Arquivo diário: setembro 13, 2026


O dado do participante não viaja sem autorização: inteligência artificial generativa e o dever do Comitê de Ética em Pesquisa   Recently updated !

Este texto examina o uso de inteligência artificial generativa sobre dados de participantes de pesquisa e o dever de exame das instâncias de ética. Sustenta que inserir transcrições ou prontuários em serviço externo é operação de tratamento de dados sensíveis, com transferência internacional e retenção por terceiro, e não detalhe operacional. Discute os limites da anonimização diante da evidência sobre reidentificação, articula a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais com a legislação de pesquisa com seres humanos, propõe cláusula para o termo de consentimento, oferece roteiro de sete perguntas ao parecerista e avalia o processamento local.


API e MCP: duas formas de conectar sistemas, e como escolher entre elas   Recently updated !

Esta reflexão examina dois mecanismos de integração entre sistemas, a interface de programação de aplicações e o Model Context Protocol, e propõe um critério prático de escolha entre eles. O texto explica o que cada um padroniza, mostra por que a API sustenta a agenda de dados acionáveis por máquina e a interoperabilidade em saúde, e situa o MCP como resposta recente ao problema de ligar modelos de linguagem a ferramentas e bases. Discute vantagens, perda de determinismo e riscos de segurança já documentados, e encerra com um exemplo de revisão de escopo resolvido pelas duas vias.


Injeção de prompt: quando o documento dá ordens ao seu assistente   Recently updated !

Este texto explica a injeção de prompt, ataque em que um conteúdo lido por um assistente de inteligência artificial é interpretado como ordem em vez de dado. Apresenta a raiz do problema, que é a ausência de separação entre instrução e conteúdo, distingue as modalidades direta, indireta e oculta em documentos, discute a evidência experimental obtida em tarefas de oncologia e oferece um mapa das demais ameaças associadas ao uso dessas ferramentas na pesquisa. Encerra com condutas práticas ao alcance do pesquisador e do comitê de ética, da limitação de permissões à triagem prévia de arquivos de terceiros.


Quem assina o texto escrito com inteligência artificial   Recently updated !

Este texto examina por que sistemas de inteligência artificial generativa não podem figurar como autores de trabalhos científicos, questão que decorre da impossibilidade de responsabilização, e o que isso impõe a quem assina. Percorre o espectro de usos possíveis, da correção de língua à delegação do argumento, apresenta a seção dedicada ao tema na atualização de janeiro de 2026 das recomendações internacionais, incluindo os deveres do parecerista quanto à confidencialidade, discute a fabricação de referências e a obrigação de verificá-las, e propõe um modelo mínimo de declaração de uso, comentado elemento por elemento.


Significância estatística não é relevância clínica   Recently updated !

Este texto recupera o significado preciso do valor de p e examina os dois erros simétricos que dele derivam na pesquisa em saúde: concluir que existe efeito relevante porque o resultado foi estatisticamente significativo, e concluir que não existe efeito porque não foi. Apresenta o intervalo de confiança como chave de leitura de resultados não significativos, discute a diferença mínima clinicamente importante como critério de relevância, e expõe o debate metodológico aberto desde 2016 sobre o uso de limiares de significância, encerrando com recomendações práticas de relato de resultados.


O cemitério dos estudos invisíveis: por que a literatura publicada engana   Recently updated !

Este texto examina por que o conjunto de artigos recuperado em uma base de dados não representa a pesquisa efetivamente realizada sobre um tema. Distingue três mecanismos de desaparecimento, o viés de publicação em sentido estrito, o relato seletivo de desfechos e os filtros de idioma e de indexação, e apresenta a evidência empírica que documenta cada um deles. Discute os instrumentos de detecção disponíveis, como o gráfico de funil, e seus limites reconhecidos. Encerra com condutas práticas para o pesquisador, na leitura da literatura alheia e na produção da própria.


O consentimento é um processo, o termo é apenas o seu registro   Recently updated !

Este texto examina o consentimento livre e esclarecido como processo, e não como formulário, na pesquisa clínica brasileira. Apresenta o que mudou com a Lei nº 14.874, de 2024, e com o Decreto nº 12.651, de 2025, e o que permanece exigível pelas resoluções do Conselho Nacional de Saúde. Detalha o conteúdo obrigatório do termo, o registro do processo em prontuário e em documento-fonte, as formalidades de assinatura, data e entrega da via, o consentimento em meio eletrônico e as situações que exigem documentação reforçada. Discute, por fim, a diferença entre cumprir a formalidade e comprovar que o esclarecimento ocorreu.