Arquivo mensal: outubro de 2025


O Sistema da Pesquisa: Estratégia, Gestão e Produção na Jornada do Pesquisador

Este texto descreve a pesquisa como sistema integrado de três elementos que se potencializam. A estratégia responde pelo planejamento, define o porquê do estudo, o público beneficiado e o caminho metodológico, e evita que o pesquisador avance sem direção. A gestão responde pela execução e aproxima o projeto da lógica de uma startup, ao coordenar pessoas, prazos, recursos e expectativas. A produção corresponde à divulgação, momento em que o conhecimento é compartilhado. Sustenta que projetos desorganizados fracassam por falha de gestão, e não por insuficiência de conteúdo.


A Doença de Henrique – Parte II: O Surto da Gratidão

Esta crônica, segunda parte de uma série, descreve o caráter contagioso do amor à UNCISAL, que teria se espalhado silenciosamente por corredores, laboratórios e salas de aula. Relata a evolução do quadro, de uma simpatia discreta pela instituição ao brilho nos olhos diante das conquistas coletivas e à defesa apaixonada diante de críticas injustas. Apresenta um tratamento paradoxal, em que o contato com outros acometidos intensifica a melhora, e um protocolo composto de participar de eventos, envolver-se em projetos, ensinar com entusiasmo, acolher alunos e celebrar cada vitória.


A Gaveta do Mestre

Esta memória recupera uma tarde na disciplina de cirurgia vascular da UNIFESP, durante conversa com o professor Emil Burihan sobre uma tese em que ele participaria da banca. A cena é interrompida pela entrada abrupta do professor Ênio Buffolo, que apresenta seu pedido de demissão da instituição com convicção e irritação. O autor, então convidado a permanecer na sala, torna-se testemunha inesperada do episódio e da escuta silenciosa do chefe do departamento, que não interrompe nem contra-argumenta, atitude que o texto guarda como lição sobre autoridade e serenidade.


A Doença de Henrique – Parte I: Diagnóstico

Esta crônica, primeira parte de uma série, anuncia em tom de boletim clínico o diagnóstico de Henrique, médico formado pela antiga ECMAL, hoje UNCISAL, e vice-reitor da instituição. A enfermidade descrita é o amor profundo pela universidade, manifesto em dedicação intensa, noites de trabalho silencioso e decisões orientadas pela gratidão, e não pela conveniência. Enumera os sintomas e os efeitos colaterais que a condição provoca em terceiros, entre eles a inveja e a irritação diante da coerência, e conclui que a doença é incurável, porém plenamente tratável.


PIN-09: O Último Filho de Gepeto

Esta narrativa longa de ficção imagina que, no mesmo ano em que Gepeto esculpe o boneco de madeira que se tornaria célebre, ele oculta um segundo nascimento, o autômato PIN-09, criado em silêncio sob a oficina e programado para despertar quando o homem perdesse a alma. O texto abre com o manifesto da própria criatura, que afirma ter sido moldada de memória e silêncio e não para obedecer, mas para compreender. A partir daí, desenvolve uma fábula sobre verdade, mentira, escolha e arrependimento na era das máquinas.


A Ideia Brilhante e o Uso da Inteligência Artificial na Pesquisa

Este capítulo examina o efeito da inteligência artificial sobre a pesquisa científica e sustenta que a ferramenta acelera etapas sem alterar a essência da jornada, que permanece dividida em planejamento, execução e divulgação. Parte da ideia brilhante, estruturada pela estratégia PICO até converter-se em pergunta clara, e mostra o auxílio da máquina na formulação de hipóteses, objetivos e títulos e na elaboração do plano de intenção. Adverte quanto aos riscos de superficialidade, informação falsa e viés, e mantém a validação crítica e ética como tarefa indelegável do pesquisador.


A Inteligência Artificial como Máquina a Vapor da Intelectualidade Humana na Pesquisa Clínica

Este texto propõe uma analogia entre a inteligência artificial e a máquina a vapor, que multiplicou a força física humana e abriu caminho para a revolução industrial. Sustenta que a nova tecnologia multiplica a capacidade de processar informação, analisar dados e produzir conhecimento, com aplicações na seleção de artigos para revisões sistemáticas, na identificação de hipóteses em grandes bancos, na simulação de cenários e no apoio à redação. Distingue o uso legítimo da simulação de autoria e defende que a ética está em integrar a tecnologia com consciência, não em recusá-la.


Scratch e MIT App Inventor: Ferramentas de Aprendizagem e Inovação na Programação

Este texto compara duas plataformas educacionais criadas no Massachusetts Institute of Technology que tornaram a programação acessível a quem não domina linguagens tradicionais. Descreve o Scratch, de interface em blocos, voltado a iniciantes e crianças e adequado à criação de jogos, animações e histórias interativas, com ênfase no raciocínio lógico e na criatividade. Em seguida apresenta o App Inventor, que permite construir aplicativos funcionais para dispositivos móveis, com uso de sensores e conexão à internet, e o aproxima da prototipagem e da inovação aplicada, inclusive na área da saúde.


Docker e ao Conceito de Contêineres

Este texto introdutório explica o que é o Docker e o conceito de contêiner, caixa isolada que reúne a aplicação e tudo aquilo de que ela necessita para funcionar, o que assegura reprodutibilidade e portabilidade. Compara contêineres e máquinas virtuais, observando que os primeiros compartilham o núcleo do sistema operacional e por isso são mais leves e rápidos, e recorre à analogia da marmita para fixar a diferença. Apresenta um exercício didático, servir uma página em HTML dentro de um contêiner, com a construção da imagem e a visualização no navegador.