Arquivo mensal: fevereiro de 2026


Guia Técnico sobre como realizar o registro de software no INPI

Este guia descreve o registro de programa de computador no INPI, procedimento inteiramente digital que constitui prova formal de autoria e titularidade. Esclarece que se trata de registro autoral, fundado na Lei nº 9.609/1998 e no sistema de direitos autorais, e não de patente de invenção. Detalha as etapas, o cadastro no sistema e-INPI, a emissão e o pagamento da guia de recolhimento, a assinatura digital da Declaração de Veracidade com certificado ICP-Brasil e a geração do resumo digital, ou hash, do código-fonte, que dispensa a divulgação do código.


Hash de software, o que é, por que importa e como obter passo a passo

Este texto explica o que é o resumo digital, conhecido como hash, código gerado matematicamente a partir do conteúdo de um arquivo e alterado por completo diante de qualquer modificação, ainda que mínima. Discute sua utilidade na pós-graduação, para comprovar integridade, rastrear versões, reforçar autoria e ampliar a reprodutibilidade de pesquisas que envolvem software, e menciona as implicações acadêmicas e jurídicas, entre elas o questionamento em banca, a auditoria e o litígio de autoria. Ensina, passo a passo, como obter o hash de um arquivo no Windows pelo Prompt de Comando.


A Ciência da Clareza: O que são Índices de Legibilidade, sua Importância e Aplicações

Este texto apresenta os índices de legibilidade, fórmulas que estimam a dificuldade de leitura de um texto a partir do comprimento das frases e do número de sílabas, entre elas a de Flesch-Kincaid. Recupera a origem dessas métricas no século XX, quando se percebeu que a complexidade sintática e o vocabulário rebuscado criavam barreiras à aprendizagem e ao acesso à informação pública. Discute aplicações em diretrizes clínicas, material didático e artigos acadêmicos, e trata do uso de inteligência artificial para reduzir o esforço cognitivo exigido do leitor.


TALE em Formato Storybook: A Inteligência Artificial a Serviço da Ética e da Pesquisa com Crianças

Este texto propõe o uso de inteligência artificial para converter o Termo de Assentimento Livre e Esclarecido em livro ilustrado de histórias, destinado a crianças participantes de pesquisa clínica. Distingue o assentimento, diálogo honesto dirigido à própria criança a partir dos sete anos, do consentimento assinado pelos responsáveis, e aponta o problema da linguagem técnica e assustadora dos documentos tradicionais. Descreve a tradução de jargões em metáforas simples, a construção de narrativa com personagens e o reforço da autonomia do participante, em processo colaborativo de revisão.


A Importância do Backlog e do Changelog na Criação de Aplicativos

Este texto trata do backlog e do changelog como instrumentos de organização no desenvolvimento de aplicativos. Observa que a maioria dos projetos acadêmicos falha por ausência de rastreabilidade, e não por limitação técnica. Apresenta o backlog do produto, definido no Scrum, como lista ordenada que responde ao que será feito, por que, com qual prioridade e quando, e o changelog como registro das alterações já realizadas, associado ao versionamento semântico e suas três posições. Sustenta que os dois documentos formam um ciclo de planejamento, execução e documentação.


Desenvolvimento Integrado da Inovação em Saúde sob os Eixos TRL, Empreendedorismo e Ética

Este capítulo articula três eixos habitualmente tratados de forma isolada no desenvolvimento de tecnologias em saúde, a Escala de Maturidade Tecnológica, conhecida pela sigla TRL, a jornada do empreendedor e a avaliação ética progressiva conduzida pelo Sistema Nacional de Ética em Pesquisa. Sustenta que a dissociação entre eles explica parte das pendências éticas recorrentes, dos atrasos regulatórios e da dificuldade de levar o conhecimento à prática clínica. Usa como exemplo o desenvolvimento de uma nova bota de Unna para o tratamento de úlceras venosas.


O Código Morse: A Linguagem Universal da Resiliência e da Conexão

Este texto percorre a história e a permanência do código Morse, criado na década de 1830 por Samuel Morse e Alfred Vail, que converteu a linguagem escrita em pulsos elétricos curtos e longos e inaugurou a comunicação instantânea com a transmissão de 1844 entre Washington e Baltimore. Argumenta que esse sistema quase binário continua relevante por sua resiliência extrema em emergências, quando falham infraestruturas complexas, e por seu uso como recurso de acessibilidade para pessoas com limitação motora grave, que se comunicam por movimentos sutis.


Base64

Este texto explica a codificação Base64, técnica que converte imagens em texto para que possam trafegar em sistemas que trabalham apenas com dados textuais. Situa o tema na formação médica, ao mostrar como imagens clínicas são transmitidas e armazenadas em prontuários eletrônicos, plataformas educacionais, formulários de pesquisa e aplicações de inteligência artificial em saúde. Adverte que a conversão aumenta o volume de dados, o que recomenda uso criterioso, e esclarece que se trata de método de transporte de informação, não de um novo formato de imagem.


Google Colab para Profissionais de Saúde: Da Planilha Básica à Inteligência Artificial

Este texto apresenta o Google Colab como ambiente de computação em nuvem útil a estudantes de medicina, residentes e pesquisadores clínicos. Mostra que a ferramenta dispensa a instalação de programas e a aquisição de licenças onerosas, e permite analisar volumes grandes de dados assistenciais, visualizar estatísticas epidemiológicas e testar modelos preditivos. Discute a integração com o armazenamento em nuvem, que facilita a colaboração em pesquisas multicêntricas, e sustenta que, longe de tornar o recurso obsoleto, a inteligência artificial generativa o reforça como ambiente de validação de modelos sobre dados reais.