estatística


Significância estatística não é relevância clínica   Recently updated !

Este texto recupera o significado preciso do valor de p e examina os dois erros simétricos que dele derivam na pesquisa em saúde: concluir que existe efeito relevante porque o resultado foi estatisticamente significativo, e concluir que não existe efeito porque não foi. Apresenta o intervalo de confiança como chave de leitura de resultados não significativos, discute a diferença mínima clinicamente importante como critério de relevância, e expõe o debate metodológico aberto desde 2016 sobre o uso de limiares de significância, encerrando com recomendações práticas de relato de resultados.


Não sei, não se aplica, prefiro não responder: a ética e a metodologia das opções de recusa em escalas Likert   Recently updated !

Este texto examina a inclusão de alternativas de não resposta, não sei, não se aplica e prefiro não responder, em escalas Likert utilizadas em pesquisas na área da saúde e em ciências humanas. Discute o fundamento dessa prática nas Resoluções CNS 466/2012 e 510/2016, distingue os quatro significados normalmente confundidos entre si, propõe critérios de apresentação visual no instrumento, indica quando a inclusão dessas alternativas é especialmente recomendável e detalha as consequências metodológicas do tratamento e da codificação dos dados ausentes, incluindo o cuidado necessário ao adaptar escalas psicométricas já validadas.


A amostra de 30 é mágica? Origem, limites e riscos de uma regra estatística mal interpretada na pesquisa clínica   Recently updated !

A ideia de que uma amostra com 30 participantes seria suficiente para qualquer pesquisa tornou se uma crença frequente no meio acadêmico. Sua origem está relacionada ao Teorema Central do Limite, à tradição do teste t de Student e à simplificação didática que separa amostras pequenas de amostras grandes. No entanto, em pesquisa clínica, o número 30 não garante validade, precisão, poder estatístico ou relevância clínica. O tamanho da amostra deve ser definido pela pergunta de pesquisa, pelo desenho do estudo, pelo desfecho principal, pela diferença clinicamente relevante, pela variabilidade dos dados e pelas perdas esperadas.


Da significância à estimativa: porque intervalos de confiança devem guiar a interpretação científica?   Recently updated !

A interpretação de resultados científicos foi historicamente dominada pelo uso de testes de hipótese e p valores, frequentemente reduzindo conclusões a decisões binárias. Este capítulo apresenta a crítica clássica de Gardner e Altman e propõe uma mudança de paradigma baseada na estatística de estimação. Intervalos de confiança permitem quantificar o tamanho do efeito, avaliar sua precisão e integrar a interpretação clínica de forma mais robusta. São discutidas limitações do p valor, vantagens dos intervalos de confiança, exemplos clínicos e implicações para ensino e leitura crítica. O objetivo é promover uma abordagem mais informativa, transparente e cientificamente coerente.


Gwet’s AC1 vs Kappa de Cohen, quando a estatística muda a interpretação clínica   Recently updated !

Este texto compara o Kappa de Cohen e o Gwet AC1 como medidas de concordância entre avaliadores em pesquisa clínica. Expõe o paradoxo do Kappa, que produz valores artificialmente baixos quando há alta prevalência de uma categoria, ainda que a concordância observada seja elevada, e apresenta o AC1 como alternativa que redefine o cálculo da concordância esperada pelo acaso e gera estimativas mais estáveis. Desenvolve um exemplo clínico com cinquenta fotografias de feridas classificadas por dois médicos, calcula as duas estatísticas passo a passo e mostra como os mesmos dados admitem interpretações distintas.


Desvendando a Estatística Científica: A Batalha entre o Motivo e o Acaso   Recently updated !

Este texto expõe, em linguagem acessível, a lógica elementar do teste de hipótese. Sustenta que todo resultado observado em um estudo decorre de duas origens possíveis, o motivo, que é a causa real investigada, e o acaso, que corresponde à variação aleatória, e que ambos somados explicam a totalidade do achado. Como o motivo depende de múltiplas variáveis metodológicas e não pode ser quantificado diretamente, recorre-se ao cálculo da probabilidade do acaso por meio de testes estatísticos. Quando essa probabilidade é suficientemente baixa, atribui-se a diferença ao motivo, procedimento que embasa a validação das descobertas.


Decifrando a Incerteza Clínica: Como Simulações Visuais Transformam a Prática Médica   Recently updated !

Este texto defende o uso de simulações visuais no ensino da bioestatística a estudantes de medicina, cuja intuição costuma falhar diante de probabilidade, risco e regressão à média. Descreve três recursos e o que cada um torna visível, o lançamento de moedas, que representa a distribuição binomial e os desfechos binários da prática clínica, o lançamento de dados, que demonstra a lei dos grandes números e a necessidade de amostras robustas, e a máquina de Galton, que explica a curva de Gauss e a noção de normalidade fisiológica. Conclui que essas experiências habilitam a leitura crítica da evidência.


A Gestão da Qualidade em Saúde: Da Estatística à Prática Clínica (NPS e CSAT)   Recently updated !

Este artigo examina a aplicação das métricas Net Promoter Score e Customer Satisfaction Score no contexto da saúde baseada em valor, modelo em que o valor corresponde aos resultados que importam ao paciente divididos pelo custo de alcançá-los. Distingue a satisfação transacional, medida pontual de uma etapa da jornada assistencial, da lealdade expressa pela disposição de recomendar o serviço, detalha o cálculo de cada indicador e as zonas de qualidade correspondentes. Argumenta que a voz do paciente, convertida em dado, revela falhas ocultas do cuidado e repercute na adesão terapêutica.


95% Confidence Intervals   Recently updated !

Esta postagem reúne material didático sobre intervalos de confiança de noventa e cinco por cento. Indica recursos sobre o intervalo de confiança de uma proporção ou de uma contagem, textos que distinguem intervalo de confiança e valor de p, um aplicativo interativo para visualização do conceito, o uso de simulação de Monte Carlo no ensino do tema e orientações sobre como planejar, executar e publicar pesquisa com limites de confiança, além de material sobre análise de poder.


Estatística: lista de artigos básicos   Recently updated !

Esta postagem reúne a bibliografia mínima de estatística para quem atua em pesquisa clínica. Indica a série de quatro artigos publicada no Canadian Medical Association Journal em 1995, dedicada ao teste de hipótese, à interpretação de resultados por intervalos de confiança, às medidas de associação usadas na avaliação do efeito do tratamento e à correlação e regressão. Acrescenta a série publicada no British Medical Journal em 1997, que trata da escolha do teste conforme o tipo de dado e das armadilhas das relações ditas significantes.


Estatística na Pesquisa Clínica   Recently updated !

Esta postagem disponibiliza o material sobre a estatística na pesquisa clínica, que propõe um ponto de vista distinto do habitual quanto à aplicação dos métodos estatísticos em estudos com seres humanos, com ênfase na articulação entre a pergunta de pesquisa, o delineamento e a análise escolhida.