Ética e integridade


O dado do participante não viaja sem autorização: inteligência artificial generativa e o dever do Comitê de Ética em Pesquisa   Recently updated !

Este texto examina o uso de inteligência artificial generativa sobre dados de participantes de pesquisa e o dever de exame das instâncias de ética. Sustenta que inserir transcrições ou prontuários em serviço externo é operação de tratamento de dados sensíveis, com transferência internacional e retenção por terceiro, e não detalhe operacional. Discute os limites da anonimização diante da evidência sobre reidentificação, articula a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais com a legislação de pesquisa com seres humanos, propõe cláusula para o termo de consentimento, oferece roteiro de sete perguntas ao parecerista e avalia o processamento local.


Quem assina o texto escrito com inteligência artificial   Recently updated !

Este texto examina por que sistemas de inteligência artificial generativa não podem figurar como autores de trabalhos científicos, questão que decorre da impossibilidade de responsabilização, e o que isso impõe a quem assina. Percorre o espectro de usos possíveis, da correção de língua à delegação do argumento, apresenta a seção dedicada ao tema na atualização de janeiro de 2026 das recomendações internacionais, incluindo os deveres do parecerista quanto à confidencialidade, discute a fabricação de referências e a obrigação de verificá-las, e propõe um modelo mínimo de declaração de uso, comentado elemento por elemento.


O consentimento é um processo, o termo é apenas o seu registro   Recently updated !

Este texto examina o consentimento livre e esclarecido como processo, e não como formulário, na pesquisa clínica brasileira. Apresenta o que mudou com a Lei nº 14.874, de 2024, e com o Decreto nº 12.651, de 2025, e o que permanece exigível pelas resoluções do Conselho Nacional de Saúde. Detalha o conteúdo obrigatório do termo, o registro do processo em prontuário e em documento-fonte, as formalidades de assinatura, data e entrega da via, o consentimento em meio eletrônico e as situações que exigem documentação reforçada. Discute, por fim, a diferença entre cumprir a formalidade e comprovar que o esclarecimento ocorreu.


Quem sabe demais explica mal: a maldição do conhecimento e o consentimento informado   Recently updated !

Este texto examina a maldição do conhecimento, viés cognitivo que impede quem domina um conteúdo de estimar o que alguém sem esse domínio compreenderá, e sua incidência sobre o consentimento informado. Recupera o experimento dos batedores e dos ouvintes, situa a origem do conceito na economia experimental e na psicologia da comunicação, apresenta a evidência sobre a legibilidade dos termos de consentimento e sustenta que a autoavaliação da clareza pelo redator é epistemicamente inútil. Conclui com as intervenções que a literatura mostra eficazes, todas assentadas na verificação ativa da compreensão de quem recebe a informação.


O TCLE é um convite, não um contrato!   Recently updated !

Este texto examina o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido como convite, e não como contrato de adesão. Mostra por que a moldura escolhida pelo redator determina o léxico, a sintaxe e a estrutura do documento, articula as exigências da Lei 14.784 de 2024 e das diretrizes internacionais, e apresenta a evidência empírica sobre legibilidade e compreensão. Oferece pares de reescrita que convertem o enunciado contratual em enunciado de convite, discute quem convida, quando e onde, e avalia o uso da inteligência artificial generativa como auxiliar de redação, com as cautelas indispensáveis.


CAAE não é aprovação ética: por que essa diferença é importante?   Recently updated !

Este texto examina uma confusão frequente na comunicação científica brasileira: tratar o número do CAAE como prova de aprovação ética. O artigo explica o que o CAAE de fato registra, onde está a decisão que autoriza o início da pesquisa, quais são as consequências de coletar dados sem parecer favorável e como redigir corretamente a declaração ética em artigos, dissertações e teses. Ao final, situa o leitor na transição normativa inaugurada pela Lei 14.874/2024, mostrando que a lógica central permanece: o registro identifica o protocolo, mas somente a decisão do comitê autoriza a pesquisa.


TALE em Formato Storybook: A Inteligência Artificial a Serviço da Ética e da Pesquisa com Crianças   Recently updated !

