integridade científica


Declaração de uso da inteligência humana: quem responde pelo que se publica   Recently updated !

Este texto apresenta a declaração de uso da inteligência humana, proposta que inverte o foco das declarações de uso de inteligência artificial generativa exigidas por periódicos e instituições. Parte das políticas editoriais que vedam a autoria de ferramentas, examina o que a transparência centrada na ferramenta deixa de dizer e reproduz a declaração na íntegra. Discute, em seguida, a falibilidade da inteligência humana e a continuidade da responsabilidade autoral, anterior à inteligência artificial. O leitor encontrará um argumento para ler a declaração como complemento, e não como substituto, das exigências formais, e um convite a redigir a sua própria.


Quem assina o texto escrito com inteligência artificial

Este texto examina por que sistemas de inteligência artificial generativa não podem figurar como autores de trabalhos científicos, questão que decorre da impossibilidade de responsabilização, e o que isso impõe a quem assina. Percorre o espectro de usos possíveis, da correção de língua à delegação do argumento, apresenta a seção dedicada ao tema na atualização de janeiro de 2026 das recomendações internacionais, incluindo os deveres do parecerista quanto à confidencialidade, discute a fabricação de referências e a obrigação de verificá-las, e propõe um modelo mínimo de declaração de uso, comentado elemento por elemento.


Inteligência Artificial e Plágio na Produção Científica

Este texto examina a relação entre inteligência artificial e plágio na produção científica. Sustenta que a ferramenta não comete plágio, por não ser sujeito de direito, e que a responsabilidade pelo texto permanece integralmente do pesquisador, a quem cabe revisar, validar e referenciar. Registra o entendimento do escritório de direitos autorais dos Estados Unidos quanto à ausência de proteção para obras criadas exclusivamente por máquina, adverte que os detectores de conteúdo gerado por inteligência artificial produzem muitos falsos positivos e lembra que a acusação sem prova pode configurar calúnia ou difamação.


Conflito de interesse

Esta postagem define conflito de interesse como o conjunto de condições em que o julgamento de um profissional sobre um interesse primário tende a ser indevidamente influenciado por um interesse secundário. Observa que a percepção corrente costuma restringir o conceito à dimensão econômica, embora também estejam em causa interesses pessoais, científicos, assistenciais, educacionais, religiosos e sociais. Reúne, em seguida, os instrumentos de declaração, entre eles o formulário do ICMJE, com suas quatro partes, e a portaria brasileira que fixa critérios e modelo de declaração.


Relato de Caso em Bioética Clínica – MST 2

Esta postagem reúne o material da atividade de relato de caso em bioética clínica. Disponibiliza a aula de apresentação, exemplos de formulação de problema, objetivo e título, e os modelos para a apresentação escrita e para a apresentação oral do relato. Acrescenta recursos de apoio sobre referenciação no estilo Vancouver e dicas de apresentação, além de material complementar, entre ele o formulário de consentimento adotado por periódico dedicado a relatos de caso e o manual de ética médica da Associação Médica Mundial.


Não há ilicitude no plágio de petição inicial

Esta postagem comenta decisão do Superior Tribunal de Justiça, de 2002, segundo a qual a petição inicial, por seu caráter utilitário, somente se protege pela legislação autoral quando constituir criação literária. Reproduz observação sobre a mutabilidade histórica da noção de plágio, que já se confundiu com inspiração, lembrando as acusações dirigidas a Shakespeare e a queixa de Cervantes contra as cópias de sua obra. Registra, por fim, a discussão então em curso sobre o endurecimento das punições às ofensas ao direito autoral.


Código de Boas Práticas Científicas – Fapesp

Esta postagem disponibiliza o Código de Boas Práticas Científicas da FAPESP, documento que fixa os princípios de integridade esperados de pesquisadores e instituições e trata de temas como autoria, conflito de interesse, conduta na coleta e no registro de dados e apuração de desvios, servindo de referência para programas de pós-graduação e comitês institucionais.


Sobre a integridade ética da pesquisa

Esta postagem reproduz o texto de trabalho de Luiz Henrique Lopes dos Santos sobre a integridade da pesquisa, elaborado no âmbito da FAPESP. Distingue, dentro da ética profissional do cientista, os deveres derivados de valores mais universais, como os que fundamentam a bioética e o respeito à integridade dos participantes e aos animais de experimentação, daqueles que decorrem de valores especificamente científicos, impostos pelo compromisso com a finalidade da própria profissão, entendida como a construção coletiva da ciência enquanto patrimônio comum.


Juramento de Hipócrates (WMA Declaração de Genebra)

Esta postagem reproduz a Declaração de Genebra da Associação Médica Mundial, versão contemporânea do juramento hipocrático, adotada em 1948 e emendada nas décadas seguintes. O texto compromete o profissional a consagrar sua vida ao serviço da humanidade, a exercer a profissão com consciência e dignidade, a colocar a saúde do paciente em primeiro lugar e a guardar os segredos que lhe forem confiados, mesmo após a morte. Veda ainda que idade, doença, crença, origem, gênero ou condição social interfiram entre o dever e o paciente.


Conflito de interesses marca pesquisas

Esta postagem reproduz reportagem sobre conflito de interesses na literatura acerca da terapia de reposição hormonal na menopausa. Registra revisão conduzida por pesquisadores do Georgetown University Medical Center e publicada na PLoS Medicine, que examinou cinquenta artigos de dez autores publicados entre 2002 e 2006, período posterior ao estudo Women’s Health Initiative. Oito dos dez autores declararam pagamentos da indústria, e, dos trinta e dois artigos favoráveis à terapia, trinta foram escritos por autores com conflito de interesse.