Arquivo diário: outubro 11, 2026


Inovação social: quando a solução nasce da comunidade   Recently updated !

Este texto apresenta a inovação social como criação de novas respostas a necessidades coletivas por meio da reorganização de relações, papéis e serviços. Explica o processo descrito por Geoff Mulgan, mostra como o campo se consolidou na pesquisa acadêmica e distingue inovação social de empreendedorismo social. Examina a Estratégia Saúde da Família e o agente comunitário de saúde como exemplo brasileiro de inovação social em escala, apresenta a agenda internacional de inovação social em saúde e discute como medir o que efetivamente muda.


O empreendedor e a máquina: o que a evidência diz sobre inteligência artificial nos negócios   Recently updated !

Este texto reúne a evidência experimental mais rigorosa sobre os efeitos da inteligência artificial generativa no trabalho e a traduz para quem empreende. Mostra ganhos reais de produtividade, maiores para os menos experientes, e uma fronteira irregular, fora da qual o desempenho piora. Discute o que muda nas etapas de criação de uma empresa, por que a ferramenta disponível a todos não constitui vantagem duradoura e quais cuidados adicionais se impõem a quem empreende em saúde, com dados sensíveis e responsabilidade profissional.


O modelo de negócio também se inova   Recently updated !

Este texto examina a inovação em modelo de negócio, entendida como a mudança na lógica pela qual uma organização cria, entrega e captura valor. Apresenta a definição de modelo de negócio e sua relação com a estratégia, discute por que mudá-lo é mais difícil do que lançar um produto e sintetiza o que quinze anos de pesquisa ensinaram sobre o tema. Na saúde, mostra três tipos de modelo descritos por Hwang e Christensen e por que tecnologias promissoras fracassam quando encaixadas no modelo errado.


Por que boas inovações em saúde acabam esquecidas no armário   Recently updated !

Este texto examina por que tantas inovações em saúde funcionam no piloto e fracassam na rotina. Mostra que a maioria das falhas não é técnica, mas de previsão, de implantação e de ajuste ao contexto. Discute o otimismo dos planejadores, a implantação como etapa própria, a evidência sobre difusão de inovações em serviços e o modelo que organiza a não adoção e o abandono de tecnologias em sete domínios. Encerra com o uso de um quadro consolidado de pesquisa em implementação como lista de verificação antes de começar.


Inovação responsável: decidir antes que seja tarde demais   Recently updated !

Este texto examina a inovação responsável a partir de um problema clássico: quando uma tecnologia é nova, é fácil mudá-la, mas não se sabe o que ela fará; quando se sabe, ela já está entranhada. Parte do caso de um algoritmo que subestimou a necessidade de cuidado de pacientes negros, apresenta as quatro dimensões propostas por Stilgoe e colaboradores e um quadro específico para a saúde. Discute os instrumentos que o direito brasileiro já oferece e propõe perguntas práticas para pesquisadores e empreendedores.


A força silenciosa da inovação incremental   Recently updated !

Este texto defende a inovação incremental contra a fama de prima pobre da inovação radical. Apresenta o dilema entre explorar o novo e aperfeiçoar o existente, descrito por James March, mostra quando melhorar aos poucos não basta e por que organizações bem-sucedidas precisam fazer as duas coisas. Na saúde, examina o ciclo Planejar, Fazer, Estudar e Agir, proposto como método de melhoria, e o que uma revisão sistemática revelou sobre a forma incompleta com que ele costuma ser aplicado.


Inovação aberta: quando a melhor ideia vem de fora   Recently updated !

Este texto apresenta a inovação aberta, formulada por Henry Chesbrough, como modelo em que o conhecimento atravessa deliberadamente as fronteiras da organização, para dentro e para fora. Explica os fluxos de entrada e de saída, discute a evidência de que abrir demais também prejudica e mostra por que integrar o conhecimento externo é mais difícil do que buscá-lo. Examina experiências em saúde e o papel da universidade pública brasileira, à luz do Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação, sem perder de vista o interesse público.


Cultura de inovação nasce da segurança para errar em voz alta   Recently updated !

Este texto examina a cultura de inovação a partir de um conceito mensurável: a segurança psicológica, entendida como a crença compartilhada de que é possível falar, perguntar e errar sem punição. Apresenta a formulação de Amy Edmondson, discute como hierarquia e status profissional silenciam equipes de saúde e reúne a evidência meta-analítica sobre os fatores de equipe que favorecem a inovação. Encerra com práticas concretas que líderes de serviços, laboratórios e grupos de pesquisa podem adotar para transformar silêncio em aprendizagem.