inteligência artificial


API e MCP: duas formas de conectar sistemas, e como escolher entre elas   Recently updated !

Esta reflexão examina dois mecanismos de integração entre sistemas, a interface de programação de aplicações e o Model Context Protocol, e propõe um critério prático de escolha entre eles. O texto explica o que cada um padroniza, mostra por que a API sustenta a agenda de dados acionáveis por máquina e a interoperabilidade em saúde, e situa o MCP como resposta recente ao problema de ligar modelos de linguagem a ferramentas e bases. Discute vantagens, perda de determinismo e riscos de segurança já documentados, e encerra com um exemplo de revisão de escopo resolvido pelas duas vias.


Injeção de prompt: quando o documento dá ordens ao seu assistente   Recently updated !

Este texto explica a injeção de prompt, ataque em que um conteúdo lido por um assistente de inteligência artificial é interpretado como ordem em vez de dado. Apresenta a raiz do problema, que é a ausência de separação entre instrução e conteúdo, distingue as modalidades direta, indireta e oculta em documentos, discute a evidência experimental obtida em tarefas de oncologia e oferece um mapa das demais ameaças associadas ao uso dessas ferramentas na pesquisa. Encerra com condutas práticas ao alcance do pesquisador e do comitê de ética, da limitação de permissões à triagem prévia de arquivos de terceiros.


Quem assina o texto escrito com inteligência artificial   Recently updated !

Este texto examina por que sistemas de inteligência artificial generativa não podem figurar como autores de trabalhos científicos, questão que decorre da impossibilidade de responsabilização, e o que isso impõe a quem assina. Percorre o espectro de usos possíveis, da correção de língua à delegação do argumento, apresenta a seção dedicada ao tema na atualização de janeiro de 2026 das recomendações internacionais, incluindo os deveres do parecerista quanto à confidencialidade, discute a fabricação de referências e a obrigação de verificá-las, e propõe um modelo mínimo de declaração de uso, comentado elemento por elemento.


Gemini Notebook e Gemini no Chrome, o kit mínimo do estudante de graduação   Recently updated !

Este texto apresenta duas ferramentas de inteligência artificial generativa como porta de entrada para o estudo na graduação em saúde: o Gemini Notebook, que responde apenas a partir das fontes carregadas pelo estudante, e o Gemini no Chrome, que atua sobre a página aberta no navegador. Explica o princípio de ancoragem em fontes, delimita o território de uso de cada ferramenta, discute a evidência sobre descarregamento cognitivo e ilusão de fluência, e propõe um protocolo mínimo de uso capaz de converter economia de tempo em aprendizagem efetiva.


Os três mundos do professor: a oficina completa, do papel ao Gemini Notebook   Recently updated !

Este texto publica na íntegra o conteúdo da oficina Os Três Mundos do Professor, dedicada ao uso da inteligência artificial na docência universitária. A tese condutora é que vivemos simultaneamente nos mundos analógico, digital e da inteligência artificial, e que a competência decisiva é a transição deliberada entre eles. O leitor encontrará o princípio do controle das fontes como antídoto à alucinação, os três níveis de uso da ferramenta, os casos docentes testados em sala de aula, as regras de compartilhamento e privacidade e o método do contraponto para a leitura crítica de qualquer resposta gerada.


Reagir, dialogar, confrontar: um modelo de três modos para pensar a interação com a inteligência artificial e com o conhecimento   Recently updated !

Este texto propõe um modelo de três modos de interação, reativo, dialógico e dialético, e examina sua utilidade para pensar a inteligência artificial, a educação, a pesquisa científica, a medicina, o direito e a gestão. O modo reativo resolve uma demanda imediata, o modo dialógico constrói compreensão compartilhada e o modo dialético confronta pressupostos para produzir uma síntese mais sólida. O texto discute como essa distinção organiza o uso de sistemas de inteligência artificial generativa, o ensino ativo e a pesquisa científica, a decisão clínica compartilhada e a argumentação jurídica, e conclui que os três modos não formam uma hierarquia rígida, mas um repertório cuja escolha depende da natureza do problema enfrentado.


Os 4Ds da fluência em IA: delegar, descrever, discernir e agir com diligência   Recently updated !

Este texto apresenta o modelo dos 4Ds da fluência em inteligência artificial: Delegação, Descrição, Discernimento e Diligência. Situa o modelo no campo do letramento em IA, explica cada dimensão e mostra sua aplicação à vida acadêmica: decidir o que delegar ao sistema, formular instruções claras, avaliar criticamente as respostas e assumir a responsabilidade final pelo resultado. Discute o viés de automação como risco central do uso acrítico e apresenta a ressalva de rigor: trata-se de framework pedagógico orientador, ainda sem validação psicométrica. O leitor encontrará argumentos, evidências e orientações práticas para uma colaboração responsável com a IA.


