docência


Koans na sala de aula: narrativas curtas para revisar decisões de pesquisa

Este texto apresenta o uso de pequenas narrativas inspiradas em koans como disparadores de reflexão no ensino de revisão sistemática e metanálise. Explica por que convém não chamá-las de koans tradicionais, o que a literatura sobre prática reflexiva e sobre ensino de saúde baseada em evidências permite sustentar e o que ainda não permite. Descreve uma dinâmica de cinco minutos, com leitura, reflexão individual, discussão em dupla e aplicação a um artigo real, ilustrada pelo koan dos relógios igualmente adiantados. Propõe critérios simples de avaliação e um desenho modesto para verificar se o recurso de fato melhora a aprendizagem.

Infográfico horizontal com quatro etapas de uma atividade de cinco minutos: ler, pensar, conversar e aplicar

Do primeiro pedido à versão publicada, o que um relógio de xadrez ensina sobre inteligência artificial generativa   Recently updated !

Este texto relata a construção de um relógio de xadrez com assistência de inteligência artificial generativa e o transforma em material didático. Mostra que a primeira versão funciona como hipótese de solução, que o versionamento preserva a memória das decisões e que critérios observáveis ajudam a corrigir interpretações equivocadas da IA. Discute autoria e responsabilidade pedagógica, usabilidade, responsividade, a diferença entre testar regras e observar pessoas e o reaproveitamento da estrutura em um placar. Encerra com uma proposta de atividade para a sala de aula, centrada na capacidade do estudante de explicar e justificar suas decisões.


Ensinar por diferentes lentes: potencialidades e limites do uso de múltiplas metáforas na aprendizagem

Este ensaio teórico examina o uso de múltiplas metáforas no ensino de conceitos complexos. Parte da teoria do mapeamento estrutural para distinguir metáfora, analogia e modelo e mostra por que uma metáfora isolada, ao mesmo tempo que ilumina, induz concepções equivocadas. Discute as razões para combinar metáforas e as condições em que a combinação favorece a aprendizagem ou produz confusão. Propõe uma sequência didática em quatro movimentos, aplica-a ao Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, sugere formas de avaliar compreensão e transferência e examina o papel da inteligência artificial generativa como fonte de metáforas.


Gemini Notebook e Gemini no Chrome, o kit mínimo do estudante de graduação

Este texto apresenta duas ferramentas de inteligência artificial generativa como porta de entrada para o estudo na graduação em saúde: o Gemini Notebook, que responde apenas a partir das fontes carregadas pelo estudante, e o Gemini no Chrome, que atua sobre a página aberta no navegador. Explica o princípio de ancoragem em fontes, delimita o território de uso de cada ferramenta, discute a evidência sobre descarregamento cognitivo e ilusão de fluência, e propõe um protocolo mínimo de uso capaz de converter economia de tempo em aprendizagem efetiva.


Carta aos meus alunos 13/08/2026

Esta carta dirigida aos estudantes parte de uma cena de ambulatório, quando um aluno interrompe o atendimento e se retira alegando fome. O texto recusa a idealização do sacrifício médico e reconhece que corpo cansado erra mais e que organizar o horário de refeição é dever da instituição. Sustenta, porém, que o objeto em discussão é outro, a diferença entre suspender e abandonar um ato assistencial já iniciado. Argumenta que a obrigação não desaparece com a ausência de quem a assumiu, apenas muda de dono, e recai sobre a equipe que fica e sobre o paciente que espera.


Os três mundos do professor: a oficina completa, do papel ao Gemini Notebook

Este texto publica na íntegra o conteúdo da oficina Os Três Mundos do Professor, dedicada ao uso da inteligência artificial na docência universitária. A tese condutora é que vivemos simultaneamente nos mundos analógico, digital e da inteligência artificial, e que a competência decisiva é a transição deliberada entre eles. O leitor encontrará o princípio do controle das fontes como antídoto à alucinação, os três níveis de uso da ferramenta, os casos docentes testados em sala de aula, as regras de compartilhamento e privacidade e o método do contraponto para a leitura crítica de qualquer resposta gerada.


