revisão sistemática


Lacuna de pesquisa não é ausência de artigos: métodos para nomeá-la, medi-la e demonstrá-la

Este texto examina como identificar, classificar e justificar uma lacuna de pesquisa com rigor metodológico, em vez de apenas declará-la. Parte da distinção entre ausência de estudos e insuficiência de evidência e percorre cinco famílias de métodos: taxonomias conceituais, ferramentas de avaliação da evidência, acrônimos de decomposição da pergunta, métodos participativos de priorização e técnicas computacionais de leitura da literatura. Discute ainda o papel da inteligência artificial generativa, com suas utilidades e seus limites, e propõe um roteiro integrado. O leitor encontrará critérios práticos para redigir justificativas que resistam à banca e ao parecerista.

Infográfico com quatro movimentos para demonstrar uma lacuna científica: nomear, medir, mapear e priorizar

Infográfico horizontal com quatro etapas de uma atividade de cinco minutos: ler, pensar, conversar e aplicar

Koans na sala de aula: narrativas curtas para revisar decisões de pesquisa

Este texto apresenta o uso de pequenas narrativas inspiradas em koans como disparadores de reflexão no ensino de revisão sistemática e metanálise. Explica por que convém não chamá-las de koans tradicionais, o que a literatura sobre prática reflexiva e sobre ensino de saúde baseada em evidências permite sustentar e o que ainda não permite. Descreve uma dinâmica de cinco minutos, com leitura, reflexão individual, discussão em dupla e aplicação a um artigo real, ilustrada pelo koan dos relógios igualmente adiantados. Propõe critérios simples de avaliação e um desenho modesto para verificar se o recurso de fato melhora a aprendizagem.


Revisão sistemática e meta-análise: como se faz e o que se pode concluir   Recently updated !

Este texto apresenta a revisão sistemática como pesquisa com método próprio e a meta-análise como a ferramenta estatística que ela pode ou não empregar. Descreve o percurso de realização segundo a Colaboração Cochrane e o Centro de Revisões e Disseminação da Universidade de York, complementado por uma leitura operacional em três tempos, e atualiza pontos que evoluíram nas últimas duas décadas, como a avaliação do risco de viés, o relato e a certeza da evidência. Examina, por fim, as conclusões possíveis ao término de uma revisão e situa a síntese da literatura no processo que conduz à decisão clínica.

Quatro conclusões possíveis de uma revisão sistemática, conforme qualidade dos estudos e precisão do efeito

O cemitério dos estudos invisíveis: por que a literatura publicada engana

Este texto examina por que o conjunto de artigos recuperado em uma base de dados não representa a pesquisa efetivamente realizada sobre um tema. Distingue três mecanismos de desaparecimento, o viés de publicação em sentido estrito, o relato seletivo de desfechos e os filtros de idioma e de indexação, e apresenta a evidência empírica que documenta cada um deles. Discute os instrumentos de detecção disponíveis, como o gráfico de funil, e seus limites reconhecidos. Encerra com condutas práticas para o pesquisador, na leitura da literatura alheia e na produção da própria.


RIS ou CSV para triagem no Rayyan? O formato certo pode evitar perda de dados

Este texto compara os formatos RIS e CSV na exportação de referências para triagem em revisões de literatura e revisões sistemáticas, com atenção ao uso do Rayyan. Sustenta que a importação não é detalhe operacional, mas etapa metodológica, pois afeta a identificação de duplicatas, a leitura de títulos e resumos, a aplicação dos critérios de elegibilidade e a reprodutibilidade. Observa que o CSV é formato tabular genérico, dependente de convenções locais de cabeçalho e separador, enquanto o RIS foi concebido para preservar a semântica bibliográfica de autoria, título, periódico, resumo e DOI.