Consenso das Duas Torres: “Pergunte ao Claude”   Recently updated !

Uma fábula imagina um consenso improvável entre Harvard e Oxford, unidas por uma ponte que só surge quando as duas universidades pensam a mesma coisa ao mesmo tempo. Reunidos, cientistas de todo o mundo buscam uma pergunta de ouro, capaz de orientar qualquer dúvida humana. A resposta não é uma fórmula, mas um convite: “Pergunte ao Claude!”. A frase se espalha não como dogma, mas como bússola, o primeiro passo antes de qualquer resposta definitiva. Médicos, astrônomos e poetas a completam à sua maneira. No fim, a lenda revela que perguntar bem, com honestidade, vale mais do que qualquer certeza pronta.


O viés de automação e a ilusão do controle na era da inteligência artificial   Recently updated !

Este texto examina o viés de automação, a tendência humana de confiar em excesso nas recomendações de sistemas inteligentes, e discute por que ele representa o risco mais relevante na adoção da inteligência artificial. A partir de evidências da pesquisa em fatores humanos e em apoio à decisão clínica, distingue os erros de comissão e de omissão, desfaz a falácia do humano no controle, expõe o paradoxo das explicações automatizadas e propõe o caminho da supervisão passiva para a parceria cognitiva. O leitor encontrará um argumento central: a inteligência artificial complementa, não substitui o julgamento humano.


A mesma pergunta, respostas diferentes: o não determinismo da inteligência artificial generativa na medicina   Recently updated !

A inteligência artificial generativa apresenta uma propriedade que intriga quem a utiliza pela primeira vez: a mesma pergunta pode produzir respostas diferentes a cada execução. Este texto explica, de forma acessível ao estudante de medicina, por que isso acontece, como a amostragem probabilística palavra a palavra gera essa variabilidade e por que ela não corresponde a uma aleatoriedade verdadeira. Discute, ainda, as implicações dessa característica para a decisão clínica, a segurança do paciente, a auditoria de condutas e o rigor da pesquisa científica.


A inteligência artificial melhora a entrega e pode enfraquecer o aprendiz   Recently updated !

O uso de ferramentas de inteligência artificial na formação acadêmica levanta uma questão central: quando a tecnologia executa as mesmas tarefas que o estudante deveria aprender a realizar, o produto melhora, mas a aprendizagem pode não ocorrer. Este texto examina o conceito de descarga cognitiva prematura, as competências que ficam por desenvolver e as três variáveis que definem se o uso da inteligência artificial é formativo ou substitutivo: o momento, a extensão e a finalidade. Ao final, apresenta modalidades de uso que preservam o esforço cognitivo sem abrir mão da tecnologia.


Como obter as chaves de API da Anthropic, do Google Gemini, da OpenAI e do DeepSeek: tutorial completo para pesquisadores   Recently updated !

Este tutorial orienta pesquisadores, docentes e estudantes na obtenção das chaves de Interface de Programação de Aplicações dos quatro provedores de modelos de linguagem de grande porte mais relevantes em 2026: Anthropic, Google Gemini, OpenAI e DeepSeek. O texto percorre, passo a passo, o registro em cada plataforma, a configuração de faturamento, a geração da chave e as boas práticas de segurança obrigatórias. Ao final, o leitor estará apto a integrar esses recursos em ferramentas acadêmicas, clínicas e jurídicas sem depender de intermediários técnicos.


Do Prompt ao Produto: a progressão arquitetural do uso de inteligência artificial aplicada à pesquisa e à inovação   Recently updated !

A inteligência artificial generativa tornou-se presença crescente na rotina de pesquisadores e profissionais da saúde, mas a maioria dos usuários permanece restrita ao uso de prompts isolados, sem perceber que existe uma progressão arquitetural estruturada que separa o uso básico do uso transformador. Este texto percorre os cinco degraus dessa escala, do prompt à skill, do workflow ao sistema de agente e ao produto digital, demonstrando como cada etapa amplia o alcance da ferramenta e reduz a intervenção humana por problema resolvido. O objetivo é oferecer ao leitor um mapa conceitual aplicável à pesquisa científica e à inovação em saúde.


Produzir um projeto de pesquisa em 60 minutos com IA generativa é uma vantagem ou uma armadilha?   Recently updated !

A inteligência artificial generativa é capaz de redigir um projeto de pesquisa completo em menos de 60 minutos. Essa velocidade, usada sem controle, priva o pesquisador do tempo cognitivo necessário para ler, validar e se apropriar do conteúdo gerado. Este texto discute por que a rapidez da máquina pode ser uma armadilha, apresenta o princípio Human-in-the-loop como fundamento para um fluxo de trabalho mais seguro e propõe uma abordagem deliberada: produzir o projeto em partes pequenas, ao longo de uma semana, reservando tempo para ler as fontes, validar o conteúdo e construir domínio real sobre o tema.