Do giz ao prompt: o que o professor universitário não pode terceirizar

O texto analisa o dilema do professor universitário diante da inteligência artificial, mostrando que o problema central não é usar ou rejeitar a tecnologia, mas definir o que não pode ser terceirizado. A IA pode apoiar buscas, organizar leituras, sugerir estruturas, revisar linguagem e acelerar materiais didáticos. Porém, torna-se perigosa quando substitui leitura crítica, autoria, julgamento pedagógico e responsabilidade intelectual. O artigo propõe critérios para uso acadêmico responsável, incluindo verificação de fontes, compreensão, crítica, transparência e autoria humana. Defende uma universidade que incorpore a IA com método, sem perder seu compromisso formativo com a formação crítica de professores e estudantes.


O Método Socrático na Formação Médica: Aprendendo a Pensar, Não Apenas a Saber!

Este texto apresenta o método socrático como ferramenta essencial na formação médica. Aborda seus fundamentos filosóficos e sua aplicação prática no desenvolvimento do raciocínio clínico. Explica como a sequência de perguntas estruturadas leva o estudante a construir hipóteses diagnósticas em vez de apenas memorizá-las. Discute vantagens, limitações e a transformação do método com a inteligência artificial em tutores digitais interativos. O objetivo é mostrar que aprender medicina vai além de acumular informação: exige aprender a estruturar o pensamento crítico diante da incerteza.


Como Escrever Textos de Alto Nível com IA: O Guia Definitivo para Estudantes de Graduação

Este guia ensina estudantes de graduação a empregar inteligência artificial na escrita acadêmica sem abrir mão da autoria. Propõe um fluxo de trabalho em três etapas, curadoria, síntese e refino, que combina o NotebookLM, usado em busca profunda sobre revisões sistemáticas e patentes, com o Google Gemini e seu editor Canvas para o acabamento do texto. Adverte contra o uso da ferramenta como simples geradora de parágrafos, prática que produz texto genérico e informação inventada, e apresenta orientações de legibilidade, de âncoras visuais e de referenciação no padrão Vancouver, com ênfase na integridade científica.


Comparação do Caminho para Professor Titular – UNCISAL vs. USP (Medicina, 2022-2025)

Este texto compara os caminhos que conduzem ao cargo de professor titular na UNCISAL e na USP, na área de Medicina, no período de 2022 a 2025. Contrapõe dois modelos de ascensão, o progressivo e interno da universidade alagoana, em que a Lei Estadual nº 8.623/2022 exige o título de doutor e o cumprimento de requisitos de progressão, e o concursal e competitivo paulista, em que o Estatuto admite apenas portadores do título de livre-docente, obtido em concurso próprio de provas e títulos, ressalvada a hipótese excepcional de notório saber.


O compromisso do estudante de Medicina na era das IAs

Este relato parte de uma aula de pesquisa em ciências da saúde em que os estudantes, dispersos, concluíam com auxílio de inteligência artificial um trabalho de bioquímica sobre a via de síntese dos ácidos graxos. Diante da uniformidade das respostas, o professor interrompe a exposição e pergunta qual a importância do tema na formação do médico generalista, sem obter resposta. Ao dirigir a mesma pergunta a um assistente automatizado, obtém a conexão com metabolismo energético, obesidade, diabetes e prevenção cardiovascular, o que reacende o interesse da turma.


Responsabilidades éticas do estudante de medicina sobre a privacidade e sigilo durante as aulas

Este texto reúne as responsabilidades éticas do estudante de medicina quanto à privacidade e ao sigilo durante aulas e práticas clínicas. Sustenta que o respeito à intimidade e ao pudor do paciente e a manutenção do sigilo sobre informações pessoais e clínicas alcançam o acadêmico, a quem é vedada a quebra do sigilo salvo motivo justo, dever legal ou consentimento expresso. Orienta quanto ao manuseio restrito de prontuários e documentos, à discussão de casos sem elementos identificadores e ao uso de imagens, e lembra que a infração é também juridicamente sancionável.


