metodologia científica


Diretrizes de Relato para Pesquisa em Saúde: Um Guia Prático para Transparência e Reprodutibilidade

Este guia reúne as principais diretrizes de relato recomendadas pela rede Equator, instrumentos que fixam o conjunto mínimo de informações que um manuscrito deve conter conforme o desenho do estudo. Apresenta o CONSORT para ensaios clínicos, o STROBE para estudos observacionais, o PRISMA para revisões sistemáticas e listas especializadas como SPIRIT e AGREE II. Sustenta que a omissão de detalhes metodológicos impede a reprodução e a avaliação crítica dos resultados, e que o uso dessas listas reduz o risco de viés e qualifica a submissão a periódicos.


Sistematização do Planejamento em Pesquisa Científica: Uma Abordagem Baseada em Objetivos e Resultados Chave (OKR) – O Ciclo 1

Este texto propõe o uso da metodologia de objetivos e resultados chave, conhecida pela sigla OKR, para estruturar o primeiro ciclo do planejamento de uma pesquisa. Parte do diagnóstico de que a formação acadêmica privilegia conteúdo e norma de redação e negligencia a competência gerencial, o que produz dilação de prazos, abandono e ansiedade. Divide o percurso em três fases, um sprint inicial de ideação e revisão bibliográfica, a construção escalonada dos instrumentos de coleta e dos documentos éticos e o trâmite na Plataforma Brasil, e trata o modelo como controle de qualidade preventivo.


Como elaborar a pergunta de pesquisa em um Overview de Revisões Sistemáticas

Overviews de revisões sistemáticas tornaram-se frequentes na literatura médica, pois sintetizam resultados de múltiplas revisões que muitas vezes chegam a conclusões distintas. Este texto mostra que a pergunta de pesquisa de um overview emprega a mesma estratégia dos estudos primários e das revisões sistemáticas, a metodologia PICO, e que a única diferença está na unidade de análise. Nos estudos primários analisam-se pacientes, nas revisões sistemáticas os ensaios clínicos e no overview as próprias revisões. Definido o PICO, formulam-se a pergunta, a hipótese e os objetivos do estudo.


Fontes de Informação em Revisões Sistemáticas: definição, classificação e importância

Este texto classifica as fontes de informação empregadas em revisões sistemáticas e explica por que a escolha delas determina o alcance da busca, a reprodutibilidade e o risco de viés. Organiza a apresentação por função metodológica e percorre as bases bibliográficas formais com indexação e descritores controlados, os registros de ensaios clínicos, a literatura cinzenta, as ferramentas apoiadas em inteligência artificial, as fontes amplas e as plataformas de triagem. Sustenta que a combinação dessas fontes amplia a sensibilidade da busca e que a documentação do que foi consultado assegura transparência.


Resumo Visual da Pergunta de Pesquisa: Da Ideia à Imagem Científica

Este texto apresenta o resumo visual da pergunta de pesquisa, representação gráfica construída sobre a estrutura PICO que sintetiza participantes, intervenção, controle e desfecho em um fluxo lógico. Explica que o recurso não substitui o texto acadêmico, mas o complementa, e registra sua inspiração nos resumos visuais publicados pelo New England Journal of Medicine. Indica ferramentas de elaboração, entre elas Canva, PowerPoint, BioRender e Illustrator, e descreve um assistente personalizado capaz de converter textos e arquivos em imagens coerentes e editáveis, úteis na comunicação com orientadores e avaliadores.


O Sistema da Pesquisa: Estratégia, Gestão e Produção na Jornada do Pesquisador

Este texto descreve a pesquisa como sistema integrado de três elementos que se potencializam. A estratégia responde pelo planejamento, define o porquê do estudo, o público beneficiado e o caminho metodológico, e evita que o pesquisador avance sem direção. A gestão responde pela execução e aproxima o projeto da lógica de uma startup, ao coordenar pessoas, prazos, recursos e expectativas. A produção corresponde à divulgação, momento em que o conhecimento é compartilhado. Sustenta que projetos desorganizados fracassam por falha de gestão, e não por insuficiência de conteúdo.


A Dor e o Desconforto na Elaboração do Projeto de Pesquisa

Este texto trata da ansiedade que costuma acompanhar a elaboração do projeto de pesquisa e propõe encarar a tarefa como um quebra-cabeça montado por etapas, e não de uma só vez. Sugere começar pela pergunta de pesquisa formulada com clareza, seguir para o plano de intenção e então revisar a literatura, entendendo cada passo como filtro de relevância e de viabilidade. Somente depois viriam os documentos de execução, entre eles o termo de consentimento, o formulário de coleta e as autorizações institucionais, até a consolidação final com o orientador.


Listas de verificação – Pesquisa

Esta postagem reúne as listas de verificação das etapas iniciais de uma pesquisa, organizadas na sequência em que devem ser percorridas. Abrange a formulação da pergunta pela estratégia PICO e a lapidação da ideia, o plano de intenção, a revisão da literatura, o teste de instrumentos e de procedimentos e, por fim, o projeto de pesquisa propriamente dito. Cada item remete ao documento correspondente, de modo que o estudante possa conferir o cumprimento de cada exigência antes de avançar para a etapa seguinte.