Como elaborar a pergunta de pesquisa em um Overview de Revisões Sistemáticas

Overviews de revisões sistemáticas tornaram-se frequentes na literatura médica, pois sintetizam resultados de múltiplas revisões que muitas vezes chegam a conclusões distintas. Este texto mostra que a pergunta de pesquisa de um overview emprega a mesma estratégia dos estudos primários e das revisões sistemáticas, a metodologia PICO, e que a única diferença está na unidade de análise. Nos estudos primários analisam-se pacientes, nas revisões sistemáticas os ensaios clínicos e no overview as próprias revisões. Definido o PICO, formulam-se a pergunta, a hipótese e os objetivos do estudo.


Fontes de Informação em Revisões Sistemáticas: definição, classificação e importância

Este texto classifica as fontes de informação empregadas em revisões sistemáticas e explica por que a escolha delas determina o alcance da busca, a reprodutibilidade e o risco de viés. Organiza a apresentação por função metodológica e percorre as bases bibliográficas formais com indexação e descritores controlados, os registros de ensaios clínicos, a literatura cinzenta, as ferramentas apoiadas em inteligência artificial, as fontes amplas e as plataformas de triagem. Sustenta que a combinação dessas fontes amplia a sensibilidade da busca e que a documentação do que foi consultado assegura transparência.


Avaliação da Qualidade da Informação

Esta postagem apresenta o material sobre avaliação da qualidade da informação científica, organizado em torno da advertência de que nem tudo o que está escrito é verdadeiro. Define a avaliação como o processo de determinar se o conteúdo de um artigo é de boa qualidade e responde às perguntas sobre sua importância, quem a realiza, quando, onde e como fazê-la, com os três passos de determinar validade, importância e aplicabilidade. Sustenta que se trata de habilidade obrigatória ao profissional de saúde que pretenda atuar de modo crítico.


Clinicalevidence vs. Jamaevidence

Esta postagem compara duas fontes de apoio à prática da medicina baseada em evidências. A primeira reúne base internacional de sínteses rigorosas que avaliam benefícios e danos dos tratamentos, acompanhada de material de treinamento. A segunda corresponde ao sítio interativo dos guias do usuário, resultado de parceria entre um centro de evidência em saúde e os periódicos da JAMA, com conteúdo baseado na série publicada naquele periódico e editado por nomes de referência da área, com colaboração de dezenas de educadores e praticantes.


Clube de Revista (Journal Club)

Esta postagem apresenta o clube de revista, encontro periódico de um grupo que avalia criticamente a aplicação clínica de artigos recentes da literatura médica. Registra seus três objetivos persistentes, manter-se atualizado quanto à produção corrente, influenciar a prática clínica e ensinar a leitura crítica. Reúne, em seguida, recursos de apoio e bibliografia, entre eles a revisão sistemática sobre como conduzir um clube de revista eficaz, o texto que recupera mais de um século de história não registrada dessa prática e materiais de currículo voltados à medicina baseada em evidências.


BEME: Best Evidence in Medical Education

Esta postagem apresenta a colaboração BEME, dedicada à promoção da educação médica baseada nas melhores evidências disponíveis. Descreve seus três propósitos, difundir informação que permita a professores, instituições e gestores decidir com base na melhor evidência, produzir revisões sistemáticas sobre educação médica que atendam às necessidades do usuário e consolidar uma cultura de decisão fundamentada nesse campo. Informa que as revisões passam por avaliação por pares e indica onde consultar as publicadas e as ainda em andamento.


Level IV Evidence — Adverse Anecdote and Clinical Practice

Esta postagem indica o ensaio publicado no New England Journal of Medicine em que Alison Stuebe discute o peso da experiência pessoal sobre a decisão clínica. A autora relata sua formação em uma geração educada para praticar medicina baseada em evidências e para privilegiar ensaios randomizados sobre estudos observacionais e opinião de especialista, e reconhece, após uma década de obstetrícia, que a influência de um ensaio bem conduzido empalidece diante da lembrança de um desfecho adverso vivido pelo próprio médico.