Arquivo diário: outubro 31, 2026


A ferida desafia nossas certezas   Recently updated !

Este texto discute como revisar o raciocínio clínico quando a evolução de uma ferida contraria a hipótese inicial. Propõe registrar hipóteses com seus fundamentos e limites, definir de antemão o que será observado e investigar quatro explicações para a ausência de melhora: diagnóstico incompleto, agressão persistente, complicação e plano não executado, além da possibilidade de ferida atípica. Aborda o viés de disponibilidade, a falácia de atribuir a evolução ao último produto usado, a incerteza transformada em plano, as situações de urgência e a comunicação da revisão ao paciente e à equipe.

Infográfico com quatro passos para revisar o raciocínio diante da ferida: hipótese, critérios, revisão e conversa

Infográfico comparando orquestra e cuidado em quatro blocos: partitura, escuta, regência e passagem

O cuidado é uma orquestra   Recently updated !

Este texto usa a metáfora da orquestra para discutir o trabalho em equipe no cuidado de pessoas com feridas crônicas. Mostra que somar profissionais não basta: é preciso um plano compartilhado, comunicação estruturada das mudanças, divergências resolvidas pela equipe, tarefas claras para familiares e cuidadores e responsabilidades explícitas. Discute as falhas de informação nas transições de cuidado, a evidência sobre passagens estruturadas e os limites do que se sabe sobre colaboração interprofissional, e propõe quatro perguntas para encerrar toda discussão de caso.


A ferida vive em uma casa   Recently updated !

Este texto parte da ideia de que a ferida vive em uma casa: o corpo do paciente, o trajeto até o serviço, a rotina de trabalho, os insumos disponíveis e a rede de apoio. Mostra como limitações físicas, dor, transporte, renda e sobrecarga do cuidador podem tornar inviável uma prescrição correta. Discute a verificação da compreensão das orientações, a decisão compartilhada, os limites do rótulo de não adesão e a necessidade de registrar barreiras e rever o plano, para que o cuidado continue depois da consulta.

Infográfico comparando consultório e casa em quatro blocos: corpo, caminho, materiais e orientação

Infográfico com quatro perguntas de toda evolução de ferida: estado, mudança, sentido e plano

A ferida tem um diário   Recently updated !

Este texto trata a documentação da ferida como um diário, em que cada atendimento acrescenta um capítulo que precisa ser legível e comparável. Discute o registro do ponto de partida, a padronização das medidas e o viés do produto comprimento por largura, a descrição objetiva do leito, do exsudato e da pele perilesional, o registro da dor e o uso da fotografia, incluindo a proteção do dado sensível. Mostra por que a tendência das primeiras semanas tem valor prognóstico e como registros consistentes permitem rever o plano no momento certo.


A cicatrização é uma obra   Recently updated !

Este texto apresenta a cicatrização como uma obra biológica executada pelo organismo e conduzida pela equipe. Mostra por que o diagnóstico da causa funciona como projeto, por que a perfusão e o estado metabólico são o abastecimento do reparo e por que o desbridamento exige critério. Discute o controle da agressão persistente, como o alívio da pressão no pé diabético, o lugar da cobertura no plano, a coordenação entre equipe e paciente e o acompanhamento da evolução até a manutenção do pé em remissão.

Infográfico com quatro condições da cicatrização como obra: terreno, abastecimento, proteção e canteiro

Infográfico comparando investigação e avaliação da úlcera em quatro blocos: pistas, hipótese, contraprova e urgência

A ferida é uma cena de investigação   Recently updated !

Este texto propõe tratar a úlcera de membro inferior como uma cena de investigação, em que cada achado é uma pista e nenhuma pista isolada fecha o caso. Percorre a história do paciente, a localização e a descrição da lesão, as pistas que exigem exame e medidas objetivas, como a perfusão no pé diabético, e a construção de hipóteses que expliquem o conjunto. Discute a ancoragem e o fechamento prematuro, a metacognição como antídoto, as situações que exigem rapidez e o uso da evolução para revisar conclusões, com o paciente como parceiro.