Iniciação científica

Esta postagem reúne o material de apoio à iniciação científica na UNCISAL e lembra que sua finalidade é despertar a vocação científica e estimular talentos entre estudantes de graduação, mediante participação em projeto conduzido por pesquisador qualificado. Apresenta o sumário do manual, com capítulos sobre o que é e por que fazer iniciação científica, sua organização na instituição, os recursos, conhecimentos e habilidades exigidos, a escolha do orientador e o prosseguimento da trajetória. Acrescenta recursos complementares e insiste que a iniciação é trabalho de uma dupla, o aluno e o orientador.


Programa INGLÊS SEM FRONTEIRAS (IsF)

Esta postagem apresenta o programa Inglês sem Fronteiras, iniciativa do Ministério da Educação e da CAPES voltada a estudantes de graduação e de pós-graduação de instituições públicas e privadas brasileiras. Registra que o programa oferece curso de inglês em ambiente virtual e que seu propósito não se limita ao aprendizado individual do idioma, pois busca também promover mudança estruturante no ensino de línguas estrangeiras nas universidades do país, com vistas à internacionalização da formação e da produção acadêmica.


Proficiência em Inglês

Esta postagem reúne informações sobre exames de proficiência em idiomas, com atenção ao inglês e menção também ao francês, ao espanhol e ao alemão, tema que interessa a quem pretende candidatar-se a programas de pós-graduação e a bolsas no exterior. Reproduz a escala de níveis do IELTS, do usuário especialista, com domínio pleno e fluente da língua, ao usuário intermitente, passando pelos níveis competente, modesto e limitado, com a descrição do que cada faixa permite compreender e comunicar.


Coursera

Esta postagem apresenta o Coursera, plataforma que firma parceria com universidades de referência para oferecer cursos em linha, sem custo para o participante. Descreve a proposta de ampliar o alcance do ensino superior de qualidade a um número muito maior de estudantes e explica a organização dos cursos, com aulas em vídeo, ritmo definido pelo próprio aluno, exercícios interativos e avaliações. Registra os fundamentos pedagógicos invocados, a aprendizagem para o domínio, com múltiplas tentativas, a interatividade que sustenta o engajamento e o retorno frequente sobre o progresso.


O Teste ANPAD

Esta postagem apresenta o teste ANPAD, exame nacional criado em 1987 pela Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração, empregado por diversas instituições na seleção de cursos de pós-graduação e de programas profissionalizantes em Administração, Ciências Contábeis e áreas afins. Descreve sua composição em cinco provas de vinte questões cada, dedicadas a português, inglês, raciocínio analítico, raciocínio lógico e raciocínio quantitativo, e indica onde consultar os objetivos e a bibliografia sugerida para cada uma delas.


BEME: Best Evidence in Medical Education

Esta postagem apresenta a colaboração BEME, dedicada à promoção da educação médica baseada nas melhores evidências disponíveis. Descreve seus três propósitos, difundir informação que permita a professores, instituições e gestores decidir com base na melhor evidência, produzir revisões sistemáticas sobre educação médica que atendam às necessidades do usuário e consolidar uma cultura de decisão fundamentada nesse campo. Informa que as revisões passam por avaliação por pares e indica onde consultar as publicadas e as ainda em andamento.


Perguntas Frequentes sobre Educação Superior (MEC)

Esta postagem remete ao repositório de perguntas frequentes sobre educação superior mantido pelo Ministério da Educação e reproduz o índice dos temas cobertos. A relação abrange desde questões institucionais, como credenciamento de universidade, alteração de denominação de mantida e mantenedora e campus fora de sede, até assuntos de interesse direto do estudante, entre eles aproveitamento de estudos, atividades complementares, carga horária mínima e prazos de integralização, cotas, frequência, diploma e histórico escolar, educação a distância e pós-graduação.


Programa Ciências Sem Fronteiras (CNPq)

Esta postagem apresenta o programa Ciência sem Fronteiras, iniciativa do CNPq voltada à consolidação, à expansão e à internacionalização da ciência, da tecnologia e da inovação brasileiras por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional de estudantes e pesquisadores, com remissão à página oficial para consulta das modalidades e das condições de participação.