Este texto propõe o uso de inteligência artificial para converter o Termo de Assentimento Livre e Esclarecido em livro ilustrado de histórias, destinado a crianças participantes de pesquisa clínica. Distingue o assentimento, diálogo honesto dirigido à própria criança a partir dos sete anos, do consentimento assinado pelos responsáveis, e aponta o problema da linguagem técnica e assustadora dos documentos tradicionais. Descreve a tradução de jargões em metáforas simples, a construção de narrativa com personagens e o reforço da autonomia do participante, em processo colaborativo de revisão.


Relatos de Experiência e Relatos de Caso: a armadilha ética da não submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa nas atividades de extensão universitária   Recently updated !

Este artigo discute os limites éticos entre relato de experiência e relato de caso nas atividades de extensão universitária. Identifica uma armadilha frequente, a suposição de que produções apoiadas em vivência ou prática pedagógica estariam automaticamente dispensadas de apreciação pelo Comitê de Ética em Pesquisa. À luz da Carta Circular nº 166/2018 da CONEP e da Resolução CNS nº 510/2016, sustenta que toda publicação que envolva dados clínicos, informações pessoais ou imagens de participantes exige submissão prévia ao sistema CEP e CONEP pela Plataforma Brasil, em proteção da privacidade e da dignidade.


Inteligência Artificial e Plágio na Produção Científica   Recently updated !

Este texto examina a relação entre inteligência artificial e plágio na produção científica. Sustenta que a ferramenta não comete plágio, por não ser sujeito de direito, e que a responsabilidade pelo texto permanece integralmente do pesquisador, a quem cabe revisar, validar e referenciar. Registra o entendimento do escritório de direitos autorais dos Estados Unidos quanto à ausência de proteção para obras criadas exclusivamente por máquina, adverte que os detectores de conteúdo gerado por inteligência artificial produzem muitos falsos positivos e lembra que a acusação sem prova pode configurar calúnia ou difamação.


Relato de Experiência: Emissão de Quatro Pareceres Consubstanciados no Comitê de Ética em Pesquisa da UNCISAL   Recently updated !

Este relato de experiência descreve a emissão de quatro pareceres consubstanciados no Comitê de Ética em Pesquisa da UNCISAL, em que cada projeto resultou em um dos quatro desfechos possíveis. Narra a retirada do protocolo pelo próprio pesquisador, acompanhada do sentimento de perda do conhecimento que deixaria de ser produzido, a aprovação de projeto alinhado ao rigor metodológico e às normas de pesquisa com seres humanos, a pendência, em que se evidencia a função orientadora do colegiado, e a não aprovação, motivada por aspecto crítico que inviabilizava a execução proposta.


Responsabilidades éticas do estudante de medicina sobre a privacidade e sigilo durante as aulas   Recently updated !

Este texto reúne as responsabilidades éticas do estudante de medicina quanto à privacidade e ao sigilo durante aulas e práticas clínicas. Sustenta que o respeito à intimidade e ao pudor do paciente e a manutenção do sigilo sobre informações pessoais e clínicas alcançam o acadêmico, a quem é vedada a quebra do sigilo salvo motivo justo, dever legal ou consentimento expresso. Orienta quanto ao manuseio restrito de prontuários e documentos, à discussão de casos sem elementos identificadores e ao uso de imagens, e lembra que a infração é também juridicamente sancionável.


Conflito de interesse   Recently updated !

Esta postagem define conflito de interesse como o conjunto de condições em que o julgamento de um profissional sobre um interesse primário tende a ser indevidamente influenciado por um interesse secundário. Observa que a percepção corrente costuma restringir o conceito à dimensão econômica, embora também estejam em causa interesses pessoais, científicos, assistenciais, educacionais, religiosos e sociais. Reúne, em seguida, os instrumentos de declaração, entre eles o formulário do ICMJE, com suas quatro partes, e a portaria brasileira que fixa critérios e modelo de declaração.


Relato de Caso em Bioética Clínica – MST 2   Recently updated !