Research Methods Supercourse Introduction

Esta postagem apresenta o serviço de apoio do Research Methods Supercourse, que reúne aulas introdutórias nas doze principais áreas da metodologia de pesquisa e orienta o consulente a percorrer ao menos uma delas antes de encaminhar sua dúvida. Lista os temas cobertos, entre eles viés e confundimento, dados faltantes, planejamento da pesquisa e cálculo do poder estatístico, apresentação e interpretação de dados epidemiológicos, publicação de artigos, registros de morbidade e vigilância, amostragem e tamanho amostral, além dos delineamentos de estudo, com material disponível também em espanhol.


95% Confidence Intervals

Esta postagem reúne material didático sobre intervalos de confiança de noventa e cinco por cento. Indica recursos sobre o intervalo de confiança de uma proporção ou de uma contagem, textos que distinguem intervalo de confiança e valor de p, um aplicativo interativo para visualização do conceito, o uso de simulação de Monte Carlo no ensino do tema e orientações sobre como planejar, executar e publicar pesquisa com limites de confiança, além de material sobre análise de poder.


Avaliação da Qualidade da Informação

Esta postagem apresenta o material sobre avaliação da qualidade da informação científica, organizado em torno da advertência de que nem tudo o que está escrito é verdadeiro. Define a avaliação como o processo de determinar se o conteúdo de um artigo é de boa qualidade e responde às perguntas sobre sua importância, quem a realiza, quando, onde e como fazê-la, com os três passos de determinar validade, importância e aplicabilidade. Sustenta que se trata de habilidade obrigatória ao profissional de saúde que pretenda atuar de modo crítico.


CONSORT Statement

Esta postagem apresenta a declaração CONSORT, elaborada por investigadores e editores para melhorar o relato de ensaios clínicos randomizados e permitir ao leitor compreender o delineamento, a condução, a análise e a interpretação do estudo e julgar a validade de seus resultados. Descreve seus dois instrumentos, a lista de verificação com vinte e cinco itens, escolhidos porque sua omissão se associa a estimativas enviesadas do efeito do tratamento, e o diagrama de fluxo dos participantes. Registra que a versão vigente é a de 2010 e menciona as extensões existentes.


Clinicalevidence vs. Jamaevidence

Esta postagem compara duas fontes de apoio à prática da medicina baseada em evidências. A primeira reúne base internacional de sínteses rigorosas que avaliam benefícios e danos dos tratamentos, acompanhada de material de treinamento. A segunda corresponde ao sítio interativo dos guias do usuário, resultado de parceria entre um centro de evidência em saúde e os periódicos da JAMA, com conteúdo baseado na série publicada naquele periódico e editado por nomes de referência da área, com colaboração de dezenas de educadores e praticantes.


Noninferiority trials

Esta postagem reúne a bibliografia essencial sobre ensaios de não inferioridade. Indica o texto introdutório de Kaul e Diamond, publicado nos Annals of Internal Medicine em 2006, sobre análise e interpretação desse delineamento, a extensão da declaração CONSORT para o relato de ensaios de não inferioridade e de equivalência, publicada na JAMA no mesmo ano, e o documento regulatório da Conferência Internacional de Harmonização sobre a escolha do grupo controle. Adverte que testar equivalência não é o simples oposto de testar diferença significante.


Estatística: lista de artigos básicos

Esta postagem reúne a bibliografia mínima de estatística para quem atua em pesquisa clínica. Indica a série de quatro artigos publicada no Canadian Medical Association Journal em 1995, dedicada ao teste de hipótese, à interpretação de resultados por intervalos de confiança, às medidas de associação usadas na avaliação do efeito do tratamento e à correlação e regressão. Acrescenta a série publicada no British Medical Journal em 1997, que trata da escolha do teste conforme o tipo de dado e das armadilhas das relações ditas significantes.


International Conference on Harmonisation (ICH)

Esta postagem apresenta a Conferência Internacional de Harmonização, iniciativa que reúne autoridades regulatórias da Europa, do Japão e dos Estados Unidos e especialistas da indústria farmacêutica para discutir aspectos técnicos do registro de medicamentos. Descreve a organização de seus documentos em quatro grupos de temas, qualidade, segurança, eficácia e multidisciplinares, e explica o propósito de reduzir a duplicação de testes durante o desenvolvimento de novos medicamentos, com uso mais econômico de recursos humanos, animais e materiais, sem prejuízo das salvaguardas de qualidade, segurança e eficácia.


Simulação de ensaios clínicos

Esta postagem indica um programa gratuito de simulação de ensaios clínicos randomizados, que permite explorar aspectos do delineamento, da condução e da análise desses estudos. Acrescenta o artigo publicado no British Medical Journal em 1994 sobre o chamado milagre da terapia com dados de jogo, exercício clássico que demonstra como a análise de subgrupos pode produzir achados aparentemente convincentes a partir de resultados inteiramente aleatórios.