Carta aos meus alunos 13/08/2026
Esta carta dirigida aos estudantes parte de uma cena de ambulatório, quando um aluno interrompe o atendimento e se retira alegando fome. O texto recusa a idealização do sacrifício médico e reconhece que corpo cansado erra mais e que organizar o horário de refeição é dever da instituição. Sustenta, porém, que o objeto em discussão é outro, a diferença entre suspender e abandonar um ato assistencial já iniciado. Argumenta que a obrigação não desaparece com a ausência de quem a assumiu, apenas muda de dono, e recai sobre a equipe que fica e sobre o paciente que espera.