Esta postagem reúne o material da atividade de relato de caso em bioética clínica. Disponibiliza a aula de apresentação, exemplos de formulação de problema, objetivo e título, e os modelos para a apresentação escrita e para a apresentação oral do relato. Acrescenta recursos de apoio sobre referenciação no estilo Vancouver e dicas de apresentação, além de material complementar, entre ele o formulário de consentimento adotado por periódico dedicado a relatos de caso e o manual de ética médica da Associação Médica Mundial.


Não há ilicitude no plágio de petição inicial   Recently updated !

Esta postagem comenta decisão do Superior Tribunal de Justiça, de 2002, segundo a qual a petição inicial, por seu caráter utilitário, somente se protege pela legislação autoral quando constituir criação literária. Reproduz observação sobre a mutabilidade histórica da noção de plágio, que já se confundiu com inspiração, lembrando as acusações dirigidas a Shakespeare e a queixa de Cervantes contra as cópias de sua obra. Registra, por fim, a discussão então em curso sobre o endurecimento das punições às ofensas ao direito autoral.


Código de Boas Práticas Científicas – Fapesp   Recently updated !

Esta postagem disponibiliza o Código de Boas Práticas Científicas da FAPESP, documento que fixa os princípios de integridade esperados de pesquisadores e instituições e trata de temas como autoria, conflito de interesse, conduta na coleta e no registro de dados e apuração de desvios, servindo de referência para programas de pós-graduação e comitês institucionais.


Sobre a integridade ética da pesquisa   Recently updated !

Esta postagem reproduz o texto de trabalho de Luiz Henrique Lopes dos Santos sobre a integridade da pesquisa, elaborado no âmbito da FAPESP. Distingue, dentro da ética profissional do cientista, os deveres derivados de valores mais universais, como os que fundamentam a bioética e o respeito à integridade dos participantes e aos animais de experimentação, daqueles que decorrem de valores especificamente científicos, impostos pelo compromisso com a finalidade da própria profissão, entendida como a construção coletiva da ciência enquanto patrimônio comum.


The Plagiarism Checker   Recently updated !

Esta postagem indica uma ferramenta gratuita de verificação de plágio, que compara trechos de um texto com o conteúdo disponível na internet e assinala coincidências, e remete a material complementar sobre o tema, de modo a apoiar estudantes e professores na conferência de originalidade de trabalhos acadêmicos.


Juramento de Hipócrates (WMA Declaração de Genebra)   Recently updated !

Esta postagem reproduz a Declaração de Genebra da Associação Médica Mundial, versão contemporânea do juramento hipocrático, adotada em 1948 e emendada nas décadas seguintes. O texto compromete o profissional a consagrar sua vida ao serviço da humanidade, a exercer a profissão com consciência e dignidade, a colocar a saúde do paciente em primeiro lugar e a guardar os segredos que lhe forem confiados, mesmo após a morte. Veda ainda que idade, doença, crença, origem, gênero ou condição social interfiram entre o dever e o paciente.


Conflito de interesses marca pesquisas   Recently updated !

Esta postagem reproduz reportagem sobre conflito de interesses na literatura acerca da terapia de reposição hormonal na menopausa. Registra revisão conduzida por pesquisadores do Georgetown University Medical Center e publicada na PLoS Medicine, que examinou cinquenta artigos de dez autores publicados entre 2002 e 2006, período posterior ao estudo Women’s Health Initiative. Oito dos dez autores declararam pagamentos da indústria, e, dos trinta e dois artigos favoráveis à terapia, trinta foram escritos por autores com conflito de interesse.


Eu já plagiei, e você?   Recently updated !

Esta postagem propõe reflexão sobre o plágio no meio universitário. Reproduz os cinco questionamentos formulados por Martinez, que indagam sobre a legitimidade da cópia de texto alheio pelo estudante, sobre os efeitos desse ato em seu próprio desenvolvimento intelectual e no da turma que assiste ao colega beneficiar-se dele, e sobre o papel do professor diante do episódio. Acrescenta a tipologia proposta por Shafer, que distingue o furto intelectual, a preguiça intelectual, o recurso ao inglês científico alheio e o plágio técnico.