O contexto é o comando: como escrever bem com o apoio da inteligência artificial   Recently updated !

Escrever com o apoio da inteligência artificial generativa é uma habilidade que pode ser aprendida e aprimorada, mas exige um método. Muitos pesquisadores e estudantes frustram-se com os resultados porque solicitam o texto sem preparar o terreno. Este artigo descreve um fluxo de trabalho eficaz em três etapas: fornecer contexto abundante à ferramenta, iterar sobre a estrutura proposta em múltiplas versões e validar o rascunho gerado com leitura crítica antes da publicação. O autor não é substituído pela IA: é amplificado por ela.


Dois tipos de pesquisador vão coexistir: qual será o seu?   Recently updated !

Em breve, dois perfis de pesquisador vão coexistir nas universidades. Ambos terão acesso à inteligência artificial. A diferença entre eles não será tecnológica: será de profundidade. O primeiro usa IA como ferramenta auxiliar e ganha tempo. O segundo redesenhou o processo de pesquisa com ela como infraestrutura e ganhou escala, qualidade e impacto. Este texto examina essa distinção, mapeia as etapas do processo investigativo que já podem ser reorganizadas e propõe a pergunta que separa o uso curioso do uso estratégico da inteligência artificial na ciência.


A inteligência artificial generativa como ferramenta de planejamento da escrita acadêmica   Recently updated !

A inteligência artificial generativa pode transformar a escrita acadêmica ao atuar como ferramenta de planejamento, não como substituta da autoria. Ela ajuda o pesquisador a organizar ideias, formular perguntas, identificar lacunas, alinhar objetivos e métodos, estruturar argumentos e revisar clareza, coesão e precisão. Seu uso mais produtivo ocorre quando orienta esboços, mapas de parágrafos, quadros, tabelas e versões preliminares. Contudo, exige validação humana, leitura crítica, verificação de referências e responsabilidade ética. A IA amplia produtividade, mas também pode gerar erros, vieses e falsa precisão. Portanto, deve ser usada como copiloto intelectual, sempre supervisionada pelo pesquisador responsável pelo texto final e completo.


CLAUDE na Pesquisa Científica   Recently updated !

O evento CLAUDE na Pesquisa Científica será uma oficina presencial voltada para estudantes, pesquisadores e interessados em transformar uma ideia inicial em um projeto de pesquisa mais claro, estruturado e viável. A proposta é mostrar, de forma prática, como utilizar o Claude como ferramenta de apoio acadêmico, ajudando na organização da ideia, construção do problema de pesquisa, definição de objetivos, planejamento metodológico e redação inicial do projeto. As atividades acontecerão presencialmente na Sala 202 da UNCISAL, em Maceió, entre 12 de maio de 2026, às 7h00, e 30 de junho de 2026, às 8h00. O credenciamento será realizado de forma online, mas as aulas serão presenciais. A oficina será conduzida pelo professor Aldemar Araujo Castro, professor, pesquisador, extensionista e empreendedor da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas, UNCISAL.


Da Estabilidade ao Caos: A Evolução dos Cenários Globais e o Impacto da IA   Recently updated !

A compreensão dos cenários globais é essencial para a estratégia de pessoas e organizações. O Mundo SPOD refletia a realidade estável e previsível de grande parte do século XX. Com a globalização e a internet, emergiu o Mundo VUCA, marcado pela volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade, exigindo rápida adaptação. Mais recentemente, devido a crises globais e climáticas, Jamais Cascio propôs o Mundo BANI, que descreve um ambiente frágil, ansioso, não-linear e incompreensível. Hoje, a transição para um Mundo com Inteligência Artificial traz novos desafios, demandando resiliência, empatia, intuição tecnológica e reinvenção constante para navegar no caos e na inovação.


A Arte da Composição Digital: Do TeX à Era da Inteligência Artificial   Recently updated !

Este capítulo percorre a trajetória do LaTeX como sistema de composição tipográfica voltado à comunicação científica. Parte da insatisfação de Donald Knuth, nos anos 1970, narra a criação do TeX e a posterior padronização por Leslie Lamport, e discute a premissa de separação entre conteúdo e forma. Aborda o papel da comunidade reunida em torno do CTAN, a migração para plataformas em nuvem como o Overleaf e o uso de inteligência artificial generativa na redação e na correção do código, argumentando por que o LaTeX permanece a escolha preferencial para documentos que exigem precisão e longevidade.