de cicatrização em comparação à ausência de compressão (Patton et al., 2023). Se os pontos chegarem a zero, considera-se piora grave, com necessidade de internação ou de abordagem de emergência, e a equipe perde a partida. Cada rodada representa uma semana e a duração média de uma campanha completa é de seis a dez semanas, cabendo ao mestre ou instrutor decidir quando inserir intercorrências como dor intensa, infecção, perda do curativo ou queda de adesão.

Cada personagem pode possuir de 0 a mais 2 em uma ou mais perícias, entre:

  1. Avaliação Clínica,
  2. Compressão Terapêutica,
  3. Controle de Infecção,
  4. Curativos e Cuidado de Feridas,
  5. Manejo de Dor,
  6. Educação e Adesão, e
  7. Coordenação de Cuidados ou Assistência Social.

A perícia soma ao teste quando a ação pertence ao domínio do personagem, e a situação clínica também gera modificadores: mais 1 se o paciente está aderente, menos 1 se há dor importante, menos 1 ou menos 2 se há infecção ativa, e mais 1 quando a equipe multiprofissional atua de forma integrada. Entre as ações típicas que exigem teste estão aplicar a bandagem de alta pressão corretamente, orientar a elevação dos membros e a caminhada, escolher o curativo apropriado ao volume de exsudato, tratar a infecção apenas diante de sinais clínicos, investigar o índice tornozelo braço (ITB) antes de iniciar a compressão, tratar a dor e a ansiedade, e acompanhar o paciente em retornos e visitas domiciliares. A narrativa evolui de acordo com essas decisões, rodada após rodada.

Os papéis da equipe: dez personagens jogáveis

O jogo distribui a responsabilidade pelo cuidado entre dez personagens, cada um com perícias e ações próprias. Essa divisão é o núcleo pedagógico da simulação: nenhum personagem consegue, sozinho, levar o paciente à cura, o que obriga o grupo a praticar efetivamente a coordenação multiprofissional, estratégia que ensaios clínicos de intervenção educacional interprofissional já associaram a ganhos de adesão terapêutica em pessoas com úlcera venosa de perna (Probst et al., 2019).

Personagem Função no jogo Perícias principais Ações típicas que exigem teste Impacto no jogo
Médico da UBS Avaliação clínica completa, definição do plano terapêutico e decisões críticas sobre compressão, antibiótico, investigação arterial e encaminhamento Avaliação Clínica, Compressão Terapêutica, Controle de Infecção Diagnosticar a úlcera venosa, solicitar e interpretar o ITB ou o Doppler, iniciar a compressão elástica ou inelástica, decidir sobre antibiótico, reconhecer sinais de alarme Sucesso pleno: +2. Crítico: +3. Falha: −2. Falha crítica: −4
Enfermeiro ou enfermeira do ambulatório de feridas Executa cuidados avançados de feridas, escolhe curativos, orienta higiene, realiza compressão e monitora a evolução Curativos e Cuidado de Feridas, Compressão, Educação e Adesão Escolher o curativo adequado ao exsudato, realizar bandagem de alta pressão, manejar odor e dor local, educar paciente e família para o autocuidado Sucesso: +2. Crítico: +3. Parcial: −1. Falha: −2
Agente Comunitário de Saúde (ACS) Acompanha o paciente em casa, identifica barreiras, estimula adesão e retorna informações à UBS Educação e Adesão, Coordenação de Cuidados Visitar o domicílio para verificar elevação, caminhada e troca de curativo, checar o uso da compressão, identificar risco social e convencer o paciente resistente a retornar Sucesso: +2. Crítico: +3. Falha: −2, com curativo perdido e piora
Fisioterapeuta Reduz o edema, melhora o retorno venoso e fortalece a musculatura da panturrilha Exercícios Terapêuticos, Manejo de Dor e Edema Prescrever exercícios seguros, ensinar a caminhada orientada, orientar elevação e repouso, iniciar drenagem manual quando indicada Sucesso: +2. Crítico: +3. Falha: −2, com dor e edema aumentados
Assistente Social Resolve barreiras sociais e logísticas de transporte, acesso a curativos e visitas domiciliares Coordenação de Cuidados, Educação e Adesão Conseguir curativos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), organizar transporte, apoiar a adesão a consultas, identificar abandono por questões sociais Sucesso: +2. Crítico: +3. Falha: −2, com faltas às consultas
Paciente Personagem ativo, responsável pelas decisões reais de autocuidado Autocuidado, Adesão ao Tratamento Manter a compressão diariamente, evitar longos períodos em pé, não molhar ou remover o curativo sem orientação, seguir dieta e caminhar, sinalizar dor, febre ou secreção purulenta Sucesso: +2. Crítico: +3. Falha: −2. Falha crítica: −4, com abandono, infecção e internação
Cuidador ou familiar Auxilia o paciente com higiene, troca de curativo, caminhadas e comparecimento às consultas Apoio e Adesão, Higiene e Manejo Básico Sustentar as rotinas de cuidado combinadas com a equipe Sucesso mantém os pontos positivos. Falha pode gerar perda de compressão, infecção e atraso na cicatrização
Psicólogo ou psicóloga Aborda o impacto emocional, a depressão, a baixa autoestima e a resistência ao tratamento Manejo Emocional, Educação e Adesão Conduzir entrevista motivacional, reduzir a ansiedade diante do curativo ou da compressão, trabalhar a autoestima, identificar risco de depressão e encaminhar Sucesso: +2. Crítico: +3. Parcial: −1. Falha: −2
Nutricionista Avalia o estado nutricional e orienta a dieta para cicatrização, o controle glicêmico e a ingestão proteica Nutrição para Cicatrização, Educação e Adesão Alimentar Planejar dieta rica em proteínas, vitaminas A e C e zinco, reduzir o excesso de sal, controlar a glicemia em pacientes diabéticos, investigar e tratar a desnutrição Sucesso: +2. Crítico: +3. Parcial: −1. Falha: −2
Educador físico Estimula a atividade física segura e os exercícios de bomba da panturrilha, fundamentais para o retorno venoso Exercício Terapêutico, Educação e Adesão ao Movimento Prescrever caminhada progressiva, ensinar exercícios de panturrilha, ajustar a atividade em pacientes com dor ou limitação, controlar o peso com metas semanais Sucesso: +2. Crítico: +3. Parcial: −1. Falha: −2

Vale destacar a justificativa clínica de dois personagens menos convencionais em um jogo sobre feridas. A presença do psicólogo se ancora no fato de que a dor crônica e a resistência emocional ao tratamento são barreiras recorrentes à adesão relatadas por pacientes com úlcera venosa (Perry et al., 2023), de modo que o personagem ensina, na prática, comunicação empática e entrevista motivacional. A presença do educador físico, por sua vez, reforça que a bomba muscular da panturrilha é peça central da fisiologia venosa, e que o treinamento físico melhora a função dessa bomba, a força muscular e a amplitude de movimento do tornozelo em diferentes estágios de gravidade da insuficiência venosa crônica (Silva et al., 2021), o que faz do exercício parte do tratamento, não um complemento opcional ao curativo.

Dez casos clínicos para conduzir a narrativa

Cada caso corresponde a uma semana inicial ou a uma situação chave na evolução do paciente, e o mestre pode aplicá-los em ordem cronológica ou sortear conforme a necessidade pedagógica da turma.

Caso Vinheta clínica Ações e testes esperados Resultado
1. Primeira consulta Paciente de 68 anos, hipertensa e obesa, com úlcera medial em perna esquerda há seis meses, dor ao final do dia, edema, secreção abundante e nenhum uso prévio de compressão Avaliar se o quadro é compatível com úlcera venosa, solicitar o ITB antes da compressão, ITB maior que 0,8, orientar elevação, caminhada e redução de sal, iniciar a compressão Sucessos somam +2 a +3 pontos. Falhas atrasam o tratamento, geram curativo inadequado e pioram o edema
2. Curativo inadequado Curativo feito em outro serviço era apenas gaze com micropore, e a ferida está úmida, com bordas maceradas Escolher curativo absorvente correto, orientar a limpeza com solução apropriada, reaplicar a compressão Usar pomada aleatória ou trocar o curativo com frequência insuficiente pioram o exsudato
3. Suspeita de infecção Ferida com odor, secreção purulenta, calor local e dor em repouso Indicar antibiótico sistêmico somente diante de sinais clínicos, coletar cultura sem interromper o cuidado, manter a compressão se não houver contraindicação, avaliar febre sistêmica Usar antibiótico preventivo sem sinais, ou suspender a compressão sem motivo, geram falha, −2
4. Baixa adesão O paciente relata que a faixa aperta e a retira todo fim de semana, e a ferida piora Psicólogo, ACS, educador físico ou enfermagem tentam entrevista motivacional, planejam compressão mais confortável e buscam doação de bandagem via assistente social Sucesso crítico faz o paciente aceitar o uso diário da compressão, +3
5. Dor intensa O paciente não dorme por causa da dor, evita ficar em pé e abandona as caminhadas Médico ajusta a analgesia, fisioterapeuta propõe exercícios mais leves, enfermagem reduz a pressão noturna se necessário, psicólogo faz o manejo emocional Falha crítica leva ao abandono do tratamento, −4
6. Dificuldade de transporte O paciente perde consultas por falta de ônibus e o curativo fica uma semana sem troca Assistente social garante transporte, ACS faz visita domiciliar, enfermagem orienta troca básica em casa Sucesso pleno soma +2. Falha leva a infecção e piora do edema, −2
7. Comorbidades descontroladas Diabetes descompensado, glicemia de 300 mg/dL, cicatrização lenta Nutricionista e médico ajustam o tratamento e a dieta, orientam caminhadas curtas Sucesso crítico, com adesão do paciente, soma +3
8. Alergia ao curativo Dermatite de contato no local, pele vermelha e com prurido Trocar o material por um adequado, hidratar as bordas, evitar pomadas irritantes Falha piora o exsudato, −2
9. Melhora significativa Ferida quase epitelizada, paciente animado e em risco de abandonar o tratamento por se considerar curado Reforçar a educação sobre recidiva, manter o uso contínuo da compressão, sustentar caminhada e perda de peso Sucesso garante adesão até a cicatrização total, +2. Falha reabre a ferida, −2
10. Alta e prevenção Ferida epitelizada, mas o paciente precisa manter cuidados para evitar recidiva Prescrever meia elástica, manter exercícios e controle de peso, agendar retorno periódico Sucesso encerra a partida em vitória do grupo

Imprevistos, erros e acertos: eventos, penalidades e bônus

Para manter o jogo realista, o mestre pode sortear um evento por semana ou aplicar um evento quando o grupo está indo bem demais.

Evento Teste Resultados possíveis
Perdeu a bandagem 2d6 Sucesso: o ACS resolve, +2. Falha: a ferida exsuda mais, −2
Choveu e a perna molhou 2d6 Curativo molhado exige troca imediata ou penalidade de −2
Pedras ou cascalho dificultam a caminhada 2d6 O fisioterapeuta adapta os exercícios
Desânimo ou depressão 2d6 do psicólogo Crítico: o paciente volta a caminhar e a elevar as pernas
A família acha a compressão feia demais Educador físico, ACS ou psicólogo Parcial: adesão irregular, −1
Sarna ou prurido intenso na perna Médico ou enfermagem Tratar a causa e manter a compressão
Compra de curativo na farmácia sem orientação 2d6 Se o produto for inadequado, ocorre maceração, −2
Viagem de duas semanas sem consulta 2d6 Penalidade de −2, ou −4 em falha crítica
Infecção sistêmica, com febre e calafrio 2d6 Urgência: o paciente deixa a UBS e vai para o hospital, o que pode encerrar a partida

 

As penalidades clínicas a seguir traduzem, em regra de jogo, erros frequentes na prática assistencial.

 

Conduta incorreta Penalidade Justificativa
Suspender a compressão sem motivo −2 Perde-se o principal tratamento
Usar antibiótico para ajudar a cicatrizar, sem sinais de infecção −2 Antibiótico não cicatriza
Passar pomada indicada por vizinho, sem prescrição −2 Risco de maceração e irritação
Deixar a ferida aberta ao ar para respirar −2 Resseca e piora as bordas
Não orientar a elevação dos membros −1 O edema persiste
Fazer compressão em paciente com ITB baixo −4 Risco de isquemia
Abandonar o tratamento −4 Piora e risco de infecção grave
Não pedir apoio à equipe multiprofissional −1 Piora a adesão e o cuidado
Curativo apertado demais, com dor intensa −2 Prejuízo microcirculatório

 

Já as decisões excelentes recebem bônus específicos, reforçando o padrão de boa prática que o jogo deseja consolidar.

Ação correta Bônus
Usar o ITB para decidir sobre a compressão +2
Combinar controle da obesidade, exercício, dieta e fisioterapia +3
Paciente usa a compressão todos os dias +3
ACS identifica o abandono e traz o paciente de volta +2
Psicólogo motiva um paciente deprimido +2
Nutricionista corrige o déficit proteico +2
Assistente social consegue transporte e curativos +2

Como conduzir uma sessão

A condução segue uma sequência simples. O mestre descreve o caso clínico da semana, os jogadores decidem juntos as ações, e para cada ação importante rola-se 2d6. Os pontos de cicatrização resultantes são somados ou subtraídos, e a sessão continua até que a equipe atinja os 16 pontos que caracterizam a cura ou até que a ferida chegue a zero pontos, o que caracteriza piora grave.

 

O fluxo obrigatório de início de missão

Antes de a primeira semana de jogo começar, o grupo deve cumprir sete passos obrigatórios, pensados para reproduzir a sequência de decisões que qualquer equipe real precisa tomar diante de uma úlcera de perna.

O primeiro passo é a chegada do paciente: o mestre descreve a idade, a localização da úlcera, o tempo de evolução, a presença de dor, edema, secreção e odor, as comorbidades e as condições sociais, sem qualquer rolagem de dados neste momento, apenas escuta e planejamento por parte do grupo. O segundo passo é a confirmação clínica da úlcera venosa, obrigatória, na qual o grupo precisa reconhecer a localização em região maleolar, o edema, a dor no final do dia e a ferida úmida de bordas irregulares, testando Avaliação Clínica: o sucesso confirma o diagnóstico e a falha gera confusão com úlcera arterial, traumática ou neuropática, com penalidade de −2. O terceiro passo é a avaliação arterial por ITB ou Doppler, também obrigatória e o mais decisivo em termos de segurança: com ITB maior ou igual a 0,8 a compressão plena é liberada, entre 0,6 e 0,8 apenas a compressão leve é indicada com observação, e abaixo de 0,6 a compressão é proibida; comprimir sem essa avaliação prévia é falha crítica, −4.

O quarto passo é a definição dos papéis da equipe, também obrigatória: cada jogador escolhe um personagem entre médico, enfermagem, ACS, fisioterapia, nutrição, psicologia, assistência social, educação física, cuidador e paciente, garantindo a abordagem multiprofissional; se um único personagem tentar assumir todas as funções, a penalidade é de −1. O quinto passo é a escolha do curativo inicial, na qual o enfermeiro ou o médico define o curativo absorvente adequado ao exsudato, a manutenção da umidade correta, a proteção das bordas e a frequência de troca, com sucesso valendo +2, sucesso parcial −1 e falha −2. O sexto passo, condicional à liberação do ITB, é a aplicação da compressão, com sucesso valendo +2, crítico +3, falha −2 e falha crítica −4, esta última associada a dor, destruição do curativo, sangramento ou necessidade de retirada da compressão.

O sétimo e último passo é a definição das metas da primeira semana, também obrigatória: o grupo precisa fixar ao menos três metas entre usar a compressão diariamente, elevar as pernas sempre que possível, caminhar dez minutos por dia, não molhar o curativo e retornar à UBS em sete dias; a ausência de metas definidas faz a missão começar já com um sucesso parcial automático, −1. Cumpridos os sete passos, tem início a primeira semana de jogo, quando o mestre passa a sortear ou escolher eventos, a equipe toma decisões, pontos são ganhos ou perdidos, e a evolução clínica da úlcera se desenrola.

Para uso em sala de aula, o checklist a seguir resume os itens obrigatórios de abertura de missão.

Item obrigatório Verificação
Diagnóstico confirmado como CEAP C6
ITB ou Doppler avaliado
Plano multiprofissional definido
Curativo inicial escolhido corretamente
Compressão iniciada, se liberada
Metas da semana definidas
Paciente e cuidador orientados

Se todos os itens estiverem marcados, a missão pode começar. Se qualquer item ficar em aberto, a missão não começa e a equipe recebe penalidade de −1 ou −2, conforme a gravidade da omissão.

 

Uma versão rápida para iniciantes

Para turmas grandes, oficinas curtas ou públicos sem qualquer experiência prévia com RPG ou com úlcera venosa, existe a versão simplificada Missão C6, jogo rápido, jogável em dez a quinze minutos, sem dados, sem fichas e sem perícias. O objetivo é ajudar o paciente a melhorar em duas rodadas, que representam duas semanas: cada escolha certa vale mais 1 ponto e cada escolha errada vale menos 1 ponto, partindo de 10 pontos iniciais.

Na primeira rodada, o mestre descreve um paciente que chega com úlcera na perna, muita secreção, dor e edema, e que nunca usou compressão, perguntando qual a melhor ação entre três opções: fazer um curativo simples com gaze e mandar o paciente para casa, pedir o exame de ITB e começar a compressão com curativo adequado, ou apenas prescrever antibiótico. A resposta correta é a segunda opção, que vale mais 1 ponto, enquanto as demais valem menos 1. Na segunda rodada, o mestre informa que o paciente não gostou da compressão, retirou-a à noite, e a perna está mais inchada, oferecendo três opções: orientar novamente e buscar uma compressão mais confortável, desistir da compressão, ou apenas trocar o curativo. A opção correta é a primeira, novamente valendo mais 1 ponto contra menos 1 das demais.

Ao final das duas rodadas, treze pontos ou mais indicam melhora da ferida e vitória do grupo, entre doze e nove pontos a ferida está estabilizada e exige reforço dos cuidados, e oito pontos ou menos indicam piora, com necessidade de encaminhamento ao ambulatório especializado. Essa versão condensa, em poucos minutos, a lição central do jogo completo: o tratamento correto combina curativo adequado, compressão terapêutica e adesão sustentada, sem exigir conhecimento prévio de nenhum dos jogadores.

 

Considerações finais

O RPG C6: Rota da Cicatrização ilustra um princípio que vale para muito além da doença venosa crônica: competências que dependem de sequência, de coordenação entre profissões e de tolerância à incerteza dificilmente se consolidam apenas com leitura ou aula expositiva. Elas exigem prática repetida em um ambiente que permita errar, observar a consequência do erro e tentar de novo, sem risco para um paciente real. A revisão sistemática de Wang e colaboradores mostrou crescimento constante do número de jogos sérios voltados à formação em saúde entre 2007 e 2014, a maioria deles avaliada quanto a desfechos de aprendizagem (Wang et al., 2016), e o desenho aqui descrito é uma tentativa concreta de aplicar esse mesmo princípio a um problema clínico de altíssima prevalência e de manejo frequentemente fragmentado entre especialidades que pouco conversam entre si.

Convidamos docentes de graduação e de residência em áreas como enfermagem, medicina, fisioterapia, nutrição e serviço social a adaptar este material às suas próprias turmas, ajustando casos, eventos e limiares de pontuação conforme o perfil dos estudantes e os objetivos de cada disciplina. Mais do que reproduzir fielmente as regras aqui apresentadas, o valor pedagógico do jogo está em obrigar cada grupo a experimentar, na prática, o que significa cuidar de uma ferida crônica como um problema de equipe, e não como uma tarefa isolada de um único profissional.

 

Fontes

  1. Patton D, Avsar P, Sayeh A, Budri A, O’Connor T, Walsh S, et al. A meta-review of the impact of compression therapy on venous leg ulcer healing. Int Wound J. 2023;20(2):430-447. DOI: https://doi.org/10.1111/iwj.13891 Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9885475/
    Comentário: esta metarrevisão sintetiza doze revisões sistemáticas publicadas entre 1997 e 2021 e confirma, com certeza moderada de evidência, que a compressão aumenta a chance de cicatrização em comparação à ausência de compressão. Os autores também não encontraram diferença estatisticamente significativa entre compressão elástica e inelástica, nem entre diferentes sistemas de bandagem de quatro camadas. Sustenta, no artigo, a centralidade da compressão terapêutica como eixo do tratamento simulado pelo jogo.

 

  1. Silva KLS, Figueiredo EAB, Lopes CP, Vianna MVA, Lima VP, Figueiredo PHS, et al. The impact of exercise training on calf pump function, muscle strength, ankle range of motion, and health-related quality of life in patients with chronic venous insufficiency at different stages of severity: a systematic review. J Vasc Bras. 2021;20:e20200125. DOI: https://doi.org/10.1590/1677-5449.200125 Disponível em: https://jvascbras.org/article/doi/10.1590/1677-5449.200125
    Comentário: revisão sistemática brasileira que reúne onze estudos sobre o efeito do treinamento físico na bomba muscular da panturrilha e na qualidade de vida de pacientes com insuficiência venosa crônica. Os autores descrevem ganhos de força muscular e de amplitude de movimento do tornozelo tanto em estágios leves quanto avançados da doença, com benefício adicional em qualidade de vida nos casos leves. Fundamenta, no artigo, a justificativa clínica dos personagens fisioterapeuta e educador físico.

 

  1. Perry C, Atkinson RA, Griffiths J, Wilson PM, Lavallée JF, Cullum N, Dumville JC. Barriers and facilitators to use of compression therapy by people with venous leg ulcers: A qualitative exploration. J Adv Nurs. 2023;79(7):2568-2584. DOI: https://doi.org/10.1111/jan.15608 Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/jan.15608
    Comentário: estudo qualitativo com vinte e cinco pacientes que explora barreiras e facilitadores da adesão à compressão terapêutica. Os achados mostram que o conhecimento sobre a causa da úlcera não se relaciona diretamente à adesão, e que a não adesão frequentemente é não intencional, ligada à organização dos serviços e ao desconforto de cada tipo de compressão. Fundamenta, no artigo, os casos clínicos de baixa adesão e a justificativa educacional para o personagem psicólogo.

 

  1. Wang R, DeMaria S Jr, Goldberg A, Katz D. A Systematic Review of Serious Games in Training Health Care Professionals. Simul Healthc. 2016;11(1):41-51. DOI: https://doi.org/10.1097/SIH.0000000000000118 Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26536340/
    Comentário: revisão sistemática, conduzida segundo as diretrizes de relato Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA), que mapeia quarenta e dois jogos sérios usados na formação de profissionais de saúde entre 2007 e 2014, distribuídos em oito gêneros distintos. Os autores relatam qualidade metodológica apenas modesta na maioria dos estudos avaliados, o que reforça a necessidade de desenhos de avaliação mais rigorosos para essa modalidade de ensino. Fundamenta, no artigo, a escolha do formato RPG como estratégia de ensino baseada em evidência.

 

  1. Probst S, Allet L, Depeyre J, Colin S, Buehrer Skinner M. A targeted interprofessional educational intervention to address therapeutic adherence of venous leg ulcer persons (TIEIVLU): study protocol for a randomized controlled trial. Trials. 2019;20:243. DOI: https://doi.org/10.1186/s13063-019-3333-4 Disponível em: https://trialsjournal.biomedcentral.com/articles/10.1186/s13063-019-3333-4
    Comentário: protocolo de ensaio clínico randomizado que descreve o desenvolvimento e a testagem de viabilidade de uma intervenção educacional interprofissional, envolvendo enfermagem, fisioterapia e nutrição, voltada à adesão terapêutica em pessoas com úlcera venosa de perna. O desenho compara a adesão dos participantes que recebem a intervenção com a de um grupo em cuidado padrão. Fundamenta, no artigo, a lógica multiprofissional que organiza os dez personagens do jogo.

Pontos para Recordar

  1. O RPG C6: Rota da Cicatrização ensina a abordagem clínica e multiprofissional da úlcera venosa ativa, classificação clínica CEAP C6, por meio de um jogo de mesa com testes de dois dados de seis faces.
  2. A ferida começa com dez pontos de cicatrização, a cura exige dezesseis pontos sustentados por duas semanas, e a queda a zero pontos encerra a partida em piora grave.
  3. O jogo distribui o cuidado entre dez personagens jogáveis, entre médico, enfermagem, agente comunitário de saúde, fisioterapia, assistência social, paciente, cuidador, psicologia, nutrição e educação física.
  4. Nenhum personagem consegue, sozinho, conduzir o paciente à cura, o que obriga o grupo a praticar efetivamente a coordenação entre profissões.
  5. O fluxo obrigatório de início de missão exige, entre outros passos, a confirmação diagnóstica e a avaliação do índice tornozelo braço antes de qualquer compressão, sob pena de falha crítica.
  6. Dez casos clínicos e uma lista de eventos, penalidades e bônus dão à narrativa variabilidade suficiente para treinar decisões sob incerteza.
  7. Uma versão simplificada, sem dados e sem fichas, permite aplicar a lição central do jogo em dez a quinze minutos, para públicos sem experiência prévia com RPG.

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Declaração de uso de Inteligência Artificial Generativa. Este texto foi produzido com o auxílio de Claude, desenvolvida pela Anthropic, utilizado como ferramenta de apoio nas fases de brainstorming, de estruturação do conteúdo e de produção do texto. As imagens foram produzidas com auxílio do ChatGPT da OpenAI. A responsabilidade pela versão final e precisão das informações, pelo pensamento crítico, pela seleção das fontes e pelo conteúdo publicado é integralmente do autor.

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Regras – Guia Rápido

https://docs.google.com/document/d/e/2PACX-1vRkWtqtiNArpxkBrhOvFD_aLoSR5mmbFEtJ7b05ahCJ1aBKCxvVFPfrHtrIn99C3MquYnJ0Da2t-1A3/pub

Regras – Texto Completo
https://docs.google.com/document/d/e/2PACX-1vRiXnDfrKl83Sfe_SZH9LsCvYzXPYz7KVZtoDbr9y5xzfzHBZ9YaAWUnm0PBB-6G5YrMT-8MWc7hlqE/pub

 

A SEGUIR A VERSÂO ANTIGA

Tema: Doença Venosa Crônica – Pacientes com Úlcera Venosa de Perna (CEAP C6)


1. Objetivo do RPG

Ensinar, de forma prática e interativa, a abordagem clínica e multiprofissional de pacientes com úlcera venosa ativa (CEAP clínico C6), reforçando:

  • Avaliação clínica completa
  • Manejo do edema (compressão, elevação, exercícios)
  • Tratamento de infecção quando indicada
  • Cuidados de ferida e escolha do curativo
  • Dor e qualidade de vida
  • Adesão ao tratamento
  • Prevenção de recidiva
  • Encaminhamento adequado quando surgem sinais de alarme

O aluno precisa conduzir o paciente até epitelização sustentada, evitando complicações e piora.

 

2. Ambientação da História

O jogo se passa em um território realista de Atenção Primária e ambulatório especializado:

  • Paciente com úlcera venosa crônica, dor, edema e dificuldade de locomoção
  • Situação social vulnerável: baixa renda, dificuldade de transporte, alto custo de curativos
  • Possibilidade de comorbidades associadas (diabetes, obesidade, hipertensão)
  • Moradia com condições precárias (umidade, baixa higiene, escadas, pouco repouso)

O paciente comparece inicialmente à Unidade Básica de Saúde (UBS) e, conforme decisões, será acompanhado:

  • Na UBS
  • No domicílio com Agente Comunitário de Saúde
  • No ambulatório de feridas
  • Na emergência (se houver complicações graves)

Cada rodada do RPG representa 1 semana de evolução da ferida.
Cada decisão melhora, estabiliza ou piora a evolução clínica.

 

 

3. Sistema de Jogo (2d6) – Simples, realista e educacional

Para cada ação importante, o jogador realiza um teste de 2d6, podendo somar modificadores.

3.1 Resultado do Teste

Resultado Interpretação Efeito nos Pontos de Cicatrização
12 (sucesso crítico) Manejo excelente +3 pontos
10–11 (sucesso pleno) Conduta correta e efetiva +2 pontos
7–9 (sucesso parcial) Conduta parcialmente correta ou com atraso –1 ponto
6 ou menos (falha) Conduta incorreta, incompleta ou que prejudica o tratamento –2 pontos
2 (falha crítica: 1+1) Erro grave ou omissão importante –4 pontos

3.2 Pontos do Paciente: “Pontos de Cicatrização”

  • A ferida inicia com 10 pontos de cicatrização
  • O objetivo é atingir 16 pontos e manter por 2 semanas consecutivas
  • Se os pontos chegarem a 0, considera-se piora grave, necessidade de internação ou abordagem de emergência → a equipe perde o jogo

 

3.3 Duração do Jogo

  • Cada rodada = 1 semana de evolução
  • Duração média: 6 a 10 semanas dentro da narrativa
  • O Mestre/Instrutor decide quando inserir intercurrências (dor intensa, infecção, perda de curativo, falta de adesão etc.)

 

3.4 Perícias Aplicáveis (modificadores opcionais)

Cada personagem pode possuir 0 a +2 em uma ou mais perícias:

  • Avaliação Clínica
  • Compressão Terapêutica
  • Controle de Infecção
  • Curativos e Cuidado de Feridas
  • Manejo de Dor
  • Educação e Adesão
  • Coordenação de Cuidados / Assistência Social

A perícia concede +1 ou +2 no teste quando a ação está relacionada ao domínio do personagem.

Situações reais também dão modificadores:

  • +1 se o paciente está aderente
  • –1 se há dor importante
  • –1 ou –2 se há infecção ativa
  • +1 quando a equipe multiprofissional colabora de forma integrada

 

3.5 Conduta x Resultado

Exemplos de testes:

  • Aplicar bandagem de alta pressão corretamente
  • Orientar elevar membros e caminhar
  • Escolher curativo apropriado para o exsudato
  • Tratar infecção apenas quando há sinais clínicos
  • Investigar ITB antes de compressão
  • Tratar dor e ansiedade
  • Acompanhar retorno e visitas domiciliares

A narrativa evolui conforme as decisões dos personagens.

 

PERSONAGENS DO RPG

1. MÉDICO DA UBS

Função no jogo

Responsável pela avaliação clínica completa, definição do plano terapêutico e tomada de decisões críticas (compressão, antibiótico, investigação arterial, encaminhamento).

Perícias (0 a +2)

  • Avaliação Clínica
  • Compressão Terapêutica
  • Controle de Infecção

Ações típicas que exigem teste (2d6)

  • Diagnosticar úlcera venosa corretamente
  • Solicitar e interpretar ITB/Doppler
  • Iniciar compressão elástica ou inelástica
  • Decidir quando usar antibiótico
  • Reconhecer sinais de alarme

Efeito no jogo

  • Sucesso pleno: +2 pontos
  • Sucesso crítico: +3
  • Falha: −2
  • Falha crítica: −4

2. ENFERMEIRO(A) DO AMBULATÓRIO DE FERIDAS

Função no jogo

Executa cuidados avançados de feridas, escolhe curativos, orienta higiene, faz compressão, monitora evolução e registra dados.

Perícias (0 a +2)

  • Curativos e Cuidado de Feridas
  • Compressão
  • Educação e Adesão

Ações que exigem teste

  • Escolher curativo adequado ao exsudato
  • Realizar bandagem de alta pressão corretamente
  • Manejar odor e dor local
  • Educar paciente e família para autocuidado

Impacto

  • Sucesso: +2 pontos
  • Crítico: +3
  • Parcial: −1
  • Falha: −2

3. AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE (ACS)

Função no jogo

Acompanha o paciente em casa, identifica barreiras, estimula adesão, fiscaliza cuidados e retorna informações à UBS.

Perícias (0 a +2)

  • Educação e Adesão
  • Coordenação de Cuidados

Ações que exigem teste

  • Visita domiciliar para verificar: elevação, caminhada, troca do curativo
  • Ver se paciente está usando compressão
  • Identificar risco social, falta de renda, moradia inadequada
  • Convencer paciente resistente a retornar ao posto

Impacto

  • Sucesso: +2
  • Crítico: +3
  • Falha: −2 (paciente não adere, curativo perdido, piora)

 

4. FISIOTERAPEUTA

Função no jogo

Reduz edema, melhora retorno venoso, fortalece musculatura da panturrilha, orienta exercício domiciliar.

Perícias (0 a +2)

  • Exercícios Terapêuticos
  • Manejo de Dor e Edema

Ações que exigem teste

  • Prescrever exercícios seguros
  • Ensinar caminhada orientada
  • Orientar elevação e repouso
  • Iniciar drenagem linfática/manual quando indicada

Impacto

  • Sucesso: +2
  • Crítico: +3
  • Falha: −2 (dor aumentada, edema piora, abandono)

 

 

5. ASSISTENTE SOCIAL

Função no jogo

Resolve barreiras sociais e logísticas: transporte, acesso a curativos, visitas domiciliares, aposentadoria, auxílio para acompanhante.

Perícias (0 a +2)

  • Coordenação de Cuidados
  • Educação e Adesão

Ações que exigem teste

  • Conseguir curativos pelo SUS
  • Organizar transporte para consultas
  • Ajudar paciente com adesão a consultas
  • Identificar abandono por questões sociais

Impacto

  • Sucesso: +2
  • Crítico: +3
  • Falha: −2 (paciente falta consultas → piora)

 

6. PACIENTE

(Personagem ativo, não passivo)

Função no jogo

Tomar decisões reais: usar ou não compressão, caminhar, elevar pernas, higienizar ferida, voltar às consultas, controlar dieta e tabagismo.

Perícias (0 a +2)

  • Autocuidado
  • Adesão ao tratamento

Ações que exigem teste

  • Manter compressão diariamente
  • Evitar ficar longos períodos de pé
  • Não molhar curativo ou removê-lo sem orientação
  • Seguir dieta e caminhar
  • Sinalizar dor, febre ou secreção purulenta

Impacto

  • Sucesso: +2
  • Crítico: +3
  • Falha: −2
  • Falha crítica: −4 (abandono → infecção, internação)

7. CUIDADOR/ FAMILIAR

Função

Auxilia paciente com higiene, troca de curativo, caminhadas e comparecimento às consultas.

Perícias (0 a +2)

  • Apoio e Adesão
  • Higiene e Manejo Básico

Impacto

  • Sucesso ajuda a manter pontos positivos
  • Falha pode gerar perda de compressão, infecção e atraso na cicatrização

 

 

8. PSICÓLOGO(A)

Função no jogo

Abordar impacto emocional, depressão, baixa autoestima, ansiedade, isolamento social e resistência ao tratamento — fatores que interferem diretamente na adesão terapêutica.

Perícias (0 a +2)

  • Manejo Emocional
  • Educação e Adesão

Ações que exigem teste (2d6)

  • Conduzir entrevista motivacional para melhorar adesão
  • Reduzir ansiedade e medo do curativo ou da compressão
  • Trabalhar autoestima e imagem corporal
  • Identificar risco de depressão e encaminhar

Impacto no Jogo

  • Sucesso: +2 pontos de cicatrização
  • Crítico (12): +3 pontos (paciente engaja profundamente)
  • Parcial (7–9): leve melhora, mas ainda resistente (−1 ponto)
  • Falha (≤6): paciente abandona orientações (−2 pontos)

Justificativa educacional: depressão e dor crônica são frequentes em CEAP C6 e comprometem o tratamento. O personagem ensina comunicação empática e adesão motivacional.

9. NUTRICIONISTA

Função no jogo

Avaliar estado nutricional, orientar dieta para cicatrização, perda de peso quando necessária, controle glicêmico e ingestão proteica adequada.

Perícias (0 a +2)

  • Nutrição para Cicatrização
  • Educação e Adesão Alimentar

Ações que exigem teste

  • Planejar dieta rica em proteínas, vitaminas A, C, zinco
  • Reduzir excesso de sal (edema)
  • Controlar glicemia em diabéticos
  • Investigar desnutrição e suplementar

Impacto

  • Sucesso: +2 pontos
  • Crítico: +3 pontos (paciente adere e melhora edema e energia)
  • Parcial: paciente entende mas não segue totalmente (−1 ponto)
  • Falha: alimentação inadequada, piora metabólica (−2 pontos)

Justificativa educacional: cicatrização depende de bom estado nutricional; má nutrição prolonga a úlcera e aumenta risco de infecção.

10. EDUCADOR FÍSICO

Função no jogo

Estimular atividade física segura, caminhada orientada, exercícios de panturrilha e controle de peso — fundamentais para retorno venoso adequado.

Perícias (0 a +2)

  • Exercício Terapêutico
  • Educação e Adesão ao Movimento

Ações que exigem teste

  • Prescrever caminhada progressiva
  • Ensinar exercícios de panturrilha (bomba venosa)
  • Ajustar atividade física em paciente com dor ou limitação
  • Controlar peso com metas semanais

Impacto

  • Sucesso: +2 pontos
  • Crítico: +3 (paciente caminha diariamente, edema reduz)
  • Parcial: adesão irregular (−1 ponto)
  • Falha: dor, edema aumentado, sedentarismo mantido (−2 pontos)

Justificativa educacional: a bomba da panturrilha é peça fundamental na insuficiência venosa; o RPG reforça que exercício faz parte do tratamento, não apenas curativo.

 

 

A. CASOS CLÍNICOS (Cenários Principais)

Cada caso clínico corresponde a uma semana inicial ou a uma situação-chave na evolução do paciente. O Mestre pode usar em ordem cronológica ou sortear.

 

CASO 1 – Primeira Consulta

História:
Paciente 68 anos, sexo feminino, hipertensa e obesa. Úlcera medial em perna esquerda há 6 meses. Dor ao final do dia, edema e muita secreção. Nunca usou compressão.

Ações esperadas (testes 2d6):

  • Avaliar se o quadro é compatível com úlcera venosa
  • Solicitar ITB antes de compressão (>0,8)
  • Orientar elevação, caminhada e redução de sal
  • Iniciar compressão

Possíveis resultados:

  • Sucessos → +2 a +3 pontos
  • Falhas → atraso, curativo inadequado, edema piora

 

CASO 2 – Curativo inadequado

História:
Curativo feito em outro serviço foi apenas gaze com micropore. A ferida está úmida, com bordas maceradas.

Testes possíveis:

  • Escolher curativo absorvente correto
  • Orientar limpeza com solução apropriada
  • Reaplicar compressão

Erros esperados:

  • Usar pomadas aleatórias sem indicação
  • Troca insuficiente → piora do exsudato

 

CASO 3 – Suspeita de infecção

História:
Ferida com odor, secreção purulenta, calor local e dor em repouso.

Ações corretas:

  • Teste para indicar antibiótico sistêmico (somente quando há sinais clínicos)
  • Coletar cultura se possível, sem interromper cuidado
  • Compressão mantida se não houver contraindicadores
  • Avaliar febre sistêmica

Penalidades possíveis:

  • Usar antibiótico “preventivo” sem sinais → falha (–2)
  • Suspender compressão sem motivo → falha (–2)

 

CASO 4 – Baixa Adesão

História:
Paciente diz que “a faixa aperta” e tirou a compressão todo final de semana. A ferida piorou.

Testes:

  • Psicólogo, ACS, educador físico ou enfermeiro podem tentar entrevista motivacional
  • Planejar compressão mais confortável
  • Auxiliar com doação de bandagem via assistente social

Sucesso crítico: paciente aceita e passa a usar compressão diariamente (+3).

 

CASO 5 – Dor intensa

História:
Paciente não dorme por causa da dor, evita ficar de pé, abandona caminhadas.

Testes possíveis:

  • Médico: ajustar analgesia
  • Fisioterapeuta: exercícios mais leves
  • Enfermagem: reduzir compressão à noite se pressão muito alta
  • Psicólogo: manejo emocional

Falha crítica: paciente abandona tratamento (–4)

 

CASO 6 – Dificuldade de transporte

História:
Paciente perde consultas por falta de ônibus. Curativo fica 1 semana sem troca.

Quem pode agir:

  • Assistente Social: garantir transporte
  • ACS: visita domiciliar
  • Enfermagem: orienta troca básica em casa

Sucesso pleno: +2
Falha: úlcera infecciona, edema piora, −2

 

CASO 7 – Comorbidades descontroladas

História:
Diabetes descompensado (glicemia 300 mg/dL). Ferida com cicatrização lenta.

Ações:

  • Nutricionista + médico
  • Ajuste terapêutico e dieta
  • Orientar caminhadas curtas

Sucesso crítico: paciente adere → +3

 

CASO 8 – Alergia ao curativo

História:
Dermatite de contato no local. Pele vermelha e coçando.

Testes:

  • Trocar material adequado
  • Hidratar bordas
  • Evitar pomadas irritantes

Falha: piora do exsudato, −2

 

CASO 9 – Melhora significativa

História:
Ferida quase epitelizada. Paciente animado. Risco de abandonar tratamento por achar-se “curado”.

Testes:

  • Educação sobre recidiva
  • Uso contínuo de compressão
  • Caminhada e perda de peso

Sucesso: garante adesão até cicatrização total (+2)
Falha: abandona e ferida reabre (−2)

 

CASO 10 – Alta e prevenção

História:
Ferida epitelizada, mas paciente precisa manter cuidados para evitar recidiva.

Ações:

  • Meia elástica
  • Exercícios
  • Controle de peso
  • Retorno periódico

Sucesso: vitória do grupo

 

B. EVENTOS (Imprevistos e complicações)

Use estes eventos para deixar o jogo realista. O Mestre pode sortear 1 por semana ou aplicar quando os jogadores estão indo muito bem.

Evento Teste Possíveis Resultados
Perdeu a bandagem 2d6 Sucesso: ACS resolve (+2) / Falha: ferida exsuda mais (–2)
Choveu e a perna molhou 2d6 Curativo molhado → troca imediata ou –2
Pedras ou cascalho na rua dificultam caminhada 2d6 Fisioterapeuta adapta exercícios
Desânimo / depressão Psicólogo 2d6 Crítico: paciente volta a caminhar e elevar pernas
Família acha compressão “muito feia” Educador físico/ACS/psicólogo Parcial: adesão irregular (–1)
Sarna na perna / prurido intenso Médico/enfermeiro Tratar e manter compressão
Compra curativo na farmácia sem orientação 2d6 Se errado → maceração e –2
Viaja e passa 2 semanas sem consulta 2d6 −2 ou −4 se falha crítica
Infecção sistêmica (febre, calafrio) 2d6 Urgência; deixa UBS e vai para hospital (jogo pode terminar)

C. PENALIDADES CLÍNICAS (Erros críticos e condutas perigosas)

Estas são punições educativas por decisões inadequadas e frequentes na prática.

Conduta incorreta Penalidade Justificativa
Suspender compressão sem motivo −2 Perde o principal tratamento
Usar antibiótico “para ajudar a cicatrizar” sem sinais de infecção −2 Antibiótico não cicatriza
Passar pomada aleatória indicada por vizinho −2 Maceração e irritação
Deixar ferida aberta ao ar “para respirar” −2 Resseca e piora bordas
Não orientar elevação dos membros −1 Edema persistente
Fazer compressão em paciente com ITB baixo −4 Pode isquemiá-lo
Abandonar tratamento −4 Piora e risco de infecção grave
Não pedir ajuda à equipe multiprofissional −1 Piora adesão e cuidado
Curativo apertado demais, dor intensa −2 Prejuízo microcirculatório

D. BÔNUS (Decisões excelentes)

Ação correta Bônus
Usar ITB para decidir compressão +2
Obesidade + exercício + dieta + fisioterapia +3
Paciente usa compressão todos os dias +3
ACS identifica abandono e traz de volta +2
Psicólogo motiva paciente deprimido +2
Nutricionista corrige déficit proteico +2
Assistente Social consegue transporte e curativos +2

✅ Como utilizar

  • O Mestre descreve o caso clínico da semana.
  • Os jogadores decidem juntos as ações.
  • Para cada ação importante, rola-se 2d6.
  • Some os pontos de cicatrização.
  • Continue até atingir 16 pontos (cura) ou chegar a 0 (piora grave).

 

FLUXO INICIAL PADRÃO – Início de Missão

(Antes da primeira semana do jogo iniciar)

1. Chegada do Paciente

O Mestre descreve brevemente o quadro:

  • Idade, localização da úlcera, tempo de evolução
  • Presença de dor, edema, secreção, odor
  • Comorbidades (diabetes, obesidade, hipertensão)
  • Condições sociais (transporte, renda, cuidador)

✅ Não há rolagem ainda. Os jogadores escutam, interpretam e começam a planejar.

2. Confirmação Clínica de Úlcera Venosa (C6) – OBRIGATÓRIO

O grupo precisa reconhecer:

  • Úlcera em perna, região maleolar
  • Edema, dor no final do dia
  • Ferida úmida, bordas irregulares

✅ Teste (2d6 – Avaliação Clínica)

  • Sucesso → diagnóstico correto
  • Falha → confusão com úlcera arterial, traumática ou neuropática (−2 pontos)

 

3. Avaliação Arterial (ITB/Doppler) – OBRIGATÓRIO

Pergunta-chave: é seguro comprimir?

✅ Teste (2d6 – Avaliação Clínica)

  • ITB ≥ 0,8 → compressão plena liberada
  • ITB entre 0,6–0,8 → compressão leve, observar
  • ITB < 0,6proibido comprimir

⚠ Se o grupo comprimir sem avaliar ITB:
falha crítica (–4 pontos)

4. Definição dos Papéis da Equipe – OBRIGATÓRIO

Cada jogador escolhe um personagem:

  • médico, enfermeiro, ACS, fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo, assistente social, educador físico, cuidador, paciente

✅ Objetivo: garantir abordagem multiprofissional
Penalidade se um único personagem quiser “fazer tudo”: –1 ponto

5. Escolha do Curativo Inicial – OBRIGATÓRIO

O enfermeiro (ou médico) deve escolher:

  • curativo absorvente se exsudato alto
  • curativo que mantenha umidade adequada
  • proteção das bordas da pele
  • frequência de troca

✅ Teste (2d6 – Curativos/Cuidado de Feridas)

  • Sucesso → +2 pontos
  • Parcial → –1
  • Falha → –2 (maceração, mau odor, aderência ao leito)

 

6. Aplicação da Compressão – SE PERMITIDA

Se ITB permitir:
✅ Teste (2d6 – Compressão Terapêutica)

  • Sucesso → +2
  • Crítico → +3
  • Falha → –2
  • Falha crítica → –4 (dor, destruição do curativo, sangramento, necessidade de retirar compressão)

 

7. Definição das Metas da Primeira Semana – OBRIGATÓRIO

O grupo precisa definir no mínimo 3 metas:

  • Usar compressão diariamente
  • Elevar pernas sempre que possível
  • Caminhar 10 minutos/dia
  • Não molhar o curativo
  • Retornar à UBS em 7 dias

Se não houver metas:
→ missão começa com sucesso parcial automático (–1 ponto)

Depois desses 7 passos → Começa a Semana 1

A partir daí:

  • O Mestre rola ou escolhe eventos
  • A equipe toma decisões
  • Pontos são ganhos ou perdidos
  • Evolução clínica da úlcera ocorre

 

 

CHECKLIST OFICIAL – Início de Missão

(Pronto para imprimir)

Item Obrigatório ✔ / ✖
1. Diagnóstico confirmado como CEAP C6
2. ITB/Doppler avaliado
3. Plano multiprofissional definido
4. Curativo inicial escolhido corretamente
5. Compressão iniciada (se liberada)
6. Metas da semana definidas
7. Paciente e cuidador orientados

✅ Se todos marcados com ✔ → Missão pode começar
⚠ Se qualquer item estiver sem ✔ → A missão não começa (penalidade –1 ou –2)

 

 

A seguir está uma versão curta, simples e totalmente introdutória, ideal para pessoas que nunca jogaram RPG nem têm conhecimento prévio de úlcera venosa. É uma partida rápida (10–15 minutos), com poucas regras e apenas as decisões essenciais.

VERSÃO SIMPLIFICADA DO RPG

Título: Missão C6 – Jogo Rápido

🎯 Objetivo

Ajudar um paciente com úlcera venosa (CEAP C6) a melhorar em 2 rodadas (duas “semanas”).
Se o paciente chegar a 13 pontos, ele melhora; se cair abaixo de 8, a úlcera piora.

 

Como jogar

  • O Mestre conta a história.
  • Os jogadores fazem escolhas.
  • Cada escolha certa vale +1 ponto.
  • Cada escolha errada vale –1 ponto.
  • Não há dados, não há fichas, não há perícias.

PacientE inicia com 10 pontos.

 

Rodada 1 – Primeira Semana

O Mestre diz:

“O paciente chega com úlcera na perna, muita secreção, dor e edema.
Ele nunca usou compressão. Qual a melhor ação?”

Jogadores escolhem uma opção:

  1. Fazer curativo simples com gaze e mandar para casa
  2. Pedir exame (ITB) e começar compressão com curativo adequado
  3. Dar apenas antibiótico

✅ Resposta correta: 2 (+1 ponto)
Erradas: 1 ou 3 (–1 ponto)

Rodada 2 – Segunda Semana

O Mestre diz:

“O paciente não gostou da compressão e tirou à noite. A perna está mais inchada.”

Jogadores escolhem:

  1. Orientar novamente e buscar compressão mais confortável
  2. Desistir da compressão
  3. Só trocar o curativo

✅ Correta: 1 (+1)
Erradas: 2 ou 3 (–1)

Resultado Final

  • 13 pontos ou mais: melhora da ferida → vitória
  • 12 a 9 pontos: ferida estabilizada → precisa reforçar cuidados
  • 8 ou menos: ferida piora → precisa encaminhar para ambulatório especializado

✅ Por que esta versão é útil?

✔ Pode ser jogada em 10–15 minutos
✔ Explica o essencial: curativo adequado + compressão + adesão
✔ Ideal para turmas grandes, oficinas rápidas ou introdução ao tema
✔ Não exige conhecimento prévio ou experiência com RPG

 

Jogar para aprender: o que um RPG sobre úlcera venosa ensina sobre estratégias pedagógicas em